Las Noches: Fala turma bão? Rodrigo Las Noches aqui e é o seguinte:

Quem não gosta de um joguinho bom roguelike, né? Você passa pelos mesmos lugares, mas com coisas diferentes, seja sua build, um grupo de inimigos diferentes ou uma otimização que você aprendeu na run anterior. A graça do roguelike é sempre tentar fazer melhor e mais rápido cada tentativa. Agora, no roguelite, onde algumas progressões são permanentes e a sensação de progressão é mais nítida, é aí que me ganha.

O jogo que vamos analisar hoje entra (pelo menos para mim) na categoria de Jogos Para Você Jogar Enquanto Pensa Na Vida e Quer Mexer as Mãos Enquanto Isso… Ou então JPVJEPNVQMMEI… Melhor deixar siglas para lá, né?

Cavaleiro-Disquete, seja bem-vindo ao reino de Chivalware!

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Disclaimer: O acesso que me foi fornecido é de uma demo com mais recursos do que uma demo padrão, então pude testar mais variações do que um jogador que testou a demo comum, porém ainda limitada. Então, leve isso em consideração enquanto lê.

Ele foi desenvolvido pelo Regal Pigeon e publicado pela The Arcade Crew (Blazing Chrome e Abyssus) e Imperfect Games (Lunarium) e, na data da publicação desta, o jogo ainda não saiu, mas está marcado para o 4º trimestre de 2026 para PC (via Steam) e Nintendo Switch 2.

“Chivalware é um frenético jogo roguelite de combinação de blocos. Desafie seus reflexos e sua coordenação em tempo real numa grade de batalha: desvie de ataques, combine blocos para carregar suas armas e encontre a oportunidade perfeita para atacar.”

Descrição na Steam
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Como a experiência é relativamente curta, a estrutura dessa review será um pouco mais direta, diferente de abordar cada aspecto detalhadamente como nas outras reviews.

Aqui assumimos o papel de um Cavaleiro-Disquete em um mundo que mistura o cibernético ao medieval, repleto de cidadãos excêntricos. O reino pede que nós matemos o Rei, que enlouqueceu devido ao poder e aos anos em isolamento. Mas, conforme abrimos caminho em direção ao castelo, estranhas panes sugerem que algo muito mais profundo está acontecendo…

Isso é mostrado nos diálogos que temos no começo do jogo, no tutorial e a cada vez que uma sombra misteriosa, que logo dá para saber que é o Rei, aparece. A história é bem simples e pode ser mais um pano de fundo para a gameplay, que é o foco. Particularmente, não dá tempo de engajar, mas é uma premissa interessante.

E, indo direto para o foco, vamos falar da gameplay. Diferente do que todo mundo está acostumado, uma movimentação mais livre e caótica, Chivalware aposta na movimentação por quadrantes, sendo mais um xadrez super-rápido e punitivo. Devo confessar que, no começo, é estranho se mover, mas em 1 ou 2 partidas você já se acostuma.

Cada fase é dividida por seções, que são eventos aleatórios, fogueira, lojas ou combates, sendo o último sempre o Boss. Em alguns momentos, você estará numa Encruzilhada, onde você deve escolher o que vai acontecer nas duas próximas seções, deixando o jogo mais estratégico.

Os combates são uma loucura, isso porque a sua movimentação vai depender de quais armas você está usando. Cada personagem (5 ao todo) tem seu próprio arsenal inicial contendo 3 armas e uma vantagem (essa sendo um Chip ou Processador). Apresentando esses, os Disquetes são as armas. Normalmente, você vai ter 3 iniciais, todos no nível 0 e divididos por subcategorias: Projétil ou corpo a corpo; perfuração, corte ou impacto… Além do custo de energia gasta para usar cada uma por ataque e aumento de dano que ela dá. Apesar de parecer muita coisa, você consegue entender tudo apenas usando, mas saber o que faz o quê e montar uma build deixa tudo muito mais fácil.

Já os Chips são vantagens simples, como: curar X de vida quando você instala um novo disquete, os inimigos ficam mais lentos, você ataca mais rápido e por aí vai. Já os Processadores são supervantagens que você consegue ter. Alguns personagens vêm com um instalado, porém eles são limitados a poucos espaços. Um exemplo é o do Cavaleiro-Tanque, que já vem com um, onde, a cada 100 de dano causado, gera um fragmento que, quando coletado, te fornece 5 de escudo.

Cada arma ataca de uma forma e é aqui que a loucura que eu falei no começo é percebida, porque é tanta variação e são tantos tipos de ataque enquanto você está desviando de tanta coisa que é quase um bullet hell. Isso considerando que nem todo o arsenal estava disponível para mim no momento. Imagina quando sair.

As batalhas funcionam assim: o campo é dividido em quadros, ocupando 4x8 (4 linhas e 8 colunas), onde metade é seu campo e a outra é o campo do inimigo. No seu, tem peças de 3 cores diferentes representando a arma e o slot que a arma está: vermelha sendo a 1ª, azul a 2ª e roxo a 3ª. Você deve juntar energia formando 3 peças no seu lado do campo (quase um Tetris) para juntar energia e poder atacar com a arma específica. Existem armas que podem gastar mais ou menos, então é mais um fator a ser calculado na luta.

No começo, me senti perdido porque é muita informação, mas desliguei o modo cálculo e deixei na mão da memória muscular e visual, e deu tudo certo. Ele é bem desafiador e até acho que exige um pouco de habilidade prévia no gênero de roguelike/lite.

Ele respondeu muito bem ao meu DualSense, assim como, na gameplay, não tive nenhum problema em jogar com um joystick em vez de teclado e mouse.

Ao final de cada run, você vai habilitando novos recursos, novos NPCs podem aparecer, novos Disquetes, Chips e Processadores. Também temos uma leaderboard que, conforme você vai subindo nela, mais coisas ficam disponíveis, como novos personagens e dificuldades (jogar em dificuldades mais altas fornece mais pontos).

Ah, o jogo tem opção de Português Brasileiro e funciona muito bem.

Falando dos outros aspectos, os gráficos são pixel art estilizado. A escolha das cores me passa uma vibe de um jogo que funcionaria facilmente num Game Boy Advance ou até num Color, bem simples, mas bom. Talvez me chamaria mais atenção com um pouco mais de detalhes, mas eu entendo também que poderia tirar a atenção do jogador do combate e/ou poluir a visão da luta. O tema, que mistura tecnologia com medieval, é bem legal. Queria ver isso mais vezes nos games.

A trilha sonora é bem legal, frenética, com batidas sintéticas. Lembra trilha de jogos de corrida, mas combina bem. Como é uma demo, vi pouca variação, mas imagino que, no lançamento, teremos mais faixas.

No fim, como tive pouca amostragem, pois só conseguia acessar as duas primeiras fases, eu não sei como a campanha se desenrola e como ficaria jogando runs mais longas, mas vou te dizer: joguinho gostosinho. Atende quem quer apenas um jogo para mexer os dedos enquanto pensa na vida e atende também quem quer um roguelite mais estratégico. Apesar do visual simples, ele entrega muito conteúdo que varia bastante as coisas, e o seu ritmo e trilha sonora ajudam bastante no fator replay.

Caso você tenha se interessado, baixe a demo, coloque ele na sua Whishlist ou adquira ele na Steam.

Obrigado pela oportunidade de testar e a você por ter lido. Agora vá, Cavaleiro, nos salve do Rei!

Trailer de Chivalware
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