Animes Subliminares: Death Parade

Confere aí!

13/05/2015 Última edição em 13/05/2015 às 00:00:00

Olá, galera!! Para esta postagem, trago um anime, que não teve produção em mangá, que possui mensagens subliminares marcantes, e que merecidamente está aqui!! Já é um anime que tem sido bem comentado aqui na Blast! (aqui), e é realmente cheio de mensagens bem bacanas. Isso mesmo, estou falando de Death Parade

 

Apesar do curta-metragem de 2013, com duração de 25 minutos, também possuir certas coisas a se falar, focarei esta postagem apenas no anime. (Tecnicamente, o curta seguiu uma linhagem diferente do anime. Sugiro que o assistam).

Produzido pela Madhouse (Black Lagoon, Battle Angel e Btoom!), com 12 episódios, Death Parade mostra o que acontece quando duas pessoas, que se encontraram de algum modo durante a vida, morrem ao mesmo tempo. Estas pessoas disputam jogos que mostram, pouco a pouco, as memórias daqueles que o jogam e, à medida que o jogo se desenvolve, seus atos mostram quem eles realmente são.

O interessante é que, a partir de cada episódio, a vida dos bartenders principais também é desenvolvida, e descobrimos mais e mais sobre todo aquele mistério.

Em um dia, você são capazes de assistir ao anime, de tão prazeroso que ele é. E, ademais, fica fácil de entender os mistérios envolvidos nele e me ajudarem a complementar esta.

Vamos logo às minhas constatações (não se esqueçam, as constatações aqui contém SPOILERS. Se quiserem evitar os spoilers, NÃO leiam a partir daqui. Assistam ao anime e depois venham ler o resto desta postagem. Depois não reclamem se eu estragar o final de vocês):

► Cada episódio nos dá uma lição de vida e um momento para nos fazer refletir. A primeira coisa que se constata é que a vida é muito curta para se desperdiçar não vivendo. Não se esqueçam que a maioria das pessoas sempre saíam, de algum modo, arrependidas pelas suas escolhas. Então, façam o que quiserem fazer, curtam a vida adoidado, digam o que quiserem dizer, pois nunca se sabe quando você perderá tais oportunidades.

► A questão “quem julga quem” sempre foi e sempre será um mistério, assim como as questões de justiça no mundo já são discutidas, imagina no pós-vida. Quem melhor para julgar do que seres sem emoção? E pode-se notar que foi só colocar um boneco com emoção que os problemas se iniciaram. Eu ainda acho que Decim se apaixonou por Chiyuki, mas isso eu colocarei em uma postagem “shipps que falharam”, ou algo do tipo.

► Vocês se lembram de Shigeru Miura e Mai Takada, aqueles amigos de infância que morreram juntos no acidente de ônibus? Eles me chamaram a atenção porque eu sempre achava que para aparecerem juntos no bar deveriam ter tido uma história diretamente no presente. Contudo, o passado retornou no momento da morte. Quem diria que amigos de infância se veriam segundos antes de morrerem? O que me chamou atenção neles foi o elo de empatia. Miura não fazia ideia de quem era ela, mas Takada, secretamente, sempre soube (antes da morte) quem era aquele menino jogando boliche. E foi esse elo de empatia, a paixão que aquela garotinha tinha por seu amiguinho, que fez com que os dois fossem para o pós-vida juntos.

► Vocês repararam a ironia com os termos ”céu”, “inferno”, e “deus”? O ateísmo é comum no Japão, e não foi diferente com Yuzuru Tachikawa, criador e diretor da série. Ele criou uma caricatura do “deus” ocidental, um velhinho barbudo e caduco. E chamou de “reencarnação” o que chamamos de céu, e “vazio”, o inferno. O que mais tocou foi que muitos não se importaram para onde suas almas estavam indo, contanto que aqueles que amavam estivessem bem. Isso ocorreu com Machiko, no primeiro episódio, e Mayu Arita, no penúltimo episódio. 

► Já falando sobre Mayu, o elo de empatia entre ela e seu ídolo foi tão forte que ela morreu e foi competir contra ele, que foi assassinado pela irmã de uma fã que se suicidou por ele. Isso apenas prova que o elo de empatia é mais forte do que as ‘relações sociais’. 


Faltam apenas falar sobre dois tópicos. Primeiro, falarei sobre a velhinha, e, por fim, sobre a história que me fez chorar e me deixou abalado por muitos dias...

► Eu acho tão emocionante quando vejo uma pessoa bondosa. Não importa o que aconteça e esta pessoa está lá, com seu jeito carinhoso de ser.  O mesmo aconteceu com Sachiko Uemura, uma doce senhora que faltou apenas abraçar todo mundo e enchê-los de comida. Sim, ela era a típica ‘vovó’ que conhecemos. Pena que não era avó, nem mãe, mas era uma mangaka.
Vocês podem ter estranhado o fato dela ter aparecido lá sozinha, mas naquela altura do campeonato, Chiyuki já deveria ser julgada, então as duas foram sim julgadas: Sachiko reencarnaria, e Chiyuki ficaria mais um tempo no pós-vida.
Sachiko nos trouxe histórias de uma vida bem vivida. Ela foi simples, nunca teve filhos, mas não se arrependeu de suas escolhas. Tanto que nem quis saber a causa de sua morte.  Seu jeito precioso fez dela uma personagem tão rápida e tão inesquecível.

► Agora, a personagem que me fez limpar a alma. Chiyuki, uma belíssima patinadora que encantava, inspirava e emocionava quando dançava. Eu passei aqueles cinquenta segundos de dança tão vidrado na tela que quando tudo mudou eu levei um tempo para acompanhar o desfecho da história. E o que ela cometeu foi realmente difícil de se julgar. Dizem que o maior inimigo do homem é sua consciência, Chiyuki (e muitos outros) comprovam isto. Com o passar do tempo, torna-se mais difícil continuar lutando consigo mesmo, e suas escolhas acabam sendo devastadoras. A cena da mãe dela mostra que nossas atitudes machucam - mais do que a nós mesmos - àqueles que nos amam. “Cuidado com suas ações, pessoal, pois podem machucar aqueles que amam” ,seria este a sinopse do anime.

Lógico que também há vários toques de humor no anime, para acalmar tudo. Como, por exemplo, na própria abertura: 

Eu recomendo este anime, e recomendo que publiquem o anime (e a postagem) aos amigos. Espalhem essa fonte de emoções ao mundo!! Não se esqueçam de comentar e deixar suas opiniões. Deixo vocês com o encerramento deste anime!! Até a próxima galera!!!




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