A busca por pertencimento em Suicide Club

O terror japonês Suicide Club é um reflexo da busca incessante por pertencimento e aceitação.

28/10/2020 Última edição em 28/10/2020 às 10:30:36

Nós, desde a infância, temos a necessidade de nos sentirmos pertencentes a grupos que correspondem aos nossos ideais, pensamentos e valores. O filme Suicide Club, ou no português O Pacto, retrata essa realidade com um tom misterioso e assustador. A obra de 2001 é um terror dirigido e escrito por Sion Sono que retrata a busca por pertencimento e o suicídio na adolescência.

Na trama, acompanhamos um grupo de jovens colegiais que se suicidam coletivamente ao se jogarem nos trilhos do trem, totalizando 54 mortes. A onda de suicídios parece não ter fim, grupos de pessoas em diversas localidades do país se juntam ao pacto, sem um propósito específico, até ganhar forma e notoriedade.

Após o suicídio do namorado, a jovem Mitsuko (Saya Hagiwara) segue todos os seus rastros com o objetivo de entender a situação. A partir disso, o filme ganha diversas nuances, com mensagens subliminares, códigos e pistas. 

A corrente de suicídios é formada por jovens de todo o país, ninguém sabe onde ou quando surgiu, induzindo até os mais jovens em uma busca desesperada por pertencimento e aceitação. Não por acaso, o pacto se torna um escapismos da realidade em uma sociedade cada vez mais individualista e solitária.

Suicide Club certamente é mais um filme de terror que se apoia em grandes clichês do gênero. Já nos primeiros minutos, a obra choca o expectador com uma grande dose de violência explícita que prende a atenção por completo. Entretanto, a história, no decorrer da narrativa, ganha diversas outras camadas, abordando temas importantes e fazendo críticas necessárias.

Confira o trailer: 




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