The Legend of Zelda: Ocarina of Time está prestes a receber uma das maiores transformações desde sua estreia no Nintendo 64, em 1998. Após revelar o projeto em junho, a Nintendo aproveitou a apresentação especial dos 40 anos de The Legend of Zelda para mostrar o primeiro gameplay e detalhar diversas mudanças preparadas para o remake.

A nova versão será lançada em 5 de novembro de 2026, exclusivamente para o Nintendo Switch 2, e não pretende apenas atualizar os gráficos. A Nintendo também está reformulando a movimentação de Link, a câmera, os diálogos, as cenas, a trilha sonora e até a maneira como a própria Ocarina é utilizada.

Segundo o produtor Eiji Aonuma, a proposta é oferecer uma interpretação fiel da aventura original utilizando tecnologias modernas.

O remake será exclusivo do Nintendo Switch 2 e, até o momento, não existe versão anunciada para o primeiro Nintendo Switch, PC, PlayStation ou Xbox.

The Legend of Zelda: Ocarina of Time – The Legend of Zelda 40th Anniversary Direct 9.8.2026

No Brasil, o jogo contará com português brasileiro, incluindo legendas e dublagem. A página brasileira da Nintendo já lista o idioma entre os suportados, enquanto a versão digital está em pré-venda por R$ 329,90.

A diferença mais evidente está nos visuais. De acordo com a Nintendo, os gráficos foram completamente reformulados, incluindo as texturas utilizadas para representar diferentes materiais. Os cenários de Hyrule também foram remodelados para adicionar novos detalhes aos locais conhecidos pelos jogadores.

A mudança é ainda mais importante porque o jogador terá muito mais liberdade para observar os ambientes. Portanto, não se trata simplesmente de aumentar a resolução ou melhorar as texturas da versão de Nintendo 64. A Nintendo está reconstruindo a apresentação do clássico especificamente para o Switch 2.

Uma das principais mudanças para quem conhece o original é a câmera. O remake permitirá controlar livremente a câmera utilizando o analógico direito, algo que não existia no jogo de 1998. Os cenários também foram preparados levando essa nova perspectiva em consideração.

A alteração pode parecer simples para os padrões atuais, mas muda bastante a maneira como Hyrule pode ser explorada. No original, grande parte do enquadramento dependia de posições predeterminadas da câmera e do sistema de mira Z-Targeting.

A Nintendo também decidiu modificar a movimentação de Link. Na versão original, os saltos normalmente aconteciam de forma automática quando o personagem corria em direção à borda de uma plataforma. No remake, haverá novos comandos para pular e correr livremente.

As ações também foram ajustadas para oferecer respostas mais rápidas e satisfatórias, indicando que os controles receberam uma revisão mais ampla em vez de simplesmente reproduzirem a experiência de 1998.

As melhorias técnicas não ficam restritas aos gráficos. A Nintendo promete tempos de carregamento menores, movimentação mais fluida e uma experiência geral mais suave no Switch 2. Os efeitos sonoros também foram renovados.

Por enquanto, a empresa não detalhou oficialmente a resolução ou a taxa de quadros do remake.

A trilha sonora, uma das partes mais marcantes de Ocarina of Time, também receberá tratamento especial. O remake contará com música orquestral sinfônica, trazendo novas versões para as composições que acompanharam a aventura original.

E, como seria de esperar de um jogo chamado Ocarina of Time, a Nintendo preparou mudanças ainda maiores para o instrumento.

Em vez de depender exclusivamente dos comandos tradicionais para reproduzir as melodias aprendidas durante a aventura, o jogador poderá cantarolar uma música próximo ao microfone integrado do Nintendo Switch 2. Caso o jogo reconheça a melodia, Link tocará a música correspondente em sua Ocarina.

A funcionalidade também será compatível com instrumentos físicos. A Nintendo anunciou duas ocarinas para este ano, incluindo uma versão realmente tocável e um modelo eletrônico produzido pela HORI. O remake poderá reconhecer as melodias executadas nesses acessórios.

A apresentação da história também foi ampliada. Os personagens encontrados por Link terão dublagem durante as cenas, enquanto diversas cutscenes foram expandidas. A Nintendo afirma ainda que os habitantes de Hyrule terão muito mais coisas para dizer do que no jogo original.

No Brasil, além do suporte ao português brasileiro, a Nintendo também divulgou material promocional localizado. A mudança representa um salto considerável para uma aventura que originalmente dependia quase inteiramente de caixas de texto.

O sistema de passagem do tempo também foi alterado. No remake, o ciclo entre dia e noite continuará avançando independentemente de onde Link estiver, inclusive dentro das cidades.

No Ocarina of Time original, determinados locais interrompiam a progressão natural do relógio. A mudança deve tornar a passagem do tempo em Hyrule mais consistente durante a exploração.

Outra novidade é uma ferramenta voltada para orientação. Batizada de Threads of Time, ela permitirá consultar a qualquer momento quanto o jogador avançou na história e qual é seu próximo objetivo.

Conforme Link progride pela aventura, uma grande tapeçaria será gradualmente preenchida, funcionando como uma representação visual de sua jornada. A solução pode ser especialmente útil em um jogo que frequentemente deixa o jogador descobrir sozinho qual deve ser seu próximo destino.

O remake também terá integração com o ZELDA NOTES, serviço acessado pelo aplicativo Nintendo Switch em celulares compatíveis. Uma das funções será o Today's Record, que cria um registro cronológico das atividades realizadas durante o dia e apresenta estatísticas, como o número de inimigos derrotados.

Já o Gossip Quest exibirá uma imagem no celular e desafiará o jogador a descobrir qual local de Hyrule ela representa. Ao encontrar o lugar correto, será possível obter pontos utilizados para liberar partituras.

Outra função será o Play Ocarina, que transforma a tela do smartphone em uma ocarina virtual. Será possível tocar livremente, acompanhar guias, reproduzir músicas automaticamente e até criar partituras próprias para compartilhá-las por QR Code.

Para quem conhece Ocarina of Time praticamente de memória, o ZELDA NOTES também contará com um desafio específico. O Ocarina of Time Quiz terá mais de 2.000 perguntas, incluindo questões acompanhadas de imagens.

Normalmente, será possível participar uma vez por dia. Quem quiser novas tentativas poderá gastar rupees conquistadas dentro do próprio jogo.

Enquanto as novidades foram recebidas com entusiasmo por parte dos fãs, o novo visual do remake também provocou bastante discussão nas redes sociais. O principal ponto de divisão está no design dos personagens, especialmente no novo Link.

O jogo aposta em uma estética moderna que tenta equilibrar a identidade visual do original com as ferramentas disponíveis atualmente. O resultado apresenta cenários bastante detalhados e personagens com rostos mais expressivos, mas justamente essa atualização acabou gerando as reações mais acaloradas.

Uma parcela dos fãs recebeu o visual de maneira bastante positiva. Um usuário no X resumiu sua reação dizendo que o remake parecia perfeito e que o trailer havia causado arrepios. Outro afirmou que Zelda estava absolutamente fenomenal.

O jornalista Chris Plante apresentou uma análise mais ampla sobre a direção artística. Para ele, os remakes da Nintendo parecem representar aquilo que os artistas originais gostariam de ter feito, mas não conseguiram devido às limitações técnicas da época. Ao mesmo tempo, ele considera que essa abordagem pode fazer os novos remakes parecerem anacrônicos em 2026.

Já Matt Kim, ex-jornalista da IGN, comparou as texturas do jogo a uma espécie de maquete feita à mão, semelhante a pequenas figuras de cerâmica esmaltada.

Por outro lado, muitos jogadores associaram o visual do remake aos conhecidos projetos de fãs que imaginam jogos clássicos recriados na Unreal Engine, normalmente acompanhados de conceitos como "e se Zelda fosse feito hoje?". Também surgiram comparações com o DLSS 5 da NVIDIA.

Outra referência apareceu nas discussões envolvendo Focus M, uma piada recorrente na comunidade que imagina Mario desenvolvido com uma apresentação visual extremamente pesada e realista de um grande jogo AAA. As comparações mostram que parte da discussão vai além de simplesmente gostar ou não do visual e envolve a própria identidade artística da franquia.

Apesar disso, as críticas estão concentradas principalmente nos personagens. A recepção aos cenários e ao mundo de Hyrule parece ser consideravelmente mais positiva.

A Nintendo optou por deixar Link visivelmente mais jovem do que em sua versão original de Nintendo 64. O personagem agora possui bochechas mais arredondadas, olhos maiores e traços infantis mais pronunciados, combinação que levou alguns jogadores a considerarem seu rosto estranho ou até associado ao chamado "vale da estranheza".

Como era de se esperar, os memes não demoraram a aparecer. Uma das comparações mais compartilhadas colocou o novo Link ao lado do controverso bebê animatrônico de Renesmee, da saga Crepúsculo. Outros fãs apontaram uma inesperada semelhança com Malo, de Twilight Princess, enquanto uma das reações mais diretas nas redes sociais resumiu a opinião simplesmente com: "Acabaram com ele".

Apesar da divisão em torno do novo design de Link, o remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time promete uma reformulação muito mais ampla do que uma simples atualização gráfica. Com novas mecânicas, câmera livre, dublagem, trilha orquestral, recursos de orientação e integração com o ZELDA NOTES, a Nintendo parece determinada a reconstruir o clássico para uma nova geração sem abandonar a aventura original.

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