The Witcher 3: Wild Hunt — Remastered já merece elogios só pelo formato no qual foi lançado. O game é uma atualização gratuita para todo mundo que já tinha The Witcher 3: Wild Hunt no PC, PlayStation 5, Xbox Series e Nintendo Switch 1 e 2. Além de incluir também gratuitamente os DLCs Hearts of Stone e Blood and Wine, mesmo pra quem não tinha essas expansões antes.

Mas ele também é um novo lançamento do game para os consoles da geração atual, abrindo caminho para a próxima grande expansão do jogo, Songs of the Past, prevista para 2027. Mas será que, com tudo isso, The Witcher 3: Wild Hunt — Remastered é um relançamento válido para o game de 2015?

Bom, é o que vamos descobrir nessa review, então vem comigo!

O que continua igual?

Obviamente não temos alterações na história, dublagem ou grandes mecanismos de gameplay do jogo. Ainda acompanhamos a jornada de Geralt de Rívia atrás de pistas obre o paradeiro de Yennifer e, depois, Ciri. Levando a um embate de níveis épicos contra a aterrorizante Caçada Selvagem que dá o subtítulo do jogo.

O estilo estético bem como a trilha sonora do game também permanecem os mesmos do game original. Embora eu deva confessar que senti uma melhoria na paleta de cores do jogo, principalmente no que tange as opções de saturação e HDR. No resultado final, eu achei o game com cores bem mais intensas do que em sua versão original lá de 2015. Se isso é bom ou ruim, vai depender do seu gosto pessoal.

A iluminação de HDR trouxe alguns exageros que foram consertados com atualização.
A iluminação de HDR trouxe alguns exageros que foram consertados com atualização.

Pra mim, essa alteração sútil veio bem a calhar e combinou bem com algumas outras características que, essas sim, trouxeram mudanças significativas para o visual do game. Então vamos falar propriamente sobre essas mudanças a partir de agora.

O visual refinado, 11 anos depois

Em termos visuais, o jogo está muito mais bonito agora. É engraçado, pois nossa memória faz a gente crer que as diferenças não são tão gritantes assim. Talvez pela memória afetiva ou por simplesmente termos nos acostumado com os gráficos mais atuais de outros games. Mas, pra mim em particular, o choque de realidade aconteceu mesmo quando resgatei prints de 2015 para comparar a diferença estética propriamente dita:

E é importante pontuar também que essa diferença não é meramente de texturas ou iluminação "apenas". O jogo está com um controle de câmera e posicionamento do personagem durante combates bem mais dinâmico e melhor posicionado, além também do desempenho em si que melhorou drasticamente.

Para os amantes de desempenho e contadores de frames por segundo, The Witcher 3: Wild Hunt — Remastered consegue impressionar bastante com 60 fps em 4k dinâmico nos consoles e 30 fps no modo ray tracing. Podendo chegar a 90 fps no PS5 Pro e incríveis 40 fps no Nintendo Switch 2 e no Steam Deck.

Mas para além das melhorias visuais estupendas que tivemos em um jogo que já tinha visuais excelentes pra sua época, a jogabilidade e qualidade de vida tiveram melhoras significativas em The Witcher 3: Wild Hunt — Remastered. E é sobre essas melhorias que vamos falar agora.

Melhorias de jogabilidade excelentes

Mesmo sendo muito aclamado e altamente premiado em sua época de lançamento no já distante ano de 2015, The Witcher 3 teve problemas consideráveis em seu lançamento. Principalmente no que envolvia qualidade de manuseio dos menus do jogo e controles durante os combates. Mas a remasterização trouxe consigo melhorias muito bem-vindas nesses aspectos!

Os menus do jogo agora são bem mais rápidos e responsivos, com algumas facilidades no manuseio de itens e recursos se comparado com a época do lançamento. Além disso, a árvore de habilidades de Geralt foi totalmente reformulada, com novas habilidades surgindo além de um rebalanceamento de habilidades antigas, desmontando algumas builds que "quebravam" o jogo.

Como comentei anteriormente, também tivemos mudanças no combate bem admiráveis, tornando o combate mais ágil e responsivo, se afastando um pouco do formato mais travado e talvez até meio truculento que tínhamos no lançamento do jogo. Isso juntamente com um esquema de câmeras bem mais interessante, tanto em combates como em diálogos, tornando a experiência de jogo como um todo bem mais orgânica ao meu ver.

Mas vale a pena revisitar o jogo?

Agora é a hora de responder a pergunta que paira sobre qualquer relançamento nesse estilo de remasterização que vem sendo tão comum na indústria nos últimos tempos. Mas talvez a Cd Projekt RED aqui tenha acertado em praticamente tudo que envolve o relançamento de The Witcher 3. Porque quando pensamos sobre essa "necessidade" de revisitar um título antigo, precisamos analisar não só as mudanças dentro do jogo como também seu contexto como mercadoria.

E bom, The Witcher 3: Wild Hunt — Remastered dá uma aula do que seria o ideal de lançamento de uma remasterização por parte de uma empresa de AAA. Aqui não temos uma obrigatoriedade de comprar uma versão nova do jogo ou pagar uma taxa por uma atualização separada. O jogo possui seu relançamento para os consoles da nova geração, de fato, mas claramente pensado para pessoas que não possuem o game nessas plataformas ainda.

Para quem já possui o game em qualquer uma das plataformas compatíveis, a atualização gratuita que ainda dá direito aos DLCs de expansão anteriores deixa a mensagem clara: essa revitalização do game não parece visar novas vendas astronômicas do título, mas sim preparar terreno dentro do game e entre o público para o grande lançamento de Songs of the Past no ano que vem.

Com isso, vejo a possibilidade de revisitar The Witcher 3 com essa remasterização muito válida e praticamente obrigatória para os fãs que pretendem jogar a próxima expansão do game no ano que vem. São melhorias gráficas e de qualidade de vida boas o suficiente para justificar reviver a jornada e, ao contrário de muitas remasterizações por aí, num tempo digno desde o lançamento do jogo base (11 anos passaram super rápido).

Como uma remasterização deveria ser

The Witcher 3: Wild Hunt — Remastered é a desculpa perfeita para os fãs rejogarem um dos melhores jogos de todos os tempos. Seja pela relevância do título, pela gratruidade dos conteúdos extras anteriormente pagos ou pelas atualizações excelentes de jogabilidade e gráficos, tudo aqui é altamente elogiável, justificando o relançamento ser um dos jogos mais bem avaliados de 2026 até então.

Talvez outras empresas conhecidas por "remakes" e remasterizações abusvias, como a própria Sony entre outras tantas, poderiam pegar esse trabalho que fizeram com The Witcher como um excelente exemplo. E a mensagem aqui fica clara: mesmo onze anos após seu lançamento na geração passada, The Witcher 3 continua se fazendo relevante e atual, se provando superior técnicamente e em termos de diversão do que muitos jogos AAA lançados atualmente.

Mas e vocês, chegaram a experimentar The Witcher 3: Wild Hunt — Remastered? Gostaram das mudanças feitas no game? Estão ansiosos pela expansão Song of the Past prevista para 2027? Quero saber nos comentários! 

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