Qual rumo os jogos vão tomar?

Olhando para os games hoje, muita coisa mudou desde o surgimento da indústria. Qual será o rumo que os jogos vão tomar nos próximos anos?

18/09/2020 Última edição em 18/09/2020 às 14:48:41

Em um certo dia nos anos 70 uma máquina chamada Pong surge em um bar e a indústria de jogos tem início, com diversos games conquistando espaço e admiração dos jogadores. Anos mais tarde o mercado fica saturado de jogos ruins, causando a falência de muitas empresas e parece ser o fim dos jogos para sempre. O Japão entra em cena quando ninguém mais acreditava no mercado e lança jogos como Mario e Zelda, o que faz com que a indústria floresça outra vez. A tecnologia avança e surge o 3D. NES, Super Nintendo e Nintendo 64 iam muito bem até surgir os CDs-ROM, cedendo a liderança para a SONY e o seu mais novo console, o PlayStation, trazendo computação gráfica avançada, sons melhores e jogos mais extensos que não cabiam mais em cartuchos, porém ao contrário destes, traziam telas de carregamento. A internet evolui e aparece os jogos multiplayers on-line. Então o mundo já não é mais o mesmo de 20 anos atrás. Séries renomadas haviam sido criadas e agora já eram conhecidas pelo público, como Castlevania, Resident Evil, Silent Hill e Final Fantasy.

Então a indústria começou a explorar mais alguns recursos usados no cinema. Além das cutscenes, que já existiam desde 1998 em jogos como The Legend  of Zelda: Ocarina of Time, os games passaram a ser organizados em episódios, como uma série de televisão e a história ganhou cada vez mais destaque, passando a serem escritas por roteiristas como Sam Lake e trazendo enredos tão profundos que não haviam como serem ignorados ou serem vistos apenas como planos de fundo para o gameplay, como é o caso  do enredo de Alan Wake, baseado nas obras do escritor Stephen King, que consegue entrar na sua mente e te manter conectado ao universo do jogo.

O mercado Indie mostrou do que é capaz, revelando o grande potencial para jogos de diferentes tipos e tamanhos. Limbo, Inside, Trine e Oniken são apenas alguns exemplos, e graças a popularização de plataformas como a Steam, os Indies alcançaram o mundo todo por meios digitais. Aliás, os jogos caminharam cada vez mais para uma distribuição digital, estendendo-se além das DLCs que acompanhavam o jogo original.

Às vezes me sinto como o Capitão América, que adormeceu durante 70 anos e acordou em um mundo novo totalmente diferente daquele que conhecia. Não se passaram nem 50 anos desde o início da indústria de jogos eletrônicos e hoje os jogos não se parecem em nada com os primeiros que existiam naquela época. Isto é verdade quando falamos de gráficos, som e história, mas o gameplay ainda guarda características primordiais, em alguns casos, quando arriscamos fazer uma comparação. O novo Ratchet & Clank: Rift Apart, por exemplo, anunciado para o PlayStation 5, apresentou mecânicas muito similares a Banjoo-Kazooie e The Legend of Zelda: Ocarina of Time que foram lançados em 1998. No primeiro, temos também a jogabilidade principal e a secundária com dois personagens; e no segundo, os movimentos de esquiva e acrobáticos de Link são semelhantes demais, para não dizer iguais, aos de Ratchet.

A essência dos jogos parece permanecer em algumas situações, como no próprio gameplay e level design, o que por si só caracteriza o jogo em si, mas esses recursos às vezes parecem ofuscados pelo excesso de cinemáticas, tutoriais e história que estão cada vez mais presentes nos jogos. Não que estes não sejam recursos valiosos; são sim, mas acredito que deveriam ser usados como ornamentos para enriquecer a dinâmica do gameplay, e não competir com o ele. Um bom exemplo são os jogos de plataforma em 2D, que ainda mantém sua essência sidescroller (com deslocamento lateral) e com blocos por onde podemos pular, porém agora fazendo uso também do 3D para a composição dos personagens e de elementos da fase e incluindo narrações para contar a  história, que ajuda a aumentar a imersão do(a)  jogador(a) dentro do universo do jogo.

Olhando a nova geração de consoles e games que estão por vir, eu fico me perguntando: qual será o rumo que os jogos vão tomar? Se a realidade virtual continuar evoluindo e chegar a um preço acessível para todos, não seria uma surpresa tão grande assim se daqui há alguns anos nós entrássemos completamente dentro dos jogos, como nos animes Sword Art Online e Accel World. Ou será que este tipo de coisa já está acontecendo e eu perdi isso também? E quanto a você, qual rumo você acha que os jogos vão tomar?




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