Este é o primeiro Blast!dores em muito tempo, e a ideia é justamente essa: voltar a contar por aqui, toda semana, o que está acontecendo por dentro da casa. O que entrou no ar, o que quebrou, o que a gente está construindo e o que vem depois. Sem release, sem enfeite — do jeito que a gente conversa entre a equipe.
Vamos ao que interessa.
O site novo está no ar
No dia 1º de agosto, o novo site da Blast! entrou no ar.
A data não foi por acaso. Em 1º de agosto de 2006, um sábado qualquer, foi ao ar o primeiro programa da rádio — o Tokazoreiah, duas horas, apresentado pelo Hick. Vinte anos depois, no mesmo dia, a casa ganhou um site inteiro novo.
E foi corrido. Muito corrido.
A decisão de tocar esse projeto pra frente foi tomada em 27 de março. De lá até o ar, foram quatro meses e pouco. Quem acompanha o site sabe que essa ideia estava engavetada havia anos — não por falta de vontade, mas por falta de tempo e de mão pra programar tudo. O que destravou foi conseguir acelerar a parte braçal do desenvolvimento. A arquitetura, a estratégia e o design continuaram sendo feitos aqui, mas numa velocidade que antes não existia.
O que entrou
A comunidade voltou. Fórum próprio, tópicos, enquetes. E isso é maior do que parece: a Blast! nasceu como um fórum, em agosto de 2005, antes mesmo de existir rádio. Quando a primeira geração acabou, o fórum foi junto — e ficamos treze anos sem ter um. Agora tem de novo, dentro de casa.
O chat saiu do papel. Em 1º de abril de 2016 eu escrevi pra equipe, com todos os detalhes, como queria que o chat da Blast! funcionasse: aparecendo pela direita ao clicar no menu, com a página se ajustando em volta, pra pessoa conversar e navegar sem parar de ouvir a rádio. Aquela versão não ficou de pé e a gente acabou indo pro Discord. Dez anos depois, é exatamente isso que está no ar. Palavra por palavra.
A área de história e o acervo. Vinte anos de arquivo reunidos num lugar só, com a cronologia da casa e o espaço onde vocês contam a própria versão. Boa parte desse material estava perdida e voltou de banco de dados antigo, de captura de site e de log de IRC de 2007.
Contas unificadas. Uma conta pra ouvir, comentar, participar da comunidade, pedir música e usar o aplicativo — com um painel onde cada um escolhe o que quer receber: aviso do programa favorito entrando no ar, resposta num tópico seu, comentário numa publicação sua, enquete nova, cobertura de evento, menção no chat. Entrou pelo app? As mesmas configurações estão lá.
Vinhetas novas na rádio, e a transmissão subiu pra 192 kbps — a melhor qualidade de áudio que a Blast! já entregou. Pra dimensionar: a rádio começou em 2006 transmitindo a 24 kbps.
E a redação voltou a andar. Só em 2026 já são mais de duzentas publicações — o melhor ano desde 2016.
O que vem agora
O aplicativo Android vai ser liberado em breve na Play Store. Assim que estiver rodando redondo, o foco passa a ser a versão de iPhone, na App Store.
E o site segue em obra. A gente continua otimizando, ajustando, trocando ideia e coletando feedback. Tem coisa que só aparece com gente usando de verdade — e é disso que a gente precisa agora.
Manda ver
Se achou bug, se alguma coisa ficou estranha no seu celular, se sentiu falta de algo, se teve uma ideia — fala com a gente. No chat, na comunidade, onde for mais fácil pra você.
Vinte anos não é qualquer projeto que chega. E se a Blast! chegou, foi porque muita gente, ao longo de muito tempo, fez isso acontecer de graça e por gostar. O site novo é pra essa gente.
Até semana que vem.
— Joke