Duas semanas desde que o site novo entrou no ar, e eu preciso começar isso aqui agradecendo.
O retorno de vocês foi muito maior do que eu esperava. Gente comentando em tópico, mandando bug por mensagem, apontando coisa que ficou estranha no celular, sugerindo funcionalidade. Teve quem voltasse a aparecer depois de anos sumido só pra dizer que gostou.
Então: obrigado, de verdade.
Os textos de 2006 começaram a voltar
A gente falou muito da área de história no lançamento, mas ela era só metade do plano. A outra metade é o acervo: trazer de volta pro ar as publicações da primeira geração da Blast!, aquelas de 2006 a 2013 que ficaram presas num banco de dados antigo.
Começou. Os primeiros textos de 2006 e 2007 já estão entrando, e vão subindo aos poucos, por ano.
E é uma leitura estranha e boa. Tem texto de 2007 discutindo se dava pra usar visual kei no dia a dia. Tem gente contando como foi entrar na rádio quando ela tinha cinco ouvintes, sendo que três eram amigos de MSN de quem estava locutando.
O meu favorito até agora é de dezembro de 2006. A Blast! publicou a planilha de custos servidor por servidor, item por item, pra provar que a doação ia mesmo pras contas. E fechou o texto garantindo que não havia "chance nenhuma de darmos a louca e desviarmos esse dinheiro para contas na Suíça". Isso tem dezenove anos e continua sendo a coisa mais Blast! que já escreveram por aqui.
Nem tudo vai voltar. Parte das imagens daquela época se perdeu numa migração de servidor em 2013, e onde faltou a gente avisa no rodapé da publicação, em vez de fingir que sempre foi assim.
Tem um bloco novo na página inicial por causa disso. Todo dia ele pega uma publicação antiga feita naquela mesma data e mostra o que a Blast! estava fazendo há dez, quinze, dezoito anos. É automático e muda sozinho. Eu confesso que virei o primeiro viciado nele.
Agora tem um ranking de quem participa
Essa é a novidade que eu mais quero que vocês testem.
A Blast! passou a ter um ranking mensal de quem mais participa, contando chat, comunidade, comentários e pedidos de música. Todo mês ele zera e começa de novo.
A ideia não é competição pela competição. É que a Blast! sempre foi feita por gente que aparecia todo dia, e nunca teve um jeito de reconhecer isso. Agora tem.
E a gente está montando algo pra quem fica no topo. Ainda não vou prometer o que, porque não quero anunciar o que não está pronto, mas está sendo desenhado.
Como funciona a pontuação
Não adianta ficar mandando mensagem no chat sem parar. O sistema não conta ação por ação com peso igual.
Cada tipo de participação vale diferente. Escrever um tópico na comunidade vale mais que um comentário. Um comentário vale mais que uma mensagem no chat. Pedir música e responder enquete têm peso próprio. A lógica é simples: o que dá mais trabalho e traz mais pro projeto pontua mais.
E cada ação tem teto. Passou de uma certa quantidade num intervalo de tempo, o resto não pontua. Você pode continuar conversando à vontade, porque o chat é pra isso, mas duzentas mensagens seguidas não vão te levar a lugar nenhum no ranking.
O objetivo é reconhecer presença e contribuição, não volume. Quem aparece com frequência e participa de coisas diferentes vai subir naturalmente. Quem tentar burlar vai gastar tempo à toa.
A gente está procurando gente
A Blast! está com vaga aberta pra redação e pra locução, e o formato mudou. A gente não está preenchendo horário de grade nem pedindo pauta genérica.
A ideia é que você traga o que você já gosta.
Se você é a pessoa que acompanha uma banda que ninguém no Brasil cobre, escreve sobre ela aqui. Se você conhece um gênero, uma cena, um nicho de tokusatsu, de dorama, de jogo antigo, de música coreana, esse pode ser o seu espaço. Se você já tem um projeto próprio, um perfil ou um canal, traz ele junto. A gente dá estrutura, e a sua marca continua sendo sua.
Por que fazer isso aqui e não sozinho
Você vai ser lido e ouvido de verdade.
A rádio teve 81 ouvintes diferentes ontem. Não é audiência de canal grande, mas é real, e é sua no minuto em que você publica.
Seu nome, seu link e suas redes aparecem no seu perfil e no ar toda vez que você entra. A gente incentiva você a divulgar o seu próprio trabalho aqui dentro.
E tem o resto. Quem é da equipe costuma receber credencial de imprensa pra evento, acesso antecipado a jogo, contato direto com produtora e artista. Não é sempre e não é garantido, mas acontece, e pra quem está começando isso abre porta.
Também não vou vender ilusão. É voluntário, todo mundo aqui faz de graça, e sempre foi assim nos vinte anos. O que a Blast! oferece é infraestrutura, alcance e um lugar pra treinar escrita, voz e comunicação com gente ouvindo do outro lado. Muita gente que passou por aqui usou isso como primeiro portfólio.
Se te interessou, tem um formulário em Junte-se a nós. Escreve contando o que você gosta e o que você quer fazer.
E se você não quer participar, mas quer ajudar
Tem um jeito, e é o mais fácil de todos: compartilha.
Se você lê algo aqui que acha bom, manda pro amigo que curte aquilo. Se você conhece alguém que fala sem parar sobre uma banda, um anime ou um tokusatsu, manda esse post pra ele. Pode ser que ele seja exatamente a pessoa que a gente está procurando e nem saiba.
A Blast! chegou aos vinte anos sem nunca ter tido verba de divulgação. Chegou porque alguém contou pra alguém, e continua sendo assim.
E você, o que ainda falta aqui? Se tem alguma coisa que você sente falta no site, na programação ou na comunidade, escreve aí embaixo. Boa parte do que a gente construiu nestas duas semanas saiu de sugestão de vocês.