O Brasil in Metal anda recebendo visita com maior frequência. Semana passada vocês leram a entrevista com a Command6, que deu novidades sobre o álbum que está por vir e sobre a prensagem do CD Black Flag que está para ser feita.

Já hoje, temos o prazer de receber mais uma das musas do metal nacional, após já termos tido igual prazer de receber Flávia Morniëtári, do HellArise, Dani Nolden, do Shadowside e, já há algum tempo, Mila Menezes, do Volkana.

Hoje quem dá as caras por aqui é Stéfanie Schirmbeck, dos gaúchos da Holiness.

A Holiness é uma banda que se apoia muito no gothic rock, porém flerta com o metal e o hard rock, o que torna seu som mais pesado e agradável para fãs de qualquer uma dessas vertentes. A banda, inicialmente formada por ela e pelo baterista Cristiano Reis, está na estrada desde 2008 e possui um álbum, o Beneath the Surface. Mais detalhes, vocês descobrem agora nesse rápido bate-papo com a Stéfanie.

Brasil in Metal: Sejam bem vindos ao Brasil in Metal, é um prazer conversar com vocês e espero que os leitores se aprofundem ainda mais sobre a banda. O Holiness está na cena desde 2008, porém, algumas composições da banda vinham desde 2006. Conte-nos um pouco sobre esse início, desde as primeiras composições a idéia da banda já existia? Se sim, o estilo que era imaginado para a banda era esse ou a idéia inicial era outra?

Stéfanie: A ideia da banda surgiu depois que já tínhamos as composições prontas. Foi em 2008 mesmo que resolvemos resgatar esse material e transforma-lo em algo concreto. O conceito da banda mudou um pouco ao longo do tempo e continua mudando, isso é o que nos motiva a continuar, novos caminhos.

Brasil in Metal: Falando sobre estilo, vocês fazem um som bem próximo ao gothic rock contemporâneo, flertando com o metal e com o hard. É um som bem limpo e possui mais peso do que a maioria das bandas similares. A banda possui referências de quais grupos e artistas, principalmente?

Stéfanie: Legal você ter percebido isso! Bom, temos várias influências, no Beneath The Surface, ouvíamos muito Dream Theater, Evanescence, Guns N’ Roses, Ozzy Osbourne, e provavelmente isso refletiu no estilo desse álbum.

Brasil in Metal: Bom, já que você falou do Beneath the Surface, de 2009, quais são as faixas que haviam sido compostas antes mesmo da banda ser formada?

Stéfanie: “Take Me Closer” foi a primeira, depois vieram “Into the Light” e “Higher”. As outras faixas vieram posteriormente.

Brasil in Metal: A banda já planeja um novo álbum? Já trabalham em alguma composição, tem algumas músicas prontas que não foram gravadas, enfim, quais os planos da banda para o próximo álbum?

Stéfanie: Como a banda é independente, não sofremos pressão de gravadora para lançarmos outro álbum, por isso estamos nos focando no lançamento de singles. Já estamos trabalhando em material novo, e devemos lançar ainda em 2012.

Brasil in Metal: Como a banda sente o cenário nacional atualmente? Vocês mantém relacionamento com outras bandas do Brasil? Acompanharam algum lançamento nos últimos tempos?

Stéfanie: O cenário é construído pela união das bandas, ultimamente parece que bandas de som próprio tem tido muito mais respeito e um movimento está novamente se erguendo ao redor disso, o que é excelente! Temos amizade com algumas ótimas bandas nacionais, e frequentemente nos unimos para tocar juntos.

Brasil in Metal: Seus vocais são muito naturais, praticamente uma “conversa afinada”, de tão espontâneos que parecem. Isso com certeza é uma benefício para a banda em shows. Por falar neles, vocês vem do interior do Rio Grande do sul. Já fizeram shows em muitos estados do Brasil? Existe algum lugar em especial que a banda gostaria de tocar aqui no país?

Stéfanie: Obrigada! A banda tem feito shows mais pelas regiões sul e sudeste, gostaríamos de tocar por todo o Brasil, especialmente no nordeste, pois recebemos muitos pedidos de shows. Infelizmente isso não depende somente da vontade da banda, e sim dos contratantes. Torcemos muito para que apareçam oportunidades.

Brasil in Metal: Por falar em vocais femininos, nos últimos anos venho percebendo que as mulheres vem conquistando mais espaço no metal nacional. Que outras vocalistas nacionais vocês destacariam?

Stéfanie: Mizuzo Lin, do Semblant, e Juliana Rossi (de bandas como Hevorah, Ritual Flame e Apocalypse). São vocalistas excelentes, com muita técnica e feeling.

Brasil in Metal: Stéfanie, muito obrigado pelo bate-papo, vocês estão em casa, esperamos falar com vocês em muitas outras oportunidades e já estão pré-convidados para voltar aqui e falar do próximo CD, quando ele sair. Grande abraço, sorte e sucesso sempre!

Stéfanie: Nós que agradecemos o espaço! Gostaríamos de agradecer o apoio de todos!

Holiness - The Truth

Serviço


Publicação original de 29/08/2012. 1 imagem desta publicação não sobreviveu à migração de 2013.

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