Como extensão do Música Comentada, o Música Recomendada nada mais é do que uma chance de conhecer as preferências musicais desse ou daquele personagem ilustre. Mais importante que as preferências é saber qual é o CD desmoralizante que o cara só ouve quando está sozinho em casa. Desta vez, nosso convidado é TORU, guitarrista e principal compositor da banda carioca de visual rock PSYGAI.

Melhor Álbum de todos os tempos:

Pergunta bem difícil! Sou eclético e mudo de gosto a cada pesquisa musical que faço. Mas como a Blast! é voltada ao público do entretenimento nipônico, me atenho a dois álbuns importantes: GAUZE do Dir en grey; e merveilles do MALICE MIZER. Mas aqui vai um link do meu top 20.

Pior Álbum de todos os tempos:

Ao invés de responder essa pergunta específica — visto que seria fácil eleger um álbum de alguma banda que eu detesto — fica aí uma grande decepção: Karma do MUCC.

Álbum que mais está ouvindo agora:

DUM SPIRO SPERO do Dir en grey! Comprei até a versão deluxe.

Conheço muitos fãs das primeiras gerações da banda que se decepcionam com a nova proposta. Mas eu vejo nesse álbum (bem como no UROBOROS) muita pesquisa, experimentação, inclusão de ritmos e timbres étnicos… e eu amo isso! É só ouvir as músicas da minha banda PSYGAI que verá também a nossa tentativa.

Aproveito a deixa para comentar o show do Dir en grey que ocorreu em São Bernardo do Campo (SP). Apesar da casa vazia, a banda não se abalou e fez uma performance excelente! Mas infelizmente esperava mais do set list, embasado no que eles tocaram em outros países (como “ain't afrid to die” ou “Zakuro”) e me decepcionei com o som e com os problemas técnicos. O 10 Years (banda de abertura) estava melhor equalizado! Pra mim, “Kodō” foi o auge do show, junto à surpresa de “mazohyst of decadence” e às performances do Kyo, que eu adoro!

Inclusive, gostaria de revelar também algo que me deixa inquieto desde sempre. Parece que o Kyo (cujo nome de nascimento é TORU… eu não sabia disso quando me apelidei) tem influências muito semelhantes às minhas. Uma delas é a de tribal fusion (um estilo de dança do ventre contemporânea, que tem como expoente a Rachel Brice nos EUA). Há anos conheço e trabalho com meninas que vêm desenvolvendo o tribal fusion no Brasil! Fora outras coincidências (?) diversas que poderei revelar em outra oportunidade.

Álbum de que tem vergonha de admitir que gosta:

Não tenho vergonha de admitir quase nada… mas tem um que pode soar engraçado para aqueles que me conhecem só por via da minha banda: The Best of Stevie B… A-DO-RO!

Álbum favorito da infância:

Talvez o Dangerous do Michael Jackson ou A Different Story da Deborah Blando… ou talvez a trilha sonora do Jaspion. Stevie B veio na pré-adolescência!

Você pode encontrar o TORU e conhecer a PSYGAI em:

Foto: Divulgação

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Publicação original de 29/11/2011. 6 imagens desta publicação não sobreviveram à migração de 2013.

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