Segurança do Espaço Lux e Juliana Negri (de costas) tentam organizar os fãs da banda.
Uma enxurrada de problemas de organização marcou as horas preliminares ao show do DIR EN GREY no Espaço Lux em São Bernardo do Campo, último domingo. As turbulências causadas por um fan meeting com membros da banda pegaram produção e segurança totalmente despreparados para lidar com a situação de fanatismo exacerbado.
As discussões começaram quando fãs que chegaram à manhã do show foram surpreendidos por uma lista de nomes da fila que daria acesso ao encontro com os ídolos criada por outros que afirmavam ter chegado dias antes ao local.
O frenesi foi intensificado por um segurança que tentava organizar aquelas centenas de pessoas fazendo uma chamada em cada nome dos 170 inscritos na listagem para criar um sistema confuso de várias filas diferentes. Toda a confusão parecia divertir o funcionário da casa noturna. Em um dos muitos momentos de tentativa de contenção do público pelas imediações do Espaço Lux, parecia se divertir: “Nunca vi tanta gente me seguindo. Eu não tenho dinheiro, não!”.
Juliana Negri, produtora da empresa Negri Concerts, responsável pela vinda do DIR EN GREY ao Brasil, parecia empenhada a resolver a confusão ao chegar ao local. Porém, após algum tempo, parecia ter desistido, deixando tudo nas mãos dos seguranças e de uma fã. “Vou só dizer uma coisa: tem gente que não vai em (sic) show pra curtir... vai é pra CAUSAR”, postou Negri em sua conta no Twitter durante o domingo. Em outra mensagem, afirmou: “A gente tentou ao máximo organizar fila e essas coisas, mas tava impossível pela inflexibilidade de fãs”.
O segurança citado acima, agora acompanhado de outros tão perdidos quanto, entregava os problemas pré-show: “Cada hora passam uma informação diferente para a gente. Então, acabamos passando por mentirosos”. Àquela altura, cerca de três horas antes da abertura dos portões, o caos havia se estendido até a troca do voucher por ingressos. O Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (GARRA), grupo especializado do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado da Polícia Civil do Estado de São Paulo, foi chamado tanto por fãs, que se sentiram lesados por não conseguirem realizar o câmbio na bilheteria, quanto pela própria Negri Concerts.
As filas foram divididas em duas — uma com os nomes da lista e outra com todos os seguintes. O cenário composto por uma multidão de adolescentes de cabelos coloridos, dois carros da GARRA, seguranças correndo para todo o lado e camelôs vendendo traquitanas da banda surpreendeu os vizinhos. Após reclamações, a segunda fila se dividiu pela metade para que não ocupasse as frentes das casas.
A partir das 19h20min, os participantes do fan meeting entraram no Espaço Lux. No entanto, grande parte dos mesmos ignorou o evento para disputar os lugares mais próximos ao palco. O resto do público adentrou a casa a partir das 19h50min.
Publicação original de 30/11/2011. 1 imagem desta publicação não sobreviveu à migração de 2013.