Nos dias 04 a 07/09, o Parque de Exposições de Salvador recebeu o ocorreu o XVIII Festival da Cultura Japonesa de Salvador, também conhecido popularmente como Bon Odori. Este ano, o tema foi "Shodo" (caligrafia japonesa) e pela primeira vez, tivemos quatro dias de festival e muitas atrações divididas em quatro palcos, além do Espaço Bon Odori e Espaço Jovem, Artists' Alley e diversas lojinhas com uma infinidade de produtos de anime, mangá, cultura geek/nerd, doces japoneses, entre outras coisas. Este ano também tivemos um espaço dedicado às crianças, chamado de Espaço Infantil Yume e tivemos o Espaço Inclusão, dedicado à acessibilidade.
Bom, por onde começar a falar é a parte mais difícil! Afinal, foram muitas atividades durante esses quatro dias, e em alguns momentos é muito difícil acompanhar tudo! Tivemos demonstrações de shodô, tema do festival, ginástica ritmica, grupo de percussão japonesa, dubladores (como a Bianca Alencar e a Luísa Horta), grupos de dança tanto tradicional como cover de cultura pop (inclusive com cosplay, como é o LDMuses)... E isso eu só falei até agora de um dos palcos, o Palco Haru, cujo foco geral são shows e apresentações de dança.
Falando em shows, este ano, o Bon Odori trouxe a cantora japonesa Nanase Aikawa (conhecida por ser intérprete da primeira abertura de Kamen Rider Blade, Round ZERO; e de Circle of Life, tema de Kamen Rider Kiva: King of the Castle in the Demon World, além da terceira abertura de InuYasha, Owari nai yume), no sábado. Infelizmente, não consegui assistir ao show dela, mas acredito ter sido um dos pontos altos do festival este ano.
No palco Natsu, palco mais focado nas artes marciais tivemos apresentações de judô, iaidô, karatê, sumô, jiu jitsu, aikidô, kendô e matsuri dance. Durante os quatro dias de festival, as pessoas puderam ter uma ideia de como são expressas os diferentes caminhos do budô (caminho marcial).
Tivemos no palco Mirai, o palco dedicado à cultura pop japonesa diversos bate-papos com dubladores e criadores de conteúdo, além do concurso cosplay que já é praticamente uma das atividades mais esperadas do evento entre as pessoas que se interessam mais por cultura pop.
O quarto palco, o palco Nami, que é um palco multicultural, recebeu de tudo um pouco: de convidados do evento à programação musical com bandas tributo, apresentações de dança e atividades interativas, como o Just Dance.
Ao cair da noite, aconteceu a tradicional Parada Bon Odori, onde se juntam várias pessoas numa espécie de cortejo até o palco principal para a dança que dá nome ao festival: O Odori. O Bon Odori é uma tradição de origem budista e que ocorre desde 1992 em Salvador. Seu significado é para expressar a gratidão aos antepassados e celebrar a continuidade da vida.
Para além de todas essas atividades, também tivemos oficinas culinárias, oficinas culturais como sumi-ê (pintura japonesa), origami (dobradura em papel), orinuno (dobradura de tecido), uma exposição de Bonsai, a Procissão do Elefante Branco e até mesmo uma cerimônia do chá!
E se você pensa que acabou... na verdade, não! Eu acabei ficando mais pelo Espaço Jovem na maior parte do tempo, e lá tinha uma área de Just Dance, o aniokê (que quem me conhece sabe que é minha atividade favorita), tivemos stand de um grupo local de swordplay, com arquearia, swordplay e até uma atividade de imersão chamada de Invasão ao Castelo. No Espaço Jovem também ocorreram atividades como realidade virtual e oficina de Pixel Art e canetas 3D.
Outra atividade da qual eu participei foi o Maid Café, um café temático japonês onde você é atendido por uma maid com uma personalidade diferente.
Bem, eu selecionei SMILE e no Maid Café esse ano teve uma forma de marcação de atendimento que eu achei super fofinha! Basicamente era um onigiri coloridinho que era colocado na mesa, junto das flores que decoravam. Eu achei MUITO fofo, que tive que tirar foto!
E por último, mas não menos importante, o Espaço Acessibilidade. Como sou PCD, esse é um diferencial importante para mim no evento. É um espaço onde você pode sentar e descansar um pouco, e também pegar alguns itens de suporte, como um crachá de identificação, abafadores de ruído, entre outros. Para além desses itens de suporte geral, o festival conta com empréstimo de cadeiras de roda e uma visita guiada com intérpretes de LIBRAS (Lingua Brasileira de Sinais) e audiodescritores!
De todo modo, o Bon Odori permanece sendo a referência em evento de cultura japonesa de Salvador, já que é o maior (e mais conhecido) evento para esse público na cidade. E para quem, como eu, vai todos os anos, só dá para esperar por mais no ano que vem!