Yooo pessoal!
Chegou aos cinemas de todo o mundo, no dia 17 de Novembro, um dos filmes mais esperado pelos fãs da DC: Liga da Justiça. O lançamento nas telonas veio acompanhado de grande hype por parte, não só dos fãs, mas também dos críticos de plantão. E não é por menos. Liga da Justiça, sendo uma continuação direta, carregava consigo um grande fardo vindo do seu antecessor Batman vs. Superman, que acumulou críticas negativas por seu tom sombrio, sério e profundo.

Isso fez com que, no meio do caminho, a produção do filme sofressem algumas reestruturações, passando pela reformulação de parte do roteiro, até a mudança na proposta traçada para o universo estendido da DC. Como se tudo isso fosse pouco para uma mega produção tão esperada pelos fãs, o diretor Zack Snyder precisou se afastar durante as fases de regravações e pós-produção, devido a problemas pessoais. Assim o trabalho de finalizar o conjunto da obra ficou nas mãos de Joss Whedon, que já tinha atuado nos dois primeiros filmes dos Vingadores.
Ufa! Quantos problemas em um filme só! Mas e o resultado final, como ficou? Bom, eu fui conferir de perto, e apesar de o filme não ter me surpreendido, (confesso que gostava do tom sombrio dado a franquia '-') ele diverte bastante. Com um roteiro bem simples que gira entorno das buscar pelas Caixas Maternas e da invasão do planeta Terra pelo Lobo da Estepe, a história funciona bem. Vale lembrar a total diferença tanto no tom da história, quanto no humor dos personagens, quando comparamos com seu filme antecessor. Para quem ainda está com a Batman vs. Superman fresco na memória, é até estranho ver o Homem Morcego, que antes era cruel e sem piedade, chegando a marcar seus inimigos como se marca gado, fazendo piadas sobre os poderes do Aquaman e se relacionando bem com todos.
A dinâmica entre os heróis foi um ponto muito bem explorado. Destaque para maravilhosa atuação de Gal Gadot, como Mulher Maravilha, e para a história de origem do personagem Cyborg, com seus conflitos internos.

Porém, nada são mil maravilhas. Entre os deslizes (que confesso, não foram poucos, mas nem por isso desabrilhantam a obra), o destaque vai para o vilão Lobo da Estepe, um personagem sem carisma e com objetivos confusos. Não se sabia se queria dominar a terra por vingança ou desejo sadista, ou ainda, em nome de Darkside, já que ora faz referência ao tirano intergaláctico, ora parece agir sozinho, isso não fica tão claro.

Resumidamente o filme esta mais divertido, mais colorido, com piadas (que nem sempre vem na hora certa, ficado as vezes forçadas), com uma história bem simples que funciona bem, afinal o que faltava eram cores e diversão nos filmes da DC, não é mesmo?!
A Warner atendeu aos pedidos e críticas, e deixou de lado o tom sombrio para abrir caminho para um universo mais light, então concluímos que a DC finalmente acertou e conseguiu agradar seu público e os críticos, certo? Errrrraaadooo! Os críticos continuam pegando no pé da DC.
Eu como um simples espectador não consigo entender! Os mesmos motivos que fazem a Marvel ser exaltada (filme colorido, com piadas e sacadas) fazem com que a DC, agora, seja rebaixada! E quando a DC apresenta profundidade em seus filmes, é cobrado mais “colorido e humor”. Onde está a lógica nisso?

Aqui, faço minhas as palavras de Jhony Nicola, crítico do portal Trecobox: “Provavelmente esta não será a primeira nem última vez que um filme da DC será criticado negativamente seja por quais motivos forem. Isso por que o público está condicionado a assistir o filme mais com os ouvidos que dão as críticas do que com o próprio olhar”.
Por isso se você ainda não assistiu ao filme, assista sem as sombras do que você andou lendo por aí. Garanto a você que a experiência será muito mais interessante e prazerosa. Agora se você já assistiu, avalie se vocês não está medindo com dois pesos e duas medidas um material de gênero semelhante.
É isso aí pessoal! Deixem seus comentários e até a próxima!