Eai turma, bão?!
Rodrigo Las Noches aqui e é o seguinte:
Você sabe cozinhar? Porque eu sei o necessario para sobrevivente e muita teoria graaças a programas como Master Chef e Pesadelo na Cozinha (para não ser a vergonha da profissão!) e apesar de se algo que amaioria de nós tem que fazer todos os dias, os simuladores sempre deixam essas coisas viciantes e divertidas, o jogo de hoje pegou isso e adicionou muito carisma e uma história interessante por cima disso! Os caras cozinharam aqui! (hahahahaha não podia deixar de soltar essa).
Então já pega ai seu avental, faças e panelas, todos os ingredientes necessarios pois vamos falar de um jogo que quebrou minhas espectativas no bom sentido e me deixou viciado sem ao menos eu perceber: O prato de hoje é: KuloNiku: Bowl Up!

*Essa análise contém alguns spoilers bem pontuais sobre o jogo, os pontos importantes de história não serão revelados visando não estragar sua experiência.
Um jogo do genero Simulador e Gerenciamento desenvolvido pelo estudio da Idonesia Gambir Studios (de The Anomalous Hour) e distribuido pela gigante Raw Fury (Blue Prince e Post Trauma) no dia 7 de Abril de 2026 para Steam (compativel com Steam Deck), aqui você é um recem formado cozinheiro que assume o restaurante da sua vó promentendo trazer devolta a glória desse rasturante lendario na cidade de Kuloniku.
"Prepare-se para um jogo de gerenciamento de cozinha cheio de atitude! Use receitas aperfeiçoadas, faça pratos únicos para pessoas peculiares, melhore o espaço, participe de batalhas culinárias para ser top chef e proteja o restaurante que está na família há gerações!"
A Receita para Um Jogo Divertido
Quando as pessoas ouvem que um jogo é um simulator, muitos viram a cara por achar repetitivo ou até pelo clássico “se eu não gosto de fazer na vida real, por que eu faria num jogo?”. O que, na minha opinião, é uma pena, porque a graça desse tipo de jogo é poder fazer essas coisas sem cansar, no seu tempo e tudo gamificado. Se você é esse tipo de pessoa, fica tranquilo, porque esse jogo trabalha com algumas coisas que te fazem não pensar tanto no problema do monótono e chato, mas também não é perfeito, mais pra frente explico o porquê.

O visual do game é todo muito amigável, colorido e com muita cara de um jogo que sairia no Switch 2 (por mais que me doa falar essas palavras). É o típico jogo para toda a família, com algumas referências aqui e acolá para os caçadores de referências como eu ficarmos animados. E nosso protagonista, que a princípio parece bobo, conforme o jogo vai passando ganha um background profundo muito interessante. Eu não estava esperando isso nesse jogo. Aliás, isso vai acontecer com certa frequência, você ir jogando e se deparando com coisas que um simulador normal não teria, e são coisas boas.
O objetivo fica claro desde o menu: trabalhe, mas se divirta, integre-se nesse mundo, se deixe levar e acompanhe uma forte mensagem de amizade durante toda a campanha.
Quando olhei para esse jogo e decidi fazer review, eu estava em dúvida de como faria isso e quantas horas jogaria até conseguir trazer esse conteúdo, mas acabou que o jogo me viciou e, em vez de algumas horinhas, acabei zerando o jogo.
Rumo ao Topo da Gastronomia
A história do jogo começa simples: assuma o restaurante da sua avó e o transforme no restaurante número 1 da cidade. Você, que é um recém-formado na faculdade de gastronomia, recruta sua amiga Cassie, recém-formada em gestão, para tocar o restaurante. Logo de cara você descobre que não vai ser tão fácil, porque além de reconhecimento pela boa comida, você deve vencer as Batalhas das Almôndegas. Esse evento é um tipo de competição, estilo Shokugeki no Soma, e vencendo você sobe no ranking, o que é a prova definitiva de sucesso do seu restaurante.

Ao avançar na história, você conhece os moradores da cidade e alguns deles vão se tornando seus amigos. Aqui vem o primeiro impacto pra mim, pois achei que seria só uma história para dar desculpa de você estar cozinhando, mas os personagens têm muita personalidade, com suas próprias histórias e motivações. Parece bobo, mas se você já tem uma ideia do que o gênero apresenta e não lê a descrição na página do jogo, você se surpreende. Vai esperando um prato simples e recebe uma experiência acima da média.
Aí você começa a perceber que seu personagem também tem esse nível de profundidade e o jogo se transforma pra você. Ele usa tons de visual novel que engrandecem bastante a obra, fazendo você se importar com os personagens ao seu redor. O ritmo da história é bem cadenciado do começo ao meio e, perto do final, vai depender da sua gameplay, do quanto você investiu no restaurante e da sua reputação.
Particularmente achei um pouco massante no final, porque eu queria ir direto para a história, já estava com a reputação no máximo, tinha comprado tudo e mesmo assim precisava passar alguns dias para o acontecimento importante ficar disponível. Ainda mais porque existe um item que aumenta o número de clientes por dia, o que deixava a gameplay mais longa em troca de mais moedas, algo que já não era necessário nessa altura. Eu gostaria muito de um botão para pular o dia, mesmo que com alguma penalidade. Mas não chega a ser um defeito grande, é mais minha ansiedade mesmo.
Eu zerei o jogo com 22 horas e possivelmente ainda tem conteúdo que não cheguei a fazer, como amizades que não levei ao máximo. A progressão é linear e exige cumprir algumas metas, como vencer batalhas, comprar decorações, entre outras.
Gameplay Bem Servida
Cozinhar aqui é simples na teoria. Você pega o bowl, acrescenta os ingredientes em qualquer ordem seguindo os requisitos do pedido e entrega. Alguns pratos exigem interação, como usar o maçarico ou cortar ingredientes. Tudo isso enquanto um contador de tempo diminui, e quanto mais você demora, menos gorjeta ganha. A gorjeta é o bônus por entregar tudo corretamente e rápido.

Conforme o jogo avança, você desbloqueia novos ingredientes, pratos e acompanhamentos, aumentando a complexidade. Os pedidos ficam mais detalhados e exigentes.
Eu tenho TDAH, então isso foi bem difícil pra mim. Os pedidos chegam com variações de descrição e organização, e o que te guia são as cores. O problema é que algumas cores são muito parecidas, o que me confundia bastante. Talvez para outras pessoas seja mais tranquilo.
Os pratos novos são desbloqueados em minigames de quick time event, exigindo ingredientes, dinheiro e nível de amizade com a Cassie. Esse sistema funciona bem e incentiva a progressão.
A loja da Ume vende ingredientes e decorações. Uma vez comprados, ficam disponíveis permanentemente. Você usa moedas ou tickets adquiridos em eventos. As decorações seguem temas e ajudam a personalizar o restaurante.
O sistema de amizade evolui conversando com NPCs ou saindo com eles. Os passeios funcionam como visual novel, com diálogos e escolhas. São momentos divertidos e ajudam a aprofundar a história dos personagens.
As batalhas culinárias são importantes para a progressão. No início são simples, mas vão ganhando complexidade. Cada rodada envolve escolhas estratégicas e minigames que afetam a pontuação final. Mais pra frente, você pode contar com ajudantes.
Eu gostei bastante dessas batalhas, mas senti falta de um senso de urgência maior. Um cronômetro poderia deixar mais emocionante, mas entendo que o jogo busca ser mais casual.
A gameplay no geral é muito boa. Tudo responde bem, é viciante e te faz querer melhorar constantemente.
O Visual Apetitoso e Áudio Saboroso
O visual em 3D com estilo anime lembra bastante jogos da Nintendo. É colorido, exagerado na medida certa e com um ar familiar. Mesmo eu não sendo muito fã da Nintendo, reconheço que esse estilo funciona muito bem aqui.
A cidade é simples, com navegação por pontos de interesse, mas ainda assim você sente que faz parte daquele mundo.
As artes em momentos importantes são muito bonitas e ajudam na imersão.
A trilha sonora é outro destaque, com temas próprios para os personagens, o que dá ainda mais personalidade para cada um.

Conclusão
Que surpresa agradável. Eu realmente não esperava que o jogo fosse tão envolvente. É um jogo simples, mas com bastante conteúdo e charme.
Recomendo para qualquer pessoa, inclusive para quem não costuma jogar simuladores. Existe até um modo mais tranquilo, sem limite de tempo, que facilita bastante.
Espero que a desenvolvedora continue apostando em ideias simples, mas bem executadas. E parabéns à Raw Fury por apoiar esse tipo de projeto.
Obrigado a você por ter lido até aqui. Você joga simuladores? Me recomenda algum?
Obrigado à Masamune pelo acesso antecipado.
Aqui seu pedido, a gente se vê por aí e bom apetite!