Katekyo Hitman Reborn (KHR) é um mangá originalmente cômico que se desenvolveu para um mangá de luta, onde a história gira em volta do garoto Tsunayoshi Sawada, mais conhecido como Tsuna e pelo apelido “dame-tsuna” (Tsuna-bom-em-nada). O garoto é literalmente bom em nada: tira péssimas notas, não tem amigos, é péssimo em esportes... até que um dia aparece um bebê em sua casa, dizendo ser um hitman da máfia que veio treiná-lo para ser o 10º chefe da poderosa família Vongola. A vida de Tsuna muda completamente desde então, fazendo o garoto passar por situações as vezes constrangedoras e as vezes perigosas.

 

 

KHR cumpriu seu papel como um mangá de comédia, as piadas bobas assim como em One Piece são engraçadas e nos fazem ter bons momentos. Como um mangá de luta também não decepcionou, trazendo lutas realmente legais. Os personagens variam com a época em que foram criados, os principais possuem traços mais cômicos e personalidades mais engraçadas, enquanto os personagens que surgiram a partir da saga Varia possuem características mais sérias, mas pode-se dizer que todos são interessantes, eles são bem originais e são uma parte que realmente prende as pessoas a série.

 

 

Akira Amano também está de parabéns por conseguir fazer essa mudança na série sem causar prejuízos na história, na verdade, é muito legal como ela consegue reaproveitar personagens de tramas anteriores (exceto que todos os vilões ficam bonzinhos e começam a tratar o bom-em-nada-Tsuna como um chefão da máfia né).

Mas apesar das boas lutas e bons personagens, mesmo tendo uma história base legal, Reborn tem um ciclo vicioso de derrota dos mocinhos, superação e derrota do inimigo. Assim, alguns arcos passam a ser cansativos e chatos nos primeiros momentos, isso não impede que eles se tornem melhores depois, mas acaba passando uma má impressão do anime/mangá.

A qualidade dos arcos, ou sagas se preferir, também deu uma caída a partir do arco do futuro (estes arcos só aparecem no mangá, que continuou mesmo com o fim do anime), felizmente o encerramento do anime foi o mesmo do arco do futuro no mangá, não deixando o anime inconclusivo e talvez até o impedindo de se tornar ruim com mais um arco, eu particularmente gostei da saga Shimon e da saga da Maldição dos Arcobalenos, mas são sagas mais fracas que as do anime e poderiam não ser o melhor final pra ele, além disso, o final do mangá é muito corrido e foi realmente ruim.

 

 

O esclarecimento de dúvidas do anime é pouco no mangá, tendo realmente apenas alguns acréscimos no ultimo arco, então caso se interesse apenas no anime não tem problema nenhum não ler o mangá. Mas apesar desse lado ruim da versão impressa de KHR, você vai perder provavelmente explicações sobre os Arcobalenos e umas cenas de ação deles bem legais, he he.

Mas o mangá só ganha realmente do anime no critério da censura, por exemplo, no mangá original Tsuna realmente morre e sai de dentro do seu cadáver “renascido” enquanto no anime ele apenas se levanta no modo Shinu Ki Dan. E há algumas partes mais sérias e interessantes no mangá por conta da censura.

Enfim, acredito que Hitman Reborn seja um anime/mangá para um público que goste de shounens mais leves, com boas lutas, mas que se concentre mais em divertir o fã. Recomendo o mangá para pessoas que já sejam fãs do anime e que queriam ver Reborn menos censurado.

O anime é para pessoas de 11 à 15 anos aproximadamente, que gostem de piadas bobas porém divertidas, de personagens envolventes e que não se deixam levar pela primeira impressão!

 

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