A inteligência artificial vai acabar com a “farra” do Ctrl+C e Ctrl+V?
Será que a farra das respostas feitas através de inteligência artificial e simplesmente reproduzidas por meio do Ctrl+C e Ctrl+V irá acabar?
Aqui no Brasil, comentamos em uma das matérias anteriores sobre advogadas que foram pegas utilizando, em arquivos, códigos que não poderiam ser vistos a olho nu para tentar burlar o sistema de inteligência artificial que analisa processos. Mas, talvez por conta de situações como essa, que certamente não são exclusivas do Brasil, vários países têm trabalhado fortemente para implementar leis que possam colaborar com a detecção do uso de IA.
Isso acontece levando em consideração o grande potencial da inteligência artificial previsto para os próximos anos. Por conta disso, em respostas, sejam elas textos, vídeos, imagens ou até mesmo sons, têm sido utilizados algoritmos matemáticos e mecanismos de procedência para que, por meio de ferramentas específicas, seja possível verificar se determinado conteúdo foi produzido ou alterado com o auxílio de inteligência artificial
Mas existe uma dúvida: será que isso fará diferença entre as pessoas que utilizam a IA para gerar um texto e aquelas que simplesmente pedem uma correção?
De acordo com Nina da Hora, a inserção do uso da inteligência artificial, principalmente no trabalho, é o que acabou gerando a interpretação de que a IA pode substituir o trabalho humano, quando, na verdade, a situação pode não ser bem assim. Como exemplo, ela citou a educação, destacando a diferença entre passar uma informação e transmitir um conhecimento e mostrando a necessidade de regulamentações que contribuam para que essas tecnologias sejam utilizadas da melhor forma possível, com a intenção de auxiliar e melhorar a vida humana.
Já existem ferramentas para a detecção, porém não é correto dizer que algoritmos matemáticos conseguem, atualmente, determinar com certeza a origem de qualquer texto, vídeo, imagem ou áudio. São mecanismos de procedência e detecção, e cada tecnologia possui suas próprias limitações.
Por isso, é importante lembrar que o problema não é a inteligência artificial. Usar IA para transmitir uma informação pronta não é necessariamente a mesma coisa que utilizá-la como ferramenta para aprender, revisar, organizar ou desenvolver um trabalho próprio.
Essas diferenças ainda estão sendo discutidas e, aos poucos, devem ganhar forma conforme novos diálogos, legislações e tecnologias sejam desenvolvidos.
Mas e você? Acredita que o fato de um material ser feito por inteligência artificial tira a autenticidade de quem a utilizou ou ainda é cedo demais para esse diálogo?