Os bastidores de desenvolvimento de Pathfinder: Wrath of the Righteous renderam uma situação bastante incomum. Durante a produção do RPG, a Owlcat Games percebeu que todas as três personagens femininas disponíveis para romance compartilhavam um detalhe peculiar: todas eram canibais.
A revelação foi feita pelos próprios desenvolvedores e acabou se tornando um exemplo curioso de como a construção narrativa de RPGs pode tomar rumos inesperados conforme diferentes equipes trabalham em paralelo.
A personagem que mais sofreu alterações após a descoberta foi Arueshalae, a súcubo em busca de redenção. Segundo o estúdio, ela recebeu novos diálogos especificamente para deixar claro que não tinha interesse em consumir carne humana. A própria Owlcat comentou de forma bem-humorada que isso acabou empurrando a personagem “ligeiramente em direção ao arquétipo da garota moderadamente agradável”, embora sem descaracterizá-la completamente.
Enquanto isso, Wenduag, a mutante aracnoide conhecida por sua personalidade brutal, permaneceu praticamente intacta. O estúdio decidiu preservar o lado sombrio da personagem, incluindo o canibalismo, mantendo a proposta mais extrema para quem prefere romances menos convencionais dentro do RPG.
Os desenvolvedores também comentaram sobre outro tema frequentemente pedido pela comunidade: romances poliamorosos. Em Pathfinder: Kingmaker, a Owlcat chegou a incluir uma dinâmica desse tipo, permitindo ao jogador formar ou separar um casal já existente.
Apesar da boa recepção, o estúdio explicou que repetir esse modelo em jogos futuros é algo improvável por motivos puramente práticos. Segundo a equipe, sistemas de relacionamento múltiplo aumentam drasticamente a complexidade do desenvolvimento, já que cada nova variável multiplica diálogos, escolhas, consequências e estados narrativos possíveis.
A Owlcat resumiu a situação de forma direta: romances poliamorosos em RPGs são interessantes, mas o custo de produção cresce “de forma exponencial”.