O cinema nacional sempre foi algo bem dividido no que diz respeito às opiniões. Inclusive, eu mesmo nem sempre defendo o cinema nacional por motivos relacionados ao gosto, tendo em vista que cresci assistindo tokusatsu e filmes americanos. Isso com certeza ajudou a moldar um pouco da minha forma de ver o cinema.

Dos filmes asiáticos, particularmente os filmes chineses, apesar de alguns serem exagerados, sempre admirei as boas coreografias de artes marciais. Mas, com o passar do tempo, aprendi a gostar também de filmes europeus, africanos e de diversas outras partes do mundo. Diferentes formatos, diferentes formas de contar histórias e diferentes tipos de fantasia.
E alguns filmes nacionais conseguiram me cativar de certa forma. Justamente por isso vim aqui recomendar Besouro (2009), que é baseado na história real do capoeirista Manoel Henrique Pereira, que viveu no Brasil por volta de 1920. O filme retrata uma mistura de ancestralidade e espiritualidade com a força dos antepassados, criando uma narrativa marcante e cheia de ação.
E, para você que ainda não se convenceu, descobri hoje um detalhe muito interessante. Huan-Chiu Ku não é um nome que eu considero popular para a maioria das pessoas, mas ele já trabalhou com o famoso Jet Li em diversos filmes. Outro detalhe: se você assistiu Kill Bill Volume 1, Kill Bill Volume 2, O Tigre e o Dragão (2000) ou Romeu Tem Que Morrer (2000), saiba que Huan-Chiu Ku atuou desde dublê até coordenador de coreografias de artes marciais nessas produções. Ou seja, ele também participou da construção das cenas de luta do filme Besouro.
Esse filme fala sobre nossa cultura, sobre nosso espírito de luta e é um excelente entretenimento. A única coisa que me deixa meio triste é que ele não é tão valorizado quanto deveria. E, se você tiver a oportunidade de assistir, acredito que vai gostar.

Corre porque, nos próximos dias, ele sairá do catálogo da Netflix.
Mas comenta aí: eu assisto filmes desde antes dos dvds( acabei de me sentir um ancião ಠ_ಠ), de lá pra cá, você conseguiu perceber as mudanças do cinema nacional dos últimos anos ou acredita que ele continua igual?