E voltamos novamente para os melhores momentos de NY, acho que estou escrevendo posts maiores do que os que serão regularmente postados aqui, mas é que NY foi uma viagem intensa para se fazer muitas coisas em poucos dias, logo, há muito o que se falar. Mas, como assim que eu chegar no Japão, quero logo escrever coisas de lá, eu tenho mastigado bem as coisas. Desculpe.
O metrô de NYC é um lugar interessante, a primeira vista assusta, o mapa da malha metroviária daqui impressiona pelo tamanho, no entanto, após um dia de muito uso, você percebe que ela é menos complicada do que ela parece. Ainda mais depois que você percebe que os ônibus e o metrô são da mesma companhia e têm integração. O engraçado é que muitas das estações são antigas, algumas, inclusive, em reforma. Neste ponto o metrô é muito legal, e você pode literalmente ver todo o tipo de gente no metrô. É um bom lugar em que você se sente turista, porque tem muito turista, mas você vê o nova iorquino regular, porque ele é usuário regular do metrô... Porém, ele funciona de uma forma diferente da que estamos acostumados, correm mais de uma linha de trem em cada linha. São muitas linhas e elas não fazem interseções simples.
Visitei então a Estátua da Liberdade, o lugar é interessante demais, claro, mas, vou lhes dizer, prefiro o Cristo Redentor, tanto pelo tamanho, como pela imponência e clima. No entanto, é impressionante ver como o povo daqui é fanático por aquela estátua, eles se emocionam mesmo com ela. Após, eu fui para a Ellis Island, lugar que servia de aduana para os imigrantes que chegavam nos EUA até 1954. Adorei o lugar, talvez por eu sentir muita intimidade com a situação, o Brasil foi alvo de imigração, e minha família não é genuinamente brasileira, assim como a maioria das outras no Brasil e por aqui também. Vale a pena o passeio, de verdade, todo o museu é muito bem organizado, saí de lá satisfeito.
Depois eu subi a Wall Street, só para ver o touro famoso que tem lá, para depois rumar para o Times Square para poder ver um dos famosos musicais da Broadway. Por conta do tempo só da para ver um e eu escolhi O Rei Leão. Em relação a isso eu só tenho uma palavra. ESPETÁCULO, nossa, é muito bem feito e bonito, os cantores são fabulosos, o cenário e as idéias de figurino são maravilhosos. A história está muito bem adaptada, aliás, e todas as cenas importantes estão fielmente recriadas. Me emocionei muito, inclusive porque adoro Hakuna Matata. Nao há palavras o suficiente para definir a engenhosidade do espetáculo.
Vejamos, plano no outro dia? ChinaTown. Ok, eu vou admitir que fiquei um pouco decepcionado, porque eu esperava algo um pouco mais como nos filmes. Mas pelo menos a ChinaTown de NY (sim, há ChinaTown em várias cidades dos EUA, acho que a que mais parece com as dos filmes é a de São Francisco) é só um bairro normal... mas com tudo em chinês. Agora, no sentido de mercado, isso sim é impressionante. Tá certo que ele parece mais com a 25 de Março do que com a Uruguaiana, fundamentalmente pela estrutura do mercado e pelo tipo de gente (não chineses, mas porque vem muita gente de todo canto e outras cidades para comprar muamba para lá). São ruas e ruas e ruas de mercado de coisas ilegais, uma área de 14 por 3 ou 4 quarteirões de lojas de TODO o tipo, sem contar a quantidade de chineses que vendem bolsas contrafeitas na rua. Aliás, é engraçado como certas coisas são semelhantes, eles atá têm os seus chineses gritando "DVD DVD DVD", da mesma forma do nosso "PROGRAMAS FILMES CD-ROM DVD".
O povo chinês é engraçado, eles não parecem nem um pouco interessados em se adaptar a este "admirável mundo novo" que é os EUA para eles, eles simplesmente vem para ganhar dinheiro. Aproveite, claro, para comer num típico restaurante chinês, restaurante, este, chinês mesmo, as pessoas ficam andando com mini potinhos com pequenas porções de comida e você vai pedindo e eles marcam num cartão. EU COMI MUITO, mas, havia um problema muito grande, as enfermeiras, lógico, não falavam inglês. Isso gerou alguns problemas. Mas nada que a universal língua dos sinais não dê um jeitinho. Por fim, não achem que a gente comeu só essas comidas tradicionais, aliás, destas, não tinham quase nenhuma, só macarrão e rolinho primavera, fora isso eram várias comidas chinesas mais comuns para a culinária chinesa, tinha coisas que eu nunca vi e não sei o nome, porque a comunicação com a moça era péssima.
À noite, novamente, era hora do show. Estava muito animado, sabem, no Rio terá o Video Games Live em breve e eu gosto muito de música clássica ao vivo, além de quee estes temas de videogame são ótimos, mas infelizmente eu estarei fora do Brasil no dia do concerto, então minha mãe acertou de irmos ver John Williams tocando com a Filarmônica de NY, no Lincoln Center (que é a "casa" da filarmônica de NY, onde eles ensaiam e foi feito especialmente para eles). Para quem não sabe, John Williams é compositor ou colaborador de grandes clássicos do cinema, incluindo músicas da trilha sonora de Memórias de uma Gueixa e Harry Potter, isso para comentar seus últimos sucessos, mas ele ajudou diversos e diversos outros clássicos, colaborando inclusive com as trilhas dos grandes filmes do Spielberg.
Feita a introdução, devo dizer, eu saí completa e totalmente satisfeito, nossa, aliás, acredito que saí mais satisfeito do que sairia do VGL, porque tinha lugares muito bons e porque a filarmônica é fantástica. O repertório teve musicas de Harry Potter, Memórias de uma Gueixa, Fiddler on the Roof, Peter Pan's Hook, Jane Eyre, e um tributo a Stanley Donen, que foi um grande cineasta de musicais, que dirigiu inclusive os grandes musicais de Fred Astaire (incluindo Singin' in the Rain). Para fechar houve um tributo a George Lucas. Fantástico! Comentários especiais para o Stanley Donen, o cara é muito fera, ele teve idéias geniais para sua época, e as explicações dele para as filmagens dos musicais só aumentaram meu encanto por ele. Palmas especiais para o primeiro Violino, Glenn Dicterow, ele fez um solo fabuloso na musica de Fiddler on the Roof, e para o primeiro Cello, Carter Brey, pelo tema da Sayuri, de Memórias de uma Gueixa.
Para terminar este relato, é muito engraçado como há uma diversidade ENORME de etnias aqui, e todas falam inglês com seu próprio sotaque, o que torna tudo muito difícil de entender e, certas horas, engraçado. Uma peca na Ellis Island demonstrava bem a diferença de sotaques, como eu gosto disso... diferenciar estas coisas, estou adorando. Aliás, depois do show, eu acabei caindo na noite, mas eu vou deixar isto para o meu próximo e último post sobre NY. Não percam.
Fui.
Fotos referentes a este post na coluna ao lado.
O metrô de NYC é um lugar interessante, a primeira vista assusta, o mapa da malha metroviária daqui impressiona pelo tamanho, no entanto, após um dia de muito uso, você percebe que ela é menos complicada do que ela parece. Ainda mais depois que você percebe que os ônibus e o metrô são da mesma companhia e têm integração. O engraçado é que muitas das estações são antigas, algumas, inclusive, em reforma. Neste ponto o metrô é muito legal, e você pode literalmente ver todo o tipo de gente no metrô. É um bom lugar em que você se sente turista, porque tem muito turista, mas você vê o nova iorquino regular, porque ele é usuário regular do metrô... Porém, ele funciona de uma forma diferente da que estamos acostumados, correm mais de uma linha de trem em cada linha. São muitas linhas e elas não fazem interseções simples.
Visitei então a Estátua da Liberdade, o lugar é interessante demais, claro, mas, vou lhes dizer, prefiro o Cristo Redentor, tanto pelo tamanho, como pela imponência e clima. No entanto, é impressionante ver como o povo daqui é fanático por aquela estátua, eles se emocionam mesmo com ela. Após, eu fui para a Ellis Island, lugar que servia de aduana para os imigrantes que chegavam nos EUA até 1954. Adorei o lugar, talvez por eu sentir muita intimidade com a situação, o Brasil foi alvo de imigração, e minha família não é genuinamente brasileira, assim como a maioria das outras no Brasil e por aqui também. Vale a pena o passeio, de verdade, todo o museu é muito bem organizado, saí de lá satisfeito.
Depois eu subi a Wall Street, só para ver o touro famoso que tem lá, para depois rumar para o Times Square para poder ver um dos famosos musicais da Broadway. Por conta do tempo só da para ver um e eu escolhi O Rei Leão. Em relação a isso eu só tenho uma palavra. ESPETÁCULO, nossa, é muito bem feito e bonito, os cantores são fabulosos, o cenário e as idéias de figurino são maravilhosos. A história está muito bem adaptada, aliás, e todas as cenas importantes estão fielmente recriadas. Me emocionei muito, inclusive porque adoro Hakuna Matata. Nao há palavras o suficiente para definir a engenhosidade do espetáculo.
Vejamos, plano no outro dia? ChinaTown. Ok, eu vou admitir que fiquei um pouco decepcionado, porque eu esperava algo um pouco mais como nos filmes. Mas pelo menos a ChinaTown de NY (sim, há ChinaTown em várias cidades dos EUA, acho que a que mais parece com as dos filmes é a de São Francisco) é só um bairro normal... mas com tudo em chinês. Agora, no sentido de mercado, isso sim é impressionante. Tá certo que ele parece mais com a 25 de Março do que com a Uruguaiana, fundamentalmente pela estrutura do mercado e pelo tipo de gente (não chineses, mas porque vem muita gente de todo canto e outras cidades para comprar muamba para lá). São ruas e ruas e ruas de mercado de coisas ilegais, uma área de 14 por 3 ou 4 quarteirões de lojas de TODO o tipo, sem contar a quantidade de chineses que vendem bolsas contrafeitas na rua. Aliás, é engraçado como certas coisas são semelhantes, eles atá têm os seus chineses gritando "DVD DVD DVD", da mesma forma do nosso "PROGRAMAS FILMES CD-ROM DVD".
O povo chinês é engraçado, eles não parecem nem um pouco interessados em se adaptar a este "admirável mundo novo" que é os EUA para eles, eles simplesmente vem para ganhar dinheiro. Aproveite, claro, para comer num típico restaurante chinês, restaurante, este, chinês mesmo, as pessoas ficam andando com mini potinhos com pequenas porções de comida e você vai pedindo e eles marcam num cartão. EU COMI MUITO, mas, havia um problema muito grande, as enfermeiras, lógico, não falavam inglês. Isso gerou alguns problemas. Mas nada que a universal língua dos sinais não dê um jeitinho. Por fim, não achem que a gente comeu só essas comidas tradicionais, aliás, destas, não tinham quase nenhuma, só macarrão e rolinho primavera, fora isso eram várias comidas chinesas mais comuns para a culinária chinesa, tinha coisas que eu nunca vi e não sei o nome, porque a comunicação com a moça era péssima.
À noite, novamente, era hora do show. Estava muito animado, sabem, no Rio terá o Video Games Live em breve e eu gosto muito de música clássica ao vivo, além de quee estes temas de videogame são ótimos, mas infelizmente eu estarei fora do Brasil no dia do concerto, então minha mãe acertou de irmos ver John Williams tocando com a Filarmônica de NY, no Lincoln Center (que é a "casa" da filarmônica de NY, onde eles ensaiam e foi feito especialmente para eles). Para quem não sabe, John Williams é compositor ou colaborador de grandes clássicos do cinema, incluindo músicas da trilha sonora de Memórias de uma Gueixa e Harry Potter, isso para comentar seus últimos sucessos, mas ele ajudou diversos e diversos outros clássicos, colaborando inclusive com as trilhas dos grandes filmes do Spielberg.
Feita a introdução, devo dizer, eu saí completa e totalmente satisfeito, nossa, aliás, acredito que saí mais satisfeito do que sairia do VGL, porque tinha lugares muito bons e porque a filarmônica é fantástica. O repertório teve musicas de Harry Potter, Memórias de uma Gueixa, Fiddler on the Roof, Peter Pan's Hook, Jane Eyre, e um tributo a Stanley Donen, que foi um grande cineasta de musicais, que dirigiu inclusive os grandes musicais de Fred Astaire (incluindo Singin' in the Rain). Para fechar houve um tributo a George Lucas. Fantástico! Comentários especiais para o Stanley Donen, o cara é muito fera, ele teve idéias geniais para sua época, e as explicações dele para as filmagens dos musicais só aumentaram meu encanto por ele. Palmas especiais para o primeiro Violino, Glenn Dicterow, ele fez um solo fabuloso na musica de Fiddler on the Roof, e para o primeiro Cello, Carter Brey, pelo tema da Sayuri, de Memórias de uma Gueixa.
Para terminar este relato, é muito engraçado como há uma diversidade ENORME de etnias aqui, e todas falam inglês com seu próprio sotaque, o que torna tudo muito difícil de entender e, certas horas, engraçado. Uma peca na Ellis Island demonstrava bem a diferença de sotaques, como eu gosto disso... diferenciar estas coisas, estou adorando. Aliás, depois do show, eu acabei caindo na noite, mas eu vou deixar isto para o meu próximo e último post sobre NY. Não percam.
Fui.
Fotos referentes a este post na coluna ao lado.
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