No Brasil, ainda dá para dizer que nem todo mundo aprende a gostar de ler, e eu mesmo fazia parte desse grupo. Mas, nos últimos tempos, venho mudando meus hábitos, inclusive com a leitura.

Por coincidência estava na sala com meu pai assistindo uma cena muito engraçada na série DOIS HOMENS E MEIO envolvendo o Alan, irmão do Charlie. Em um dos raros momentos em que ele está conhecendo alguém, pergunta para a garota se ela gosta de ler. Ela responde: “Você está falando de livros ou outdoor e placa também contam?”
Eu achei essa cena hilária porque ela reflete a realidade de muita gente. Ainda assim, basta observar a quantidade de feiras e bienais do livro crescendo no Brasil para perceber que esse mercado ainda está longe de atingir seu potencial máximo, vê-lo crescer é algo muito legal.
E junto com o crescimento da leitura surgem também novas tecnologias. Uma das principais na atualidade, especialmente para autores independentes, foi o Amazon Kindle.
Quando surgiu, o Kindle gerou certo desconforto em parte do mercado editorial. Muitos autores tinham menos afinidade com tecnologia, algumas grandes empresas ficaram receosas, mas no fim o aparelho se consolidou muito bem e abriu espaço para novos formatos, plataformas e modelos de publicação, inclusive se não fosse isso, provavelmente eu nunca teria os meus livros publicados, já que o mercado literário tem um pequeno probleminha com autores que não são famosos, Mas isso falar sobre isso fica para outro dia.
E falando em situações não tão boas.
Neste mês, está sendo encerrado o suporte para alguns modelos mais antigos do Kindle, principalmente dispositivos de 2012 ou anteriores. Como acontece com praticamente toda tecnologia moderna, chega um momento em que o aparelho deixa de acompanhar as atualizações mais recentes.

Segundo relatos de usuários, a "amazon.com.br" estaria enviando e-mails informativos sobre o encerramento do suporte e, em alguns casos, oferecendo vouchers para compra de livros digitais( me sinto inclinado a dizer que isso é no mínimo obrigação).
Nas comunidades, muita gente comenta possíveis alternativas como manter o aparelho sem Wi-Fi para evitar atualizações, transferir livros via cabo USB ou até modificar o sistema com soluções alternativas. Porém, também começaram a surgir pessoas oferecendo “serviços” para desbloqueio ou atualização forçada e isso acende um red flag importante para possíveis golpes.
Então, para quem pretende comprar um Kindle usado, vale prestar bastante atenção. E para quem já possui um aparelho antigo, o ideal é buscar informações diretamente pelos canais oficiais da Amazon, porque detalhes como conta ativa, livros já baixados e modelo específico do aparelho podem influenciar bastante na experiência de uso daqui para frente.

Por outro lado também é importante falar que os avanços da tecnologia ajudam bastante, inclusive esses modelos anteriores eles não tinham suporte para algo que explodiu mundialmente de sucesso que são os Mangás, por exemplo one piece chegou a ter mais de 500 milhões de cópias vendidas no mundo, e para você ter uma ideia do quão alto é isso, se juntar os três mais vendidos ultrapassa tranquilamente 1 bilhão de cópias, fora as leituras que são realizadas através de sites não oficiais.
Acredito que detalhes como estes são importantes para ser levado em consideração, eles estão valorizando a tecnologia pensando na experiência do usuário olhando para esses números e fazendo suas atualizações ou será que é só um jeito de garantir o controle?