Olá a todos! Depois de muito volto a escrever na coluna J-neration, e espero poder fazer atualizações semanais a partir de agora.

Dessa vez, vou falar de um evento que está movimentando as pessoas que gostam de J-Music (música japonesa) em todo o canto do país: se trata da banda Charlotte. No mês de novembro, essa banda realizará dois shows nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Essa é a primeira vez que uma banda japonesa vem ao Brasil para realizar uma performance completa, com direito a bandas brasileiras abrindo o show.

Porém, o que quero lhes falar vai muito além do evento em si, mas o que ele representa. Teremos, finalmente, uma banda em sua total integridade, sem artistas cantando karaokê ou com bandas locais; teremos um lugar voltado para o show, e não uma série de atividades que uma delas é a presença de alguém internacional; e, principalmente, teremos pessoas presentes pela causa, pelo sonho.

Essas apresentações representam muito mais que uma simples banda tocando. Representam a oportunidade dada a nós de termos algum contato mais direto com outros artistas japoneses, fazer com que reconheçam o público brasileiro e que, à parte deste primeiro, que vários outros possam vir, sejam mais famosos, sejam mais valorizados... Enfim, é algo inédito.

Para quem acompanha J-Music desde cinco anos atrás, tal acontecimento parecia impossível e hoje está aqui, com preço acessível e em duas cidades. Muitas pessoas vão porque gostam de Charlotte ou mesmo do estilo no qual se enquadra e outra parte, na qual me incluo, vão pela chance de ver uma banda japonesa ao vivo, como nunca houvera antes. Penso que boa parte do público será formado por pessoas que depositam neste acontecimento a esperança, mesmo que remota, de sua banda favorita possa vir; que de alguma maneira a fama de nós, brasileiros, ouvintes e apreciadores de música japonesa, possa chegar ao Japão.

Este, com certeza, será um marco histórico e que certamente renderá bons frutos. Assim, todos que puderem comparecer, pela banda ou pela causa, serão também responsáveis diretos por essa ‘nova fase’ da J-Music e todas as suas ramificações aqui no nosso país. E, com casa cheia, eles deverão voltar para o Japão com a idéia verdadeira do que é o Brasil em relação a essa cena musical: uma imensidão de fãs que, apesar de todas as dificuldades de acesso, aprecia a música nipônica como poucos o fazem e que só basta lhes darem um pouco do Japão.

Semana que vem eu volto! Jya, mata raishuu! E obrigado por todos que leram a coluna! Doumo arigatou!

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