Fala pessoal, bão?!
Rodrigo Las Noches aqui e é o seguinte:
PSOne é o console da minha vida, com vários títulos que me marcaram muito MAAAAAAAS o jogo que mais marcou a minha vida não está nele, Sonic Adventure 2 está no segundo console mais importante da minha vida, o Dreamcast.
Resumindo bastante aqui: o Dreamcast foi lançado pela Sega em 1998 (Japão) e 1999 (Ocidente) como sucessor do Sega Saturn. Ele marcou a chegada da era 128-bit, trazendo gráficos muito avançados e inovações como jogos online via modem embutido. O início foi um sucesso — só nos EUA vendeu mais de 500 mil unidades na primeira semana, mas... A Sega já vinha enfrentando problemas financeiros por causa do 32X e do próprio Saturn, além de ter o Playstation 2 como concorrente, o que acarretou no encerramento precoce do console em 2001. Essa data marcou também a saída da Sega do mercado.
Hoje, graças à paixão de pessoas como eu e você, que amamos videogames e temos carinho pelos que vieram antes, temos várias iniciativas que revivem e preservam a história dos games. Uma delas, que me encantou logo de cara, foi o Dream Color Plus.


Idealizado pelo também engenheiro do projeto Angelo Pontes, com a ajuda de Nai Luiz (do canal Nai Adventure) que cria scripts em Python pra converter os frames e usa o jogo Metal Canary como laboratório pra testar a telinha, além de outros nomes como:
Costenaro, responsável pelo modo colorido; pintando todos os frames;
Alex, ajuda o Costenaro a pintar os frames;
Douglas Tobias, criou o logo do projeto;
Fabio Zamprogna, faz os testes, vendo até onde o controle aguenta funcionando;
O Dream Color Plus é um controle clássico do Dreamcast que une dois acessórios adicionais da época com uma tecnologia atual: o VMU e o Tremor Pack, adicionando também um sistema wireless. O resultado é um controle sem fio, que também traz um renovado VMU agora com tela colorida, animações e funções novas — diferente do VMU original, que era monocromático e mais limitado. E fique tranquilo: você também vai poder usar o modo clássico em questão de estética e um modo monocromático com paleta de cores, além de poder vibrar em jogos que tenham essa função. Além disso, eles prometem que vai funcionar com todas essas funções tanto nos jogos clássicos quanto em lançamentos, com suporte constante por meio de atualizações.
Para a função wireless, ele vai contar com bateria recarregável via USB tipo-C, podendo durar em média 8 horas com todas as funções ativas. Basicamente zero delay na conectividade com o console e zero delay na interação da minitela com o jogo rodando.
Não temos controle sem fio para Dreamcast originalmente, e os que fizeram depois não são baratos nem acessíveis no mercado. Depois que ficou disponível o BlueRetro (sistema open source que permite usar controles Bluetooth modernos em consoles retrô, atuando como um adaptador universal), as pessoas que jogavam Dreamcast pararam de se importar em usar o controle com o VMU, optando pelo controle wireless. Isso me deixou chateado, pois um dos charms do console é essa telinha no controle. Foi então que tive essa ideia.”
— segundo Pontes, na live de apresentação do projeto.

Pra dar contexto, o VMU era o memory card do Dreamcast e tinha alguns diferenciais em relação ao do PSOne:
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Tinha tela LCD própria, botões e até um pequeno processador.
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Podia exibir informações adicionais durante os jogos (por exemplo, mostrar a vida em Resident Evil sem precisar abrir menus).
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Servia como minigame portátil: alguns jogos permitiam baixar versões simples ou mascotes virtuais para jogar direto na VMU.
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Funcionava em conjunto com o controle, sendo encaixada nele e exibindo informações secretas visíveis apenas ao jogador.
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Tinha 128 KB de memória, mas parte desse espaço era usada pelo sistema interno. Na prática, o jogador tinha acesso a 100 “blocos” de save disponíveis.
Já o Dream Color Plus, além das funções já mencionadas, vai contar com 8 páginas (basicamente 8 VMUs) de 200 blocos cada, o que é muito superior ao original e uma tela mais interativa.
Eles deixaram claro que, nesta versão, não é possível destacar o VMU do controle por questões de facilidade de produção e custo final. Mas existem planos futuros para usar o próprio controle para jogar os minigames famosos do VMU, fazendo dele uma espécie de portátil. A ideia inicial para o mercado é vender a PCB do projeto, e você vai precisar apenas substituir a original pela Dream Color Plus dentro do controle, sendo um processo facil de ser feito.
Por fim, ele também vai funcionar como um controle Bluetooth no PC e nos sistemas Android, mas a tela ainda não tem uso nesse modo.
Até o dia de publicação desta matéria, o Dream Color Plus não está disponível para venda ainda, mas você pode deixar na wishlist do Catarse para, quando o produto ficar disponível, poder adquirir e também apoiar o projeto.
Eu amo esse console e ver que existe tantas pessoas apaixonadas nele ao ponto de fazer novas coisas para deixar ele ainda vivo, é algo inspirador e reconfortante. Estamos vivendo temos sombrios por causa do "O jogo não de fato seu" e também pela falta de vontade das grandes marcas em manter a história dos videogames acessivel. Ainda bem que existem projetos como esse para ir contra.
Confiram um video de demonstração o Dream Color Plus e do jogo desenvolvido pelo Nai Luiz - Metal Canary, muito obrigado por lerem e tamo together!