Eai turma bão?!
Rodrigo Las Noches aqui e é o seguinte:

Histórias voltadas para o lado lovecraftiano não me chamam tanta atenção. Eu gosto do tipo de inimigo que é possível vencer, seja pela força ou pela inteligência, e essas criaturas baseadas em H. P. Lovecraft normalmente são imparáveis. É o terror de você descobrir que é insignificante perante o resto do universo.

Porém, esse jogo inverte o esperado, mostrando que talvez nós sejamos a ameaça nessa floresta negra chamada universo.

Então senhoras e senhores, sejam bem-vindos a Call of the Elder God.

O jogo foi desenvolvido pela Out of the Blue Games (American Arcadia) e distribuido pela Kwalee (Grime 2 e Ground Zero ) para PC (via Steam). Nintendo Switch 2, Playstation 5 e Xbox Series X/S e ficou disponível, desde o primeiro dia, no Xbox Game Pass no dia 12 de Maio de 2026.

“Aventure-se até os confins da Terra e desenterre horrores antigos ao desvendar quebra-cabeças nesta aventura narrativa Lovecraftiniana, sequência do aclamado Call of the Sea de 2020.”

Khral Vhern Thein (O Chamado Antigo)

Cara, eu amo puzzles e deixo isso claro sempre, porque é muito legal você pegar pistas, montar a lógica, decifrar e achar a resposta. Em Elder Gods, nós temos um equilíbrio de dificuldade muito bom, além da ajuda do caderno, onde tudo que é relevante para a solução fica desenhado, ajudando até quem não é tão habituado a conseguir ligar os pontos, mantendo o fluxo até a resolução.

Temos dois protagonistas importantes que se alternam nos capítulos. Confesso que gosto mais do Henry do que da Evangeline. Personagens com passados de remorso e que fazem de tudo por alguém que amam acabam se tornando meus favoritos. E, apesar de não precisar conhecer o jogo anterior, ele agrega na construção do Henry. A história ainda conta com narrações que complementam a gameplay e as cenas, facilitando o entendimento.

O jogo trata muito de tempo. Sobre tempo para refletir, sobre como o tempo cura e ensina, mas também sobre o tempo e o espaço em si.

Haal Jeree Imal Horkar (Os Mundos Entre Gerações)

Como já disse, você não precisa ter jogado Call of the Sea para jogar esse. Ele funciona muito bem como um jogo standalone, mas, para quem jogou, a experiência fica ainda mais rica por causa da Norah, esposa do Henry, e do estado atual dela. Isso afeta o impacto de um dos finais.

Henry é um bom personagem, tem profundidade e motivos claros para ser tão sério e ranzinza. Funciona bem tanto para quem conhece quanto para quem não conhece o primeiro game. Já a Evangeline é um bom gancho para a história, a típica personagem imprudente e corajosa que busca respostas.

Algo que me incomodou foi a narração. Ela funciona como um terceiro personagem que fica esclarecendo algumas coisas. Para quem é casual, isso pode ser positivo, já que permite focar nos puzzles. Mas, para mim, que gosto de ligar os pontos sozinho, acaba tirando um pouco da graça. O motivo dessa escolha é explicado mais pra frente, mas ainda assim não me agradou.

Outro ponto negativo são os vilões. Aqui lidamos com a questão de quem é o verdadeiro inimigo. Existem nomes possíveis, e você pode deduzir quem é lendo os documentos e fazendo suas próprias anotações. A história tenta desviar sua atenção, mas, como é linear, acaba revelando cedo. Então, a graça fica em descobrir antes da revelação e ver se você acertou.

Eu fiz apenas um final, mas aparentemente existem outros. Inclusive, vale prestar atenção nas conquistas do jogo. Acho que tem algo ali. Eu finalizei e fiz só metade delas. Tem uma em específico que... bom, quando você jogar, vai entender.

Jeok Sak Sojmene (Em Busca de Respostas)

A gameplay é simples, você é colocado em cenários conforme a história avança, coleta pistas interagindo com documentos e objetos e resolve puzzles. Para ajudar você tem um caderno que anota e desenha os pontos princiais que vão ajudar você solucionar um quebra-cabeça.

O nível é moderado, ficando mais difícil perto do final. Não precisei usar dicas, mas não se engane, fiquei preso por uma hora em dois puzzles diferentes no meio da campanha.

Existe um modo difícil, no qual você não tem o auxílio do caderno nem algumas interações automáticas. Para quem busca mais imersão, é a melhor opção, e você pode ativar ou desativar a qualquer momento.

Mesmo com o caderno, você ainda precisa pensar. Ele mostra apenas os detalhes principais, então em alguns momentos precisei revisitar documentos para entender melhor o contexto.

Eu até comecei a montar um quadro de investigação usando o Miro, mas não vou incluir aqui por conta de spoilers. Acabei abandonando a ideia no meio da campanha e usei apenas para ajudar nos puzzles.

Hejarkar (Conclusão)

Olha, é um bom jogo, sem sombra de dúvidas. Uma aventura casual com alguns momentos de desafio. Talvez existam mais coisas no pós-game, mas como essa análise se baseia na minha primeira experiência completa, não tenho como afirmar. Ainda assim, é interessante ter conteúdo adicional.

Os outros aspectos, como gráficos e áudio, são bons, mas não achei necessário criar uma seção só para eles, então deixei para comentar aqui no final.

Obrigado, aventureiro, por ler até aqui. E não esqueça de colocar Call of the Elder Gods na sua wishlist da Steam.

Por que eu usei uma linguagem diferente? Do que você está...

Leah Riehj Lareh Na Oier Assh Sakar (Nós precisamos de você, o mundo depende, nos ajude).

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