Olá, pessoal! Chegando na casa para somar na equipe de redação da Blast! Meu nome é Filipe Sá (mas podem me chamar de Folopeh) e estou aqui para dividir novidades, divagações e achados do universo nerd e geek. Para marcar minha estreia por aqui, resolvi trazer um jogo que andou consumindo várias das minhas noites recentemente: Conquest of Elysium 5 (CoE5).

Desenvolvido pela Illwinter Game Design e lançado em agosto de 2021, CoE5 é o quinto capítulo de uma franquia de estratégia e fantasia bem particular. Ele passa longe de ser um espetáculo gráfico ou sonoro, mas compensa essa simplicidade visual indo direto ao ponto. A história rasa serve apenas de pano de fundo para colocar 27 facções distintas para sair no soco pelo controle do mapa.

A premissa é simples na teoria e brutal na prática. Você precisa gerenciar exércitos, coletar recursos e conquistar pontos estratégicos para dominar o mundo de Elysium. Perdeu todas as suas cidadelas ou teve todos os seus Generais eliminados? É fim de jogo. Sem choro.

🎮

Os Generais são as peças mais críticas do seu exército em CoE5: sem eles, suas tropas ficam completamente imóveis pelo mapa.

Manual? Que manual?

O jogo não segura a sua mão. Esqueça tutoriais longos ou guiados. CoE5 entrega um texto introdutório resumindo a história da facção escolhida, seus recursos especiais e o papel das unidades. O resto é com você.

Para o meu primeiro teste, selecionei a facção Senator, inspirada no Império Grego e recheada de unidades militares e mágicas. A facção começa fraca em termos de combate bruto, mas ganha bônus passivos de ouro e comércio enquanto o General-Senador permanecer vivo. A meta era clara: encontrar uma Megalópole, realizar o Ritual de Coroação e transformar o velho político em um deus literal.

Um começo promissor!
Um começo promissor!

Dei sorte de começar perto de uma Floresta Anciã, um ponto perfeito para recrutar sátiros no futuro. Montei o plano expansionista e avancei o primeiro turno. Logo no segundo turno, fui esmagado e perdi a partida.

Não notei que uma tropa de Independentes estava marchando diretamente para a minha única Cidadela. CoE5 é exatamente isso: em um momento você faz planos divinos, no outro é atropelado por uma força neutra porque piscou na hora errada.

Recomeçar, ajustar e marchar

Novo jogo, nova tentativa.
Novo jogo, nova tentativa.

Na segunda tentativa, o mapa me colocou em uma península com defesas naturais facilitadas. Comecei escolhendo a segurança: estruturei a guarda do Senador com algumas tropas de Veles e fui explorar o redor com calma. Logo encontrei uma mina de ferro guardada por um capataz e 14 escravos.

Conquistar minas é vital no jogo, já que o ferro garante a criação das tropas mais pesadas do arsenal. Mas a forma como esses confrontos acontecem costuma pegar os desavisados de surpresa.

O sistema de combate automático considera tudo: ferimentos permanentes (unidades podem perder olhos ou ficar cegas), sanidade dos generais e equipamentos carregados. Às vezes, o embate resolve em segundos; em outras, você assiste a minutos de pancadaria entre exércitos gigantescos. Ignorar um ninho de Anões ou Kobolds por alguns turnos pode significar ter que lidar com uma praga descontrolada no futuro.

Além da Superfície

As notícias do mundo chegam a cada virada de turno. E foi em uma dessas notificações que soube que o General Necromante inimigo tinha sido destruído por Horrores da região. Menos um problema. Mais alguns turnos e outra facção caiu sozinha, deixando apenas o Druida na disputa final. A IA do jogo não prioriza a autopreservação, o que costuma gerar essas baixas bizarras pelo mapa.

O ritmo também muda com as estações do ano. Quando o inverno chega, a produção de ouro cai drasticamente e as tropas se movem a passos de tartaruga na neve. Foi nesse período travado que enfrentei a perda de unidades exploradoras para aranhas gigantes nas matas e precisei recompor meu exército do zero, investindo em Balistas e Arqueiros.

Depois de conter as investidas do Druida em minhas fronteiras, recebi um aviso urgente no painel: uma força oculta estava erguendo um monumento para Hades. O jogo colocou um relógio regressivo na tela com o aviso claro de que aquela construção precisava ser destruída antes do fim do mundo.

Dez planos para dominar

Esse detalhe do monumento revela o maior trunfo de CoE5. A partida não fica restrita ao mapa de Elysium. O jogo conta com dez planos exploráveis diferentes.

Hades é um desses locais e funciona de forma literal: todas as unidades mortas em Elysium vão parar lá. Você pode explorar os subterrâneos do mundo, marchar até o Inferno ou subir as escadarias até o Paraíso tentando derrubar divindades. Se conseguir capturar um assentamento nesses locais, seu domínio cruza as fronteiras da realidade.

Suporte a Mods

A comunidade do jogo mantém quase 700 mods ativos na Oficina da Steam. Dá para adicionar facções inspiradas no universo de Warhammer (como Skavens e Necrons) ou criar partidas onde você atua apenas como observador do caos.

Mods disponíveis na Steam
Mods disponíveis na Steam

No fim das contas, consegui interceptar os exércitos restantes do Druida e garanti a vitória na partida. O gráfico de desempenho final mostrou que minha gestão foi péssima e cheia de gargalos, mas uma vitória continua sendo uma vitória.

Conquest of Elysium 5 é uma excelente opção para quem busca profundidade tática, boa rejogabilidade e partidas dinâmicas, sem se importar com gráficos datados. A experiência solo rende boas horas e o modo multijogador traz uma camada extra de imprevisibilidade.

E você, já conhecia o título ou curte jogos de estratégia nesse estilo mais cru? Qual facção faria mais o seu estilo em uma partida? Deixe seu comentário logo abaixo e mande suas recomendações de games parecidos! Um brinde aos 20 anos da Blast, até o próximo texto e WOLOLOOO!

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Comentários
1 comentários
Joke2 semanas atrás
Bem interessante, só me falta tempo pra conseguir testar.