Quem nunca sentiu vontade de tirar as calças e pisar em cima? Mas calma, o que ocorreu no dia 9 de janeiro de 2011 foi algo um pouco mais organizado.
O chamado No Pants Day reuniu cerca de 500 pessoas ou mais para o flashmob que ocorre no mundo inteiro. Os participantes deveriam entrar no metrô em grupos pequenos ou fingindo não se conhecerem e, passado algum tempo, tirarem as calças. Sim, sem motivos aparentes.
Para aqueles que eram novos no assunto, eram passadas instruções como: “Se alguém perguntar o que está acontecendo, diz que não sabe, que tirou as calças porque estava com calor, deu vontade ou enfim... colocaram pó de mico nelas”.
A concentração iniciou-se às 14h em frente à estação da Luz. Até às 16h, horário limite de saída, pessoas entre 10 e 30 anos de idade, principalmente, foram chegando e se organizando em grupos. Cada um teria um trem, um vagão, uma estação para começarem a despir-se, e, claro, um líder que deveria passar todas as informações necessárias.
Com grande entusiasmo e respeito, poucos foram aqueles que mantiveram a vergonha ou medo após alguns minutos. Houve inclusive mudança de linha, quando todos saíram já sem calças na estação e surpreenderam ainda mais quem já estava dentro.
Além do metrô, a Avenida Paulista também foi palco para aqueles que desejavam “se sentir a vontade”. Após alguns minutos próximos ao bairro Consolação, o grupo encaminhou-se para a Rua Augusta e foi até o Anhangabaú. Até ali, algumas pessoas já tinham desistido da caminhada e ido para outro lugar (alguns com calça, outros não).
Frases como “Bumbum quer respirar!” e “Tira! Tira! Tira!” (para aqueles que insistiam ficar de calças, ou apenas riam da brincadeira) foram marcos durante toda a caminhada.
A partir do Anhagabaú, o grupo se desfez, e aqueles que ainda desejavam continuar se uniram e continuaram até a Liberdade, passando próximos a São Bento e Sé.
E num bairro como a Liberdade, o que não podia faltar, além de caras de espanto, era muita festa e brincadeiras entre aqueles que já se conheciam. Alguns entraram logo na brincadeira, outros precisaram de gritos e muito incentivo.
Com o objetivo cumprido e ameaça de alguns policiais estragarem a festa, todos colocaram as calças no devido lugar e voltaram para casa com uma certeza: IR AO PRÓXIMO NO PANTS.
A dica para aqueles que desejam participar dos próximos é ficar esperto com as regras. O objetivo do flashmob não é fazer uma cena vulgar e, sim, uma cena incomum; logo, calcinhas muito pequenas e cuecas do tipo elefantinho ou cinta-liga são aconselhadas a ficar no armário. Para as envergonhadas, vale até mesmo usar cuecas boxe ou samba canção.
O uso de câmeras fotográficas também deve ficar limitado, já que ninguém deve desconfiar que todos ali se conhecem.
Eu participei, e você? O que acha de toda essa história? Tiraria as calças no metrô/rua ou ficaria apenas de fora olhando? Dê-nos sua opinião.
A foto acima é internacional, preferi não levar a câmera para não me sentir tentada a quebrar as regras. A foto mostra como o mundo inteiro está unido ao tirar as calças.
Publicação original de 14/01/2011. 1 imagem desta publicação não sobreviveu à migração de 2013.