Resenha de Dark World, de NightingeiL (Free-Will, 2011). Nota: 6,5.
Quando Kon (ex-La’Mule) e kaie (ex-Vasalla) anunciaram em 2008 que voltariam com um novo grupo e lançaram CDs naquele e no ano seguinte, o NigtingeiL parecia dividido entre tentar recapturar o visual kei tradicional que os membros praticavam durante os anos dourados no selo Soleil e se manter atual com o que é feito hoje no cenário.
Lançamentos depois, a banda continua tão em cima do muro quanto naquela época. “Dark World” abraça o visual rock tradicional do fim dos anos 1990. Começa pelo refrão, é rápida, chiclete e nervosa. Enquanto “EVENT” é exatamente o oposto. Tem inserções eletrônicas e clima sexy. Se rearranjada, entraria tranquilamente num CD com o nome de KIYOHARU estampado na capa.
O que não significa necessariamente que as duas são músicas ruins. Na verdade, a banda vai realmente mal tentando unir um pouco dos dois mundos, como em “Kokuhaku” — um pacote de quatro minutos com boas ideias perdidas na bagunça que é o arranjo da canção.
O NightingeiL ainda vive uma grande crise de identidade. Um atributo maior do que ser só a nova banda dos ex-integrantes desse ou daquele grupo. Eles já provaram que ainda são competentes — “Shippai no Boku, Seikō no Kimi” é facilmente uma das melhores músicas da produção visual da última década —, mas falta dedicação para sair da sombra do passado.
Publicação original de 29/09/2011.