Olá, queridos leitores desta coluna. Depois de um tempo de atraso, aqui estamos com a ganhadora da nossa última votação. Na coluna passada, pedimos para que os nossos leitores votassem em três músicas do Kagrra,, já previamente escolhidas, e tivemos como a grande campeã a canção “Sakura Maichiru Ano Oka de”.

Particulamente, não poderia ter ficado mais feliz que foi essa a canção mais votada, já que essa música foi uma das primeiras composições do grupo (ainda da época quando a banda se chamava CROW). É também sempre a última música que a banda toca nos shows, o que acabou levando a turnê final do grupo a ganhar o nome de “Sakura Maichiru Ano Oka de” como subtítulo. Dessa maneira, tenho certeza que se fosse para prestar uma homenagem a Kagrra, esta deveria ser a música escolhida, já que ela representa o “encerramento” de todo o espétaculo que só o Kagrra, pode proporcionar.

Acompanhem, então, a tradução abaixo.

Japonês (Rōmaji)Tradução
Sakura maichiru ano oka de Naquela colina onde as flores de cerejeira se dispersam
Letra: Isshi Composição: Kagrra,
inochi ga nakunareba hito wa tsuchi to kashi kioku sae mo
kaze no naka tokekomu yō ni todokanu basho e to kaeru
Quando alguém perde sua vida, até suas memórias se transformam em pó
E como se derretessem entre os ventos, retornam para um lugar inalcançável
shikkoku no yami no naka hitori sono ashimoto o yurashi
kakemeguru omoi dake sora ni sora1 ni suikomare kieta
Sozinho no meio da profunda escuridão, o chão ao meu redor balança
E as memórias que me percorrem desaparecem, absorvidas pelo céu e pelo espaço
koko kara mioroshita oni no machi wa totemo kurosugite
tōnoku ishiki sae akai hi no ko tobashi kieuseteku
A cidade dos demônios que eu vi daqui de cima era tão escura
Até a minha distante consciência está morrendo, jogada às faíscas do fogo vermelho
sode o tsukande mawaru watashi o
anata ga tomete yasashiku dakishimete hoshii
Segurando minhas mangas, eu perambulo
Desejando que você me encontrasse e me abraçasse gentilmente
hibikiwataru nakigoe hieta kono tenohira ni wa mō
anata e no omoi sae tsukamu koto mo yurusarenu mama
Uma voz a chorar ecoa, a palma desta mão gelada
Já não mais permite que eu abrace os sentimentos que eu tenho por você
oboroge na tsukiakari ude o nobasu sube sae mo naku
setsu nai2 kono inochi o kumo ni utsushi hakanage ni ochita
A fraca luz da lua; não tenho nem mesmo como esticar meus braços
Esta vida dolorosa refletiu-se nas nuvens e tornou-se transitória
anata no ikitekita oni no machi wa totemo sabishikute
hatenai itami kara tōku tōku tōku nigetakute
A cidade dos demônios onde você viveu era tão solitária
Que eu só queria fugir da dor infinita para longe, bem longe
watashi no ikitekita oni no machi wa totemo sabishikute
hatenai itami kara tōku tōku tōku nigetakute
anata o shita ni mite watashi hitori kage o daite nemuru
A cidade dos demônios onde eu vivi era tão solitária
Que eu só queria fugir da dor infinita para longe, bem longe
Dormirei abraçando uma só sombra, lhe assistindo daqui de cima
ano oka kara keshiki wa suikomaresō na tenkū ni
ankoku no zokusei wo waketa watashi wo torimaku sakura ga mau
Na paisagem daquela colina, que parece ser engolida pelo firmamento
As pétalas de cerejeira dançam ao meu redor, distantes do escuro mundo humano

Notas

  • 1 Nesse verso, Isshi escreve chū (宙), espaço ou ar, mas canta sora (空), céu, duas vezes.
  • 2 Na letra original, Isshi escreve setsu nai (刹ない), que pelos ideogramas pode ser lido como sem templo. Entretanto, este parece ser um jogo de palavra com o termo setsunai (切ない), que significa doloroso. Logo, você pode interpretar esse verso das duas maneiras. O sem templo, obviamente, ganha um contexto religioso, como uma alma que não tem onde descansar.

Publicação original de 22/01/2011.

Compartilhar
Comentários
0 comentários