Resenha de GO, de girugämesh (Danger Crue, 2011). Nota: 4,5.

GO traz o Girugämesh de que nem todos os fãs gostam muito. Escutar algumas músicas meio pop no meio de tanto visual kei até se tornou normal para os fãs, mas o álbum veio como um banho de água fria a todos que esperavam um álbum que lembrasse algo perto de NOW. E, assim, os integrantes mostram que, apesar de serem uma boa banda, terem uma boa qualidade de composição e ótimas ideias, é possível produzir um trabalho nem tão fácil de se escutar. Satoshi está com seus vocais em ótima qualidade, os solos de Nii estão bem feitos, Shuu mostra que seu baixo sempre está lá para encher todas as vibrações que são graves e não falta nenhum prato na bateria de Яyo, mas quando se escuta o álbum, podemos sentir que não é o mesmo que fez o álbum 13’s reborn.

Não gosto de criticar para o lado ruim, mas devo admitir que, com este álbum, são poucas músicas que se salvam. E, ao escutar o single “Inochi no Ki”, com a música “Vision”, esperava que o álbum pudesse trazer muito mais peso do que existe nele. A banda vem escolhendo colocar elementos eletrônicos e samples ao fundo, que tiram muito do que deveria ser a parte humana da coisa, e deixa o trabalho muito mais pop do que se esperava.

Ao exemplo do álbum anterior, GO começa com “Opening”, que funciona como abertura para a música “destiny” e para o álbum. É uma entrada eletrônica, que faz você se sentir escutando Summer eletrohits 5, mas, como abertura, está muito bem-produzida. Bateria eletrônica, vocal com efeitos, e começa “destiny”, com a guitarra de Nii, e o baixo de Shuu. Se você não escutou “Opening” e pulou a primeira música, não perdeu nada: “destiny” tem efeitos, uma bateria com um groove bom. É dela que foi feito o primeiro PV do álbum.

“EXIT” parece colocar o álbum novamente aos trilhos. Lembra muito as músicas mais antigas, e existe um bom solo de Nii. Após, “COLOR”, que não se tem muito o que falar, apenas que já possui um single, e é embalada também. Nos deixa com vontade de continuar a ouvir o CD para saber o que vai acontecer.

“13 days” começa com um baixo em bom groove, mostrando novamente que Shuu sabe manter as coisas sozinho. Uma música que apesar de simples, surpreende por sua vontade de aparecer no meio do álbum.

“MISSION CODE” segue te mostrando que apesar de possuir uma ótima cozinha, a banda opta por deixar diversas vezes Satoshi cantando sozinho com a batida eletrônica. Embala, mas não convence.

“Mienai Kyori” mostra que o Girugämesh continua optando em deixar o CD mais pop, mas ainda incrédulo, e, pela boa qualidade da música, que mais parece uma mistura de funk (o americano, por favor... o carioca é imperdoável) com partes de metal, e partes acústicas de outras músicas. Com “Saikai”, as músicas calmas e belas de bandas visual kei são recordadas. Lembra muito as grandes baladas. Realmente impressiona. Tem um solo de baixo muito bem-colocado, e Nii mostra que ainda sabe escolher as notas certas, ainda que não seja no meio de fritaceiras nem de riffs. Satoshi deixa seu vocal belo e límpido. Sem dúvida uma das melhores músicas do álbum.

“Calling” parece ter vindo como uma abertura de “Never ending story”. Traz uma idria do que pode ser esta banda, mas não convence.

“Never ending story” parece trazer toda a parte que os fãs estavam esperando do Girugämesh que esteve perdida no álbum até aqui. “Agora que vai começar a ficar bom!!”. Ledo engano.

“Inochi no Ki” é a música tema do último Single. Mais uma música relativamente calma, e sem muito sal.

E acabou.

Sim, 11 músicas apenas, e um álbum que nos deixa querendo mais peso e força de vontade de uma banda que já produziu tantas coisas boas. Nos frusta saber que, quando começa a ficar bom, a coisa termina.

Com tantas músicas boas, acredito que se o Girugämesh não mudar um pouco a proposta, deverá tirar de suas referências, o j-rock. O álbum deixa muito a desejar.

Bom, vamos aguardar para ver o que vem pela frente do Girugämesh.

Obrigado por lerem! Agradeço aos comentários!^^


Publicação original de 02/02/2011.

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