Não sei quantos e vocês já sabem, acredito que seja algo ainda não muito divulgado, mas o nosso querido Loki estará de volta aos palcos pela primeira vez desde o fim do Sugar, no meio do ano. Por enquanto é apenas uma “session band” que até já tem o nome de König e se apresentará com músicas próprias, tendo como suporte Hibiki, que saiu a pouco do the studs e Iori, atualmente no cocklobin. Algo me diz que temos o começo de uma carreira solo, e um começo que só pela escolha dos músicos de apoio já vale o ingresso. Principalmente por Iori!

Ele é um desses caras que estão no visual kei há sabe-se lá quanto tempo e nunca saiu do anonimato. Sua principal atividade está no Nagoya kei, com as excelentes Phobia e Lamiel, ambas de grande importância para a segunda onda de bandas daquela cidade. Há pouco ele tentou a sorte fora de lá com Siva, mas pulou fora mais uma vez. Agora temos Iori em mais uma banda promissora; cocklobin é, até o presente momento, a melhor banda revelação do ano, uma retomada as origens quase extintas do Nagoya kei bem diferente do que ele próprio fazia no começo da carreira. E por quê? Me perguntei isso e fui atrás do outro grande nome do cocklobin: Nigu, o vocalista de voz bem distinta.

Em busca do passado de Nigu fui ouvindo os trabalhos anteriores, meio por alto, como costumo fazer quando só quero ter um panorama geral para posteriormente, caso haja interesse, um aprofundamento. De sua primeira banda, babysitter, além do nome engraçado, pouco mais me chamou atenção. A maioria das músicas é tão mal-gravada que acaba perdendo qualquer atrativo. A essa irei dar mais outra chance quando encontrar algo menos abafado de se ouvir. Sua segunda banda parecia ir pelo mesmo caminho, e eu já me perguntava quando eu iria poder ouvir o motivo dele ter tantos fãs há tanto tempo. Então fui surpreendido por “exploder”, tomei um golpe forte na nuca ao ouvir uma das melhores músicas de todos os tempos. É uma daquelas músicas que te pegam de surpresa e não largam jamais. Para mim, ouvi-la foi o equivalente a ouvir “Morte e Vida Stanley” pela primeira vez. Infelizmente, para vocês, estarei retirando todo o fator surpresa, mas espero que me perdoem, ao fazer isso tenho as melhores intenções, espero antecipar e direcionar àquilo que gosto. Se é exagero, vocês só irão saber ouvindo; aconselho fones, qualquer música fica duas vezes melhor quando ouvida com fones.

EXPLODER

Agora que vocês ouviram só poderão ter duas linhas de pensamentos: a de que eu sou um exagerado de gosto duvidoso, ou então estarão repetindo a música enquanto, eufóricos, enquanto leem, meio sem foco, o que eu ainda tenho para dizer. Não tenho muito mais, apenas a conclusão: “Exploder” é o melhor do Nagoya kei. Pega a psicose moldada por Merry go round e vocalizada por alguém bem fã de Laputa; a base geral para a música parece ter sido The Cure, com “One Hundred Years” e todo aquele clima denso das guitarras, mais uma fusão de trace.

Além de todo esse meu discurso, ouvir uma música tão diferente quanto “exploder” serve para, ao menos para mim, para mostrar o quanto de sentimento ainda pode ser posto na sonoridade clássica do visual kei. E sem a prepotência (para não descer o nível) de querer mostrar que sabem fazer algo diferente emulando new metal americano. É o tipo de música que eu mesmo gostaria de ter feito, que me faz ter um pouquinho de inveja por aqueles amarelos.


Publicação original de 31/10/2009. 2 imagens desta publicação não sobreviveram à migração de 2013.

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