No filme vemos a ascensão de um dos maiores assaltantes a bancos da história, John Dillinger (Jonnhy Depp) e também o início do FBI. John Dillinger tinha a simpatia da população e não era difícil para ele se esconder e encontrar aliados entre os cidadãos americanos. No entanto, quando J. Edgar Hoover, com o intuito de provar a importância dos serviços da corporação FBI, nomeia Melvin Purvis, como o agente de campo para perseguir os passos de Dillinger, tudo começa a mudar.
Uma escolha de elenco primorosa nos apresenta um Johnny Depp impecável como nunca em sua versatilidade, sem as caras e bocas ainda mantém um tom sarcástico para Dillinger que o deixam carismático diante da plateia. Christian Bale, que a crítica sempre adora dizer que foi ofuscado por seus parceiros de cena, cumpre mais uma vez com integridade seu papel e nos apresenta um Batman Melvin Purvis obstinado pela justiça. Dois dos atores que eu considero os melhores desta geração, apesar de terem estilos completamente diferentes na forma de abordar e criar personagens, juntos eles solidificam a história para entendermos estes homens fiéis as suas crenças.
Apesar de ser uma história interessantíssima de ser contada, a fotografia do filme deixou muito a desejar. Várias vezes com a granulação estourada, ou seja, percebíamos pontinhos no filme, a qualidade estava baixa. Outra coisa que me incomodou muito foi a diferença de cor entre cenas. Ora estava tudo muito contrastado, muito amarelado, ora estava tudo iluminado igualmente com luz branca. Essa diferença brusca entre cenas pode até ser um recurso estilístico do diretor de fotografia, mas eu nem gostei.
Além das cores, a câmera também tinha um recurso nada inovador e nada interessante. A famosa “câmera na mão” é simplesmente, como o nome já diz, não usar nenhum apoio para fazer as tomadas. O problema nesse estilo é o jeito que se utiliza e a quantidade de vezes utilizada no filme. Em horas de cenas de ação ou perseguição acho que seria interessante o uso. Nas cenas de diálogo, o uso tradicional dos cortes ou uma movimentação de câmera menos brusca ficariam melhor. Ninguém precisa chacoalhar a cena para entender que estão falando de alguma coisa importante. Dj Tiano Um amigo meu super fresco ficou com dor de cabeça por causa da grande instabilidade da câmera.
Eu acredito que o problema não é a câmera chacoalhar. Todos que viram A Bruxa de Blair ou Cliverfield sabem o que é “câmera na mão”. Mas nesses filmes, a fotografia usa esse recurso para contar uma história em primeira pessoa e, além disso, não treme. A câmera “flutua”. A diferença é que no filme Inimigos Públicos acredito que houve realmente uma câmera numa mão e não como normalmente é usado, uma câmera presa em um equipamento que dá estabilidade ao operador que por fim segura tudo.
É isso, se não fosse pela fotografia horrorosa, o filme seria ótimo porque os atores dão um bolão.
Publicação original de 07/08/2009. 2 imagens desta publicação não sobreviveram à migração de 2013.