9月3日

Boa tarde, leitores!

Hoje fui recepcionado por duas garotas, a Akiko-san e a Chihiro-san. Ambas estudam português na faculdade, mas não passaram do ‘oi, tudo bem?’, então o jeito foi ficar no japonês. Bom, assim que um estrangeiro chega ao Japão, ele deve retirar um registro de estrangeiros na prefeitura. Aqui somos muito avisados sobre a organização do lixo que até mesmo para os japas é meio difícil. No momento, ainda é extermamente complexo pra mim entender o sistema, assim que tudo ficar mais claro eu falo melhor sobre o assunto.

Como esperado, o atendimento na prefeitura é excelente, se atentam em todos os detalhes e sempre explicavam algo quando não entendíamos (e não foram poucas vezes). A Akiko-san e a Chihiro-san também foram ótimas, muito gentis e atenciosas. Espero que essa gentileza venha delas, e não de pedidos de professores.

Voltando à questão do atendimento, para vocês terem idéia, no dia que chegamos ficamos andando até umas 3 da manhã. Aqui não tem muitos postes, só em algumas avenidas (em algumas ruas a iluminação depende de fachadas luminosas de lojas, que são várias). Apesar disso, a tranqüilidade e segurança é irreconhecível por nós, brasileiros, ao ponto de encontrar uma bicicleta na praça, sem trava nem nada, e só dali uns 10 minutos o dono voltar para pegá-la.

Em uma dessas lojas 24 horas, as chamadas conbini (lojas de conveniência), a moça nos atendeu sorrindo (sempre que entrar num restaurante, loja de celular, whatever, TODOS os funcionários vão dizer ‘irasshaimase’, algo como bem vindo), indicou o produto e a quantidade a serem compradas, recebeu o pagamento, contou as notas, automaticamente anunciou o troco, contou tudo até a última moeda e nos devolveu ainda sorrindo. Este é o procedimento padrão em todas as lojas (ah, e ao sair, todos os funcionários te comprimentam, também). Aqui o dinheiro é entregue e devolvido em uma cestinha, mas como bom estrangeiro que sou entreguei e recolhi de mão em mão, mesmo. É simplesmente impossível comprar algo de um humano aqui sem ter um tratamento de fazer inveja (digo humano porque existem ZILHÕES de máquinas automáticas, mas falo depois).

No outro dia, perguntei para a Akiko-san porque o atendimento era assim, e ela respondeu: “Okyaku-sama wa kami-sama”, ou seja, “O cliente é Deus”.

PS1: Agradeço ao meu irmão por intermediar a minha comunicação com meus pais, sei que ele fica de saco cheio.

PS2: Meu MP3, depois de ficar esgotado durante a viagem, recuperou as forças e agora posso ouvir música tomando POCARI SWEAT (finalmente, Brena! =D).

PS3: Tanto a Akiko-san como a Chihiro-san fizeram tudo por elas, mesmo. Elas sempre tem nos ajudado, mesmo hoje, quase 10 dias depois. Mas a melhor parte foi quando a Mariana, bolsista, fez caipirinha pra elas. Japoneses bebem!


Publicação original de 12/09/2008.

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