9月2日
Olá a todos! Como estou devendo posts, talvez post mais de um por dia. Bom, aqui vai mais um!
No post anterior não mencionei um brasileiro que encontramos logo em Guarulhos. Segundo o próprio, ia para o outro lado do mundo para trabalhar em fábrica, com emprego e residência acertados. É uma prática comum entre os descendentes japas que precisam de grana ou que só querem conhecer o país da maneira mais fácil ‘sem perder dinheiro’ (ambos são os famosos dekasegis).
Logo em Paris descobrimos que o nosso amigo só sabia português MESMO, e pelo modo simples com que tratava as coisas, notávamos que ele realmente ia pro Japão por necessidade. Ao chegar em Tóquio alguém iria recebê-lo — e eis que a pessoa não estava lá. Descobrimos então que ele levava consigo apenas 23 reais! Procuramos uma atendente da empresa aérea pela qual viajamos e ela, com uma atenção e boa vontade rara de se ver, ligou para o celular do encarregado para buscá-lo e acertou um local de encontro — isso depois de muita conversa entre nós, bolsistas, e a atendente. Apesar do nosso japonês ser bem básico e dos mal-entendidos, ela nunca ameaçou desistir. Depois, deixou a recepão (colocou uma plaquinha de ‘fechado/volto logo’) e fez questão de levar o nosso companheiro de viagem até o lugar onde ela havia combinado com o cara da empresa (que era brasileiro, pelo menos).
Pois é, inúmeros casos como esse ocorrem pelo Japão, mas nem todos têm a sorte de encontrar pessoas bem intecionadas como a recepcionista ou brasileiros que possam ajudar. A partir de agora só espero que tudo dê certo para ele, mesmo sem saber o seu nome.
PS1: Um dos bolsistas anotou um e-mail para contato, mas até agora nada. Até o momento, entender o mundo japonês vêm sendo bem difícil. Espero realmente que ele tenha conseguido.
PS2: Vou ficar escrevendo posts aqui até me expulsarem.
PS3: Não vou mais alterar a ordem dos PS (sim, tem vários e já antecipei alguns).
Publicação original de 11/09/2008.