9月4日
De volta!
Hoje fomos a Osaka, a segunda maior cidade do Japão, que fica a menos de 1 hora de onde estou, caso vá de trem (para efeito de curiosidade: 1º: Tóquio; 2º Osaka; 3º Fukuoka).
Em Tenri, onde estudo, é comum encontrar em lojas de conveniência (em todas, mesmo) revistas pornográficas de pessoas e de anime, bem à vista, geralmente do lado de onde pega refrigerante/suco, na cara do cliente. Em Osaka, por várias avenidas, é algo totalmente escancarado, praticamente 1 a cada 5 lojas são eróticas/pornográficas/sexuais, a maioria com filmes, mangás, etc. tanto ‘live action’ como desenho(!). Em alguns casos, tem até setinhas indicando boates (sim, bem no meio da avenida! Tipo, segundo andar enfermeiras, terceiro andar cosplays, e assim vai, se quiserem saber o preço eu posto aqui).
Pior são os japas. Eu os divido em dois grupos: aqueles que ignoram lojas, pessoas e só obedecem sinalizações, qualquer ato humano é besteira; aqueles que param em frente as lojas, checam os pôsteres para ver se encontram o que procuram e entram (geralmente sempre entram), nem ligando para as pessoas (e passa muita gente, cada um desses que fica um tempo parado já atrapalha o trânsito).
Bom, voltando a falar sobre Osaka, os brasileiros (a professora responsável pela bolsa, por exemplo), comparam São Paulo a Tóquio e Osaka ao Rio de Janeiro. Aqui os japoneses são mais calorosos, e não é a toa que a Chihiro-san é de lá. Há japoneses que dão ‘abraços grátis’ (free hugs) e tiram fotos (obviamente, eu fui lá).
Aqui há todo o tipo de japa, tanto de personalidade como de visual. Desde os certinhos até os mais maquiados, seja homem ou mulher. Para quem conhece é gosta de Visual Kei e suas variações, aqui é um prato cheio.
Além disso, há música por todo o lugar: mas lojas (mesmo pequenas) é comum ver perto de alguns produtos um monitor passando a propragando do mesmo produto com algum artistas famoso e, acredite, chama muita a atenção! Em meio às avenidas, telões, outdoors e outras coisas monumentais, tanto eletrônicas como arquitetônicas. Em alguns lugares tradição e modernidade se confrontam.
Uma coisa bem importante na ida a Osaka foi o transporte, mas vou deixar pra falar disso mais tarde, também.
Na volta a Tenri fomos na festa de despedida de uma brasileira, bolsista assim como eu, que veio ano passado. Encontramos um casal de brasileiros que toca bossa nova pelo Japão, e inclusive tem uma escola de samba aqui perto, e a maioria dos participantes são japoneses, mesmo. Alguns deles, inclusive, estavam na festa.
Aliás, festa no Japão é: ir num bar/restaurante, sentar-se ao redor de uma mesa, num ambiente mais ou menos fechado, beber, comer, rir e se divertir. A festa era pra Monica, bolsista, mas muita coisa saiu de graça pra gente. O álcool me ajudou na comunicação. No fim, ficamos até madrugada conversando.
PS1: Agradeço à Monica, bolsista, por todo o apoio, ajuda e atenção que nos deu. Facilitou muito a nossa adaptação.
PS2: Comprei minha câmera digital, mas o cartão de memória era diferente, então terei que voltar para Osaka pra trocar. Sabe Deus quando (mesmo Osaka sendo perto e barato)...
PS3: Reconheci vários artistas pelas lojas, vídeos e comerciais, o que me deixou muito feliz. Alguns deles foram: YUI, Hamasaki Ayumi, Mr. Children e Perfume.
PS4: Ainda vou comprar alguma dessas revistas ‘porn’, tirar fotos e postar aqui, se o Hick/Guideki deixarem. Elas parecem ser... estranhas.
Publicação original de 12/09/2008.