E aê, povo. o/
Tô aqui como apresentador do programa Blast! Debate. Me vi na necessidade de descrever a experiência maravilhosa que eu passei no domingo passado, às dez da noite. Não, eu não estava no shopping, nem no cinema, no teatro, nada parecido. Eu estava em casa. Em frente ao computador. E tinha algumas centenas de pessoas, mesmo que indiretamente, querendo me ouvir.
O debate foi uma atração mágica. Não necessariamente pela questão que discutimos, nem pela audiência naquele momento, mas sim pela proposta e pela função que eu teria que desempenhar dali aos próximos 60 minutos. Pode parecer até meio dramático da minha parte, mas o Blast! Debate, um programa que tanto planejamos e tentamos concretizar, finalmente ia ao ar.
Vou admitir que eu não estava nervoso. Afinal de contas, já tô apresentando programas na rádio há um tempinho considerável. Mas, enfim... mais do que nunca, eu tinha que fazer bonito e, principalmente, não podia cometer nenhuma gafe. A discussão girava em torno do uso corriqueiro de Visual Kei. Quando este é o assunto, você pode confundir conceitos, errar em pronúncia ou até fazer algum comentário infeliz involuntariamente, deixar "escapar", transparecer alguma coisa.
O que importa é que, em se tratando de estrutura técnica e de equilíbrio mental do DJ que vos fala, as coisas até que foram bem. Aliás, fico pensando no que levantar como problema. E essa parte do discurso eu deixo pra vocês, ouvintes que acompanharam a primeira edição do Blast! Debate. No meu ponto de vista, não houveram impasses. O mais difícil foi espremer toda a discussão para terminar em uma hora (não pude ler os comentários da galera que participou pelo Orkut e tive que interromper a discussão que rolava no chat do site).
Sobre a discussão em si, vou destacar alguns pontos:
- Simples peças de vestuário ou complemento visual para bandas? Muitos ouvintes questionaram o uso do Visual Kei como simples peças de vestuário, quando na verdade trata-se de um complemento visual para as bandas do mesmo gênero musical. Alguns artistas integrantes de grupos Visual Kei/J-Rock nem se vestem daquela forma depois dos shows e/ou gravações de videoclipes. Trata-se, portanto e segundo muitos, de um elemento de performance, e não de uso corriqueiro.
- Uma questão de aceitação social? Tivemos o depoimento de um ouvinte que, anos atrás, quando mais jovem, aderiu ao estilo visual característico dos chamados headbangers, apreciadores do metal (segundo o ouvinte, se o Visual Kei tivesse a popularidade que tem hoje naquela época, ele seria um dos adeptos também). Agora, já na idade adulta, mesmo que ele ainda se identifique com o visual que já usou antes, não seria aceito no meio social em que vive, principalmente em termos de atividade profissional.
- Visual andrógino? O Gackt pode ser gay. O Miyavi pode ser gay. Mas, em geral, ainda que o Visual Kei lembre determinados aspectos estéticos femininos, os músicos que aderiram ao movimento não são homossexuais. No Brasil, imagino e até entendo que seja difícil para as pessoas mais conservadoras admitirem a heterosexualidade do Rame (Vidoll), por exemplo, já que as noções de beleza sutil e performance visual num show musical no Japão são bastante diferentes das que temos por aqui. O que não pode haver é o chamado preconceito ou, pior, a imposição de rótulos. Esse lado da história é o mais triste e merece, quem sabe, um outro debate.
- E os posers? A questão da galera que se veste dessa forma com o intuito único de aparecer e se destacar tomou conta da maior parte do horário do debate. Os ouvintes se mostraram revoltados com os jovens que, mesmo debaixo de um sol de 40ºC, mesmo não conhecendo o estilo ou as bandas que se influenciaram pelo estilo, estão vestidos com couro preto da cabeça aos pés. A conclusão? Ainda que contribuam com a popularização do movimento em vários meios de comunicação, os posers constituem um problema sério quando o assunto é am expansão do legítimo movimento Visual Kei pelo Brasil.
Até o próximo Blast! Debate, caros leitores! A questão dessa semana é: Até que ponto o gosto por animes é saudável? Não deixe de participar do chat pelo Orkut, site ou fórum. A sua opinião é muito importante.
O programa rola domingo, às dez da noite. Até lá! o/
Tô aqui como apresentador do programa Blast! Debate. Me vi na necessidade de descrever a experiência maravilhosa que eu passei no domingo passado, às dez da noite. Não, eu não estava no shopping, nem no cinema, no teatro, nada parecido. Eu estava em casa. Em frente ao computador. E tinha algumas centenas de pessoas, mesmo que indiretamente, querendo me ouvir.
O debate foi uma atração mágica. Não necessariamente pela questão que discutimos, nem pela audiência naquele momento, mas sim pela proposta e pela função que eu teria que desempenhar dali aos próximos 60 minutos. Pode parecer até meio dramático da minha parte, mas o Blast! Debate, um programa que tanto planejamos e tentamos concretizar, finalmente ia ao ar.
Vou admitir que eu não estava nervoso. Afinal de contas, já tô apresentando programas na rádio há um tempinho considerável. Mas, enfim... mais do que nunca, eu tinha que fazer bonito e, principalmente, não podia cometer nenhuma gafe. A discussão girava em torno do uso corriqueiro de Visual Kei. Quando este é o assunto, você pode confundir conceitos, errar em pronúncia ou até fazer algum comentário infeliz involuntariamente, deixar "escapar", transparecer alguma coisa.
O que importa é que, em se tratando de estrutura técnica e de equilíbrio mental do DJ que vos fala, as coisas até que foram bem. Aliás, fico pensando no que levantar como problema. E essa parte do discurso eu deixo pra vocês, ouvintes que acompanharam a primeira edição do Blast! Debate. No meu ponto de vista, não houveram impasses. O mais difícil foi espremer toda a discussão para terminar em uma hora (não pude ler os comentários da galera que participou pelo Orkut e tive que interromper a discussão que rolava no chat do site).
Sobre a discussão em si, vou destacar alguns pontos:
- Simples peças de vestuário ou complemento visual para bandas? Muitos ouvintes questionaram o uso do Visual Kei como simples peças de vestuário, quando na verdade trata-se de um complemento visual para as bandas do mesmo gênero musical. Alguns artistas integrantes de grupos Visual Kei/J-Rock nem se vestem daquela forma depois dos shows e/ou gravações de videoclipes. Trata-se, portanto e segundo muitos, de um elemento de performance, e não de uso corriqueiro.
- Uma questão de aceitação social? Tivemos o depoimento de um ouvinte que, anos atrás, quando mais jovem, aderiu ao estilo visual característico dos chamados headbangers, apreciadores do metal (segundo o ouvinte, se o Visual Kei tivesse a popularidade que tem hoje naquela época, ele seria um dos adeptos também). Agora, já na idade adulta, mesmo que ele ainda se identifique com o visual que já usou antes, não seria aceito no meio social em que vive, principalmente em termos de atividade profissional.
- Visual andrógino? O Gackt pode ser gay. O Miyavi pode ser gay. Mas, em geral, ainda que o Visual Kei lembre determinados aspectos estéticos femininos, os músicos que aderiram ao movimento não são homossexuais. No Brasil, imagino e até entendo que seja difícil para as pessoas mais conservadoras admitirem a heterosexualidade do Rame (Vidoll), por exemplo, já que as noções de beleza sutil e performance visual num show musical no Japão são bastante diferentes das que temos por aqui. O que não pode haver é o chamado preconceito ou, pior, a imposição de rótulos. Esse lado da história é o mais triste e merece, quem sabe, um outro debate.
- E os posers? A questão da galera que se veste dessa forma com o intuito único de aparecer e se destacar tomou conta da maior parte do horário do debate. Os ouvintes se mostraram revoltados com os jovens que, mesmo debaixo de um sol de 40ºC, mesmo não conhecendo o estilo ou as bandas que se influenciaram pelo estilo, estão vestidos com couro preto da cabeça aos pés. A conclusão? Ainda que contribuam com a popularização do movimento em vários meios de comunicação, os posers constituem um problema sério quando o assunto é am expansão do legítimo movimento Visual Kei pelo Brasil.
Até o próximo Blast! Debate, caros leitores! A questão dessa semana é: Até que ponto o gosto por animes é saudável? Não deixe de participar do chat pelo Orkut, site ou fórum. A sua opinião é muito importante.
O programa rola domingo, às dez da noite. Até lá! o/
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