Olá, gente bonita! Top Top chegando neste lindo dia dos namorados. Para você, que tá encalhado, pelo menos ler alguma coisa boa (alocka). E vamos falar mal dos outros, aproveitando todo esse rancor que a data traz? Vamos falar de Roteiros Cagados? Mas, daí você me pergunta: “Como você vai determinar um enredo que está cagado”? Muito simples: para o roteiro ficar cagado, ele tem de começar bom. Caso contrário, ele é só ruim mesmo. Também não coloquei aqueles animes de mangás que nunca acabaram. Há diversas formas de se cagar um enredo, tais quais: grande número de personagens, guinadas sem sentido na história, vilões infelizes, contradição, repetição, repetição, repetição, enrolação, apelar para o comercial e apenas...
Peguemos, por exemplo, uma escala. Vamos chamar, apenas a título de exemplificação, ESCALA DRAGON BALL (doravante, EDB). Nesta escala, apenas por acaso, temos muito do que foi explicado acima: (X) Bom começo, (X) Mudanças na origem dos personagens, (X) Mortes que não fazem a menor diferença, (X) Surgimento de 999 personagens novos, (X) Total apagamento de vários personagens anteriores, (X) Mudança da ideia do anime, de aventura para destruição megalomaníaca, (X) Repetição, (X) Mais repetição, (X) Alguma repetição, somada a um novo corte de cabelo, (X) Venda de bonecos, (X) 10 capítulos só com o protagonista gemendo enquanto energias o rodeam. Entenderam? Então vamos lá.
10. Fullmetal Alchemist
Vou começar dizendo que eu GOSTO da primeira animação de Fullmetal. Sim, eu sei que a Brotherhood é muito melhor, é fiel ao mangá etc. Tô ciente. Só que eu gosto dessa, que eu posso fazer? Então, só que eu tenho consciência de que aqueles episódios finais foram feitos nas coxas e não têm nem pé, nem cabeça. E o filme para explicar o inexplicável? E o Envy dragão verde? Pode isso? Claro que não! É tão triste que nem vai pra frente na EDB.
9. Diablo III
O jogo é ótimo. O que decepciona é que a história é tão previsível, que fica meio: ahn, tá. O Ato II, por exemplo, não tem nem um momento surpreendente. Tudo bem, o Ato III é muito divertido, mas sem nenhum apelo de história. Não há, por exemplo, uma explicação plausível para você, SOZINHO NA VIDA, ir matar o capetão. É porque sim, zequinha e pronto. Na EDB ele peca por: repetição, falta de surpresas e os vilões que não são tão bons assim.
8. X-Men Origens: Wolverine
Eu fiquei relutante de colocar esse filme aqui. Sabem por quê? Ele não deriva de algo realmente muito bom, no caso os filmes de X-Men anteriores. Só que, comparando, ele é muito pior. E ainda anula/deixa sem sentido os filmes anteriores. Comassim Scott resgatado com zilhões de mutantes, meu povo? E o que era aquele Deadpool? Errado em tantas formas diferentes que valia sozinho uma colocação na lista de hoje.
7. Alien: A Ressurreição
Da série: PARA QUÊ, MELDELS? Para que continuaram além da trilogia. Para que clone da protagonista. Para que ser híbrio. Para que, PUCADIKÊ NESSE MUNDO o “mama” no final? Não aceito! Não permito! Não admito! EDB: destruição da continuidade dos filmes, zzzzzzronc de surpresas, explicações mais armadas que o cabelo da Adele... enfim, um caco.
6. Marvel Versus DC
A ideia: QUE MARAVILHA! O início do roteiro: Opa! O desenvolvimento: Takipariu, que é isso? Um exemplo claro de como o apelo comercial acaba com boas ideias. O que não faz sentido, eles venderiam de qualquer jeito, por que não fazer algo melhor? As lutas são corridas, tristes e de resultado duvidoso. O final, com as amálgamas de personagem, fica tão apelativo que a gente duvida do bom gosto dos roteiristas. Ainda bem que, depois, tivemos bons crossovers entre as duas fábricas de quadrinhos. Amém.
5. Final Fantasy: The Spirits Within
Maior decepcção da vida de muita gente. Porque foi vendido como um “filme de Final Fantasy”, só que não. Assim, claro, Final Fantasy tem roteiros completamente diferentes uns dos outros. A gente, entretanto, consegue facilmente identificar elementos conectivos da série. Que não existem neste filme. Todos sabemos o que se trata: teste de popularidade, apelo comercial e vontade de mostrar a tecnologia de animação da empresa. Fim.
4. Supernatural
Supernatural é uma das minhas séries preferidas na vida. Ou era. Enfim. O problema de Supernatural é o de várias outras séries americanas: o prolongamento desnecessário de sua vida útil. Eu mesmo só assisto porque quero que me respondam algumas coisas que estão em aberto. Apenas por isso, também, porque em uma EDB, atualmente a série peca por: repetição, falta de objetividade, desgaste dos protagonistas, mudança no foco (cadê o terror de cagar tijolos das duas primeiras temporadas? Virou caça aos monstros e só). Não há razão para continuar. Mas aí vem mais uma temporada... os, céus...
3. Bleach
Medalha de bronze para o NOVO Dragon Ball. Ah, não é, não? O início de Bleach era muito, muito, muito bom. Os personagens eram carismáticos e tinham razão de ser. Até você adicionar mais 40 personagens (sim, pode contar) deslocados e que acabam lutando por uns minutos de importância. Um roteiro que brica consigo para existir não pode ser bom, concordam? Agora, a semelhança maior está na repetição de plots. “Este é o inimigo mais forte do universo/mundo espiritual! Precisamos acabar com ele, mas não conseguimos! MALDIÇÃO! Esperem! O protagonista ganhou um novo nível/mudança corporal (gerando mais brinquedos), seremos salvos!” Repita o processo interminavelmente. Naruto faz algo parecido, certo? Certo. Só que, em Naruto, há uma ligação de uma coisa com a outra e uma linha narrativa contínua. Em Bleach... não.
2. Star Ocean III
Bom, agora além da EDB, temos os dois primeiros lugares. Qual o problema desse Star Ocean? Simples. Você passa a caraia do jogo inteiro pulando de planeta em planeta pensando que está com sua irmã, pensando que vocês foram criados em laboratório para algo maior, pensando que você tem um poder fantástico. Daí você descobre que a única verdade aí é a última parte. Porque você é um (ATENÇÃO!) Programa de Televisão. É. E daí você vai para um mundo real futurístico terminar o jogo. Entenderam? Nem eu. Nem os japoneses entenderam. Isso nunca fará sentido algum.
1. A Máquina do Tempo
Medalha de ouro para esse filme, que eu acho que se derivou de um quadrinho, não tenho certeza. Vou explicar a história, prestenção: o cara é um físico-cientista-pirocudo. Ele tem uma namorada linda (ai, a ficção). Ela MORRE num assalto. Ele faz uma máquina do tempo para salvar a vida dela. Certo? Certo! Daí ele descobre que ela sempre morrerá de uma forma diferente, não importa o quanto ele volte. BELEZA! O filme podia ser isso. Só que não. Daí ele vai pro futuro, descobre que a lua explodiu, desmaia, acorda 4 quadrilhões de anos no futuro, conhece os novos seres humanos, descobre que há um povo réptil-mutante que caça os humanos, descobre que tem que ser um herói tecnológico, descobre que tudo é culpa dele mesmo em um tempo aleatório e alternativo meio mosntruoso e... Já se perdeu? Eu também. E o filme também. Sem mais.
Próximo tema: Invocadores! Colaborem em [email protected] e vamos que vamos! Boa semana!
Publicação original de 12/06/2012. 10 imagens desta publicação não sobreviveram à migração de 2013.