Fala Turma! Bão?
Rodrigo Las Noches aqui e é o seguindo:

Eu não sou muito bom em jogos de FPS. Sempre fui mais do RPG, mas já joguei grandes nomes como Call of Duty, Battlefield (meu favorito), Medal of Honor, além dos clássicos como DOOM e Wolfenstein. DOOM, principalmente, sempre achei irado pelo conceito de “exército de um homem só” — simplesmente AWOSOME!!! (Sr. Wilson mencionado, hahaha).

Mesmo não sendo um mestre no gênero, sempre curti pela velocidade, ação frenética, estética marcante e histórias simples, mas cheias de adrenalina. Essa é a essência dos FPS.

E hoje trago um jogo que resgata tudo isso com maestria, mas ainda consegue ter identidade própria. Um game que vai te dar vontade de pegar uma arma de alta tecnologia e sair caçando insetos alienígenas pelo bem da humanidade:

Seja bem-vindo, soldado, a Starship Troopers: Ultimate Bug War!

*Essa review foi feita usando uma key fornecida pela desenvolvedora, porém é totalmente sobre a minha expêriencia com o game.
**Essa análise contém alguns spoilers bem pontuais sobre o jogo, visando não estragar sua expêriencia.

Starship Troopers: Ultimate Bug War! é um boomer shooter de ficção científica desenvolvido pela Auroch Digital (Warhammer 40,000: Boltgun) e publicado pela Dotemu (MARVEL Cosmic Invasion, Absolum, Ninja Gaiden: Ragebound), em parceria com a Game Source Entertainment. O jogo foi lançado em 16 de março de 2026 para Steam (com suporte ao Steam Deck), Nintendo Switch 2, PlayStation 5 e Xbox Series X/S.

Aliste-se no universo de Starship Troopers e junte-se à infantaria móvel na representação mais realista da guerra já criada! Participe de uma história original neste jogo de tiro retrô em primeira pessoa repleto de ação. Gostaria de saber mais?

Do campo de treinamento à rapidamente o campo de batalha, presenciando um combate mortal e quase desigual de Humanos vs Insetos Gigantes. A pura essência dos filmes de ação e ficção cientifica dos anos 90.

A Federação lhe Chama

Logo de cara, o jogo já acerta no clima. Após a abertura, somos levados a um menu extremamente imersivo, que imediatamente me lembrou aquela sensação gostosa de jogos da era PS2. É simples, direto e cheio de personalidade.

Ao iniciar a campanha, somos recebidos por um vídeo de recrutamento da Federação dos Cidadãos Unidos, apresentando os humanos como heróis contra a ameaça dos Aracnídeos, insetos gigantes sedentos por destruição. Esses vídeos em live-action são um dos pontos altos do jogo. São divertidos, com atuações propositalmente exageradas e um humor meio “sério que não é sério”. Alguns parecem até comerciais misturados com propaganda militar, e isso funciona muito bem.

A história acompanha a Major Samantha “Sammy” Dietz em seus tempos de jovem soldado, ao lado do General Johnny Rico, ambos tentando inspirar novos recrutas. Dá pra sentir claramente o carinho dos desenvolvedores aqui.

O jogo começa com um tutorial rápido no campo de treinamento, ensinando o básico sem enrolação. Exatamente como um boomer shooter deve ser.

E no campo de batalha? É simples. Atire em tudo que se mexe, desde que seja inimigo. Porque sim, você pode acertar aliados sem querer, e isso acontece bastante no caos das batalhas. Mas fazer o quê? Eles morreram pela Federação. Foi mal, amigos.

Você pode recrutar até 4 aliados para te ajudar, mas um ponto que me incomodou um pouco é que os inimigos geralmente focam só em você, ignorando o resto.

Os objetivos são, em sua maioria, defender áreas ou avançar até pontos específicos. A estrutura é simples, mas funciona bem dentro da duração da campanha, que gira em torno de 5 horas, ou até 10 explorando tudo. Se fosse mais longo, poderia ficar repetitivo.

Eu joguei na dificuldade Tropa (equivalente ao normal) então não tive tanta dificuldade até a metade da campanha onde já tinha tipos de insetos que aguentavam muito dano e/ou tinha algum tipo de avanço pra chegar em mim mais rápido, teve o fato também virem em grandes quantidades o que me fez dar uma suada, por exemplo na fase Operação Obsidiana, no final dela você tem que sobreviver até o apoio chegar enquanto você ta sendo bombardeado para controlar a quantidade de insetos, enquanto voce é atacado por varios deles que não param de vir, eu morri varias vezes nessa fase. Além dessa dificuldade você tem o Recruta (easy), Veterano (Hard) e Cidadão (Experte), o que muda entre eles é quantidade de recursos, inimigos e aliados.

Os inimigos se comportam no modo Kill-Kill, isso quer dizer que eles não bolam estratégias para te vencer, apenas atacam com tudo que tem mas sua força é nos numeros e na variedade, variações como besouros encouraçados, grilos que atacam a distancia, pulgas que explodem, podem dificultar a luta em modos mais dificeis.

O Campo de Balhata lhe Tornará Forte

Aqui você pode atirar, correr, pular, executar facada, lançar granada normal, lançar granada molotov, pedir suporte de suprimento que vem com cura, um shield médio e munição, e um suporte de ataque que pode variar desde um mecha que te apoia no combate até um bombardeio aéreo, e acredite, você vai usar tudo isso ao máximo quando estiver do meio da campanha pra frente. Você pode ter 2 armas das 30 disponíveis e pode segurar uma terceira, mas caso troque de arma ou acabe a munição, você solta ela no chão, o que às vezes me acontecia de perder ela no meio de muitos inimigos me atacando e corpos de insetos e aliados no chão. É possível também pilotar mechas de combate que têm armas de munição infinita e uma serra elétrica.

Eu joguei a campanha inteira no teclado e mouse e achei boa a disposição dos comandos, tudo respondeu muito bem e não precisei fazer nenhum ajuste nas configurações. Testei uma fase jogando no controle, também responde maravilhosamente bem, eu joguei usando o DualSense e foi maravilhoso, claro que tem uma questão que vai da preferência de cada um: aim assist, eu senti essa ajuda meio pesada inclusive, mas você pode desligar ela nas opções.

O que faz falar do sistema de checkpoint/auto save, normalmente o jogo vai salvar sempre que você completar um objetivo ou chegar em um novo, até aí tudo bem, mas eu tive um problema com isso, nessa mesma fase citada. Eu precisava proteger e depois liberar umas saídas de mísseis, mas quando cheguei nesse ponto eu estava dentro de um mecha sem combustível (os mechas têm um combustível limite que vai decaindo conforme o uso e quando acaba ele entra no modo de autodestruição, forçando você a sair rapidamente) e quando saía dele eu estava com 20 de vida e com insetos a segundos de me acertar um ataque mortal, quando morria eu voltava para a mesma situação e cogitei voltar em um save manual (você pode salvar em qualquer momento), mas insisti e consegui sair dessa situação de morte certa, o que poderia sugerir é você voltar pelo menos com 25% da vida quando você morre e volta num checkpoint para evitar frustrações, mas não é um erro bruto, é algo que me deu trabalho apenas.

Agora falando sobre segredos, isso são elementos que podem mudar totalmente a sua gameplay. Por exemplo, um modo que você morre com um único tiro, eles são opcionais e você pode habilitá-los encontrando-os nas fases, sendo 2 em cada fase. Encontrá-los não é tão fácil, exige que você explore o mapa e as fases são bem grandes, com estruturas, mas nenhuma para entrar, o que facilita um pouco as buscas, e na minha gameplay só achei o do campo de treinamento, mas isso porque eu fui direto nas missões, então eles podem estar em lugares muito específicos.

A Beleza do Triunfo

Falando de gráficos: ele mistura o 3D em ambientes enquanto personagens são em sprite-based animation (ou animação baseada em sprites, é uma técnica de computação gráfica onde imagens bidimensionais são exibidas em sequência para criar a ilusão de movimento). São 8 fases onde você passa por campos de batalha em lugares remotos, praias (sem dúvidas são minhas favoritas, são muito belas e diversificadas), cidades arruinadas, tudo muito chamativo, uma combinação de nostalgia e beleza de gráficos atuais. Em fases que deveriam ter pessoas, você vê corpos pixelados que te passam o sentimento de violência, com corpos mutilados vítimas dos insetos, e mesmo assim não é super expositivo, pois a pixel art deixa as coisas um pouco mais leves.

O Hino de Combate

A música é típica do gênero de jogos de guerra, passando a sensação de urgência, mas também de heroísmo, muito boas por sinal, mas elas ficam um pouco ofuscadas pelo som de tiro, gente gritando e explosões. Os efeitos sonoros são muito bons também, mas tenho que destacar primeiro o som das armas, que são bem impactantes, você sente que está causando dano nos insetos com todo esse poder de fogo em suas mãos. Segundo, as vozes e atuações, gente gritando empolgada, gente gritando em desespero, insetos fazendo barulhos amedrontadores, tudo formando a ambientação incrível desse jogo.

Conheça a Si Mesmo e Seu Inimigo

Conforme você vai seguindo a história, você vai habilitando missões de insetos, que são fases onde você entra na pele do seu inimigo em uma simulação para entendê-lo melhor e ver os resultados caso a Federação não tivesse ótimos soldados. Conforme finaliza as fases, você ganha acesso a uma missão de inseto e pode ir alternando entre humano e inseto ou acumulá-las para jogar depois.

Mas aviso: é meio que um spoiler jogar com eles, já que você está na pele de um que você não vai ver até estar perto do final.

Nesse lado da campanha, você tem que apenas destruir tudo, cumprindo objetivos como destruir as defesas dos humanos para conseguir avançar. Para ajudar, você vai ativando ninhos que vão ficar gerando insetos que te auxiliam, você pode recrutar 4 para te acompanhar.

Já com o inseto, você pode entrar no modo padrão, que tem dois ataques, um básico e um avanço rápido. No modo de voo, você pode voar e aterrissar causando dano em uma pequena área. No modo metamorfose, você ataca em área circular e pode usar uma baforada de fogo que causa muito dano, esse modo é temporário e deve ser recarregado causando destruição.

São 5 fases principais que você já passou, mas agora pode explorá-las livremente causando caos.

Não senti dificuldade em nenhum momento, como você é uma máquina de matar, fica fácil. Talvez você possa morrer por não prestar atenção nas armas de choque dos humanos, que causam muito dano por segundo, mas você aprende a evitar rapidamente.

Controlar o inseto no começo é meio estranho, mas você pega o jeito rápido.

É legal ter essa experiência do outro lado, mas particularmente me diverti mais correndo e atirando como humano.

Conclusão

Com a complexidade dos jogos hoje, cada vez mais megalomaníacos, ter esse tipo de jogo simples que resgata a essência dos clássicos é um respiro de alívio que precisamos. Um jogo feito com muito amor e carinho, com o tempo certo de gameplay, com o tom certo de humor e com a dose certa de ação. Uma experiência singleplayer muito gostosa e facilmente recomendável, tanto para quem está começando a jogar quanto para aquele seu parente que viveu a época dos clássicos boomer shooters.

É uma carta de amor totalmente original aos clássicos.

Muito obrigado à Dotemu e à Auroch Digital por possibilitarem fazer essa review, espero que você, leitor, também tenha se interessado por esse jogaço. Não se esqueça de colocar o jogo na sua wishlist caso não tenha como adquiri-lo no momento (Link da Steam) e de comentar aí embaixo se você gosta desse gênero e vai comprar Starship Troopers: Ultimate Bug War!

Agora, se me dão licença, tenho que me alistar e matar aqueles malditos insetos.

PELA CIDADANIA!!! 
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