htol#NiQ: The Firefly Diary Review - Akiba'Spot
Apesar do nome difícil de pronunciar, Htol#Niq: The Firefly Diary é um jogo que aposta na simplicidade e na profundidade. Entretanto, não se engane. Não é a profundidade do jogo, pois funciona em boa parte do tempo no estilo plataforma, e sim na profundidade do enredo, combinando bem a narrativa com a jogabilidade.
O game nos apresenta para um mundo envolvido em trevas e destruição, com o despertar da protagonista Mion, uma garota perdida e com amnésia. A heroína é acompanhada por um vagalume (não, ela não fica gritando “hey, listen!”) chamado Lumen, que ilumina seu caminho através do mundo. Mundo esse que mal tem luz do sol ou qualquer tipo de luz.
Seu objetivo é manter Mion viva e vencendo os obstáculos, passando para os próximos cenários. Também é necessário guiar a protagonista através de uma dimensão alternativa, que só é acessível através de teleportes. Contudo, essa parte é essencial, pois alguns quebra cabeças só podem ser resolvidos através da outra dimensão, onde a heroína é guiada por outro vagalume, chamado Umbra.
Importante lembrar que Mion tem apenas uma vida e, se ela morrer durante a aventura, ela volta para o checkpoint, sendo necessário refazer todos os passos do enigma.
Claro que a dimensão alternativa não está ali só pelas charadas a serem resolvidas. Nessa dimensão de trevas, Mion também é perseguida pelo seu passado. Cada estágio finalizado traz à tona um fragmento de memória, transformando o cenário em 8bits e dando um novo ar ao jogo.
A jogabilidade é um ponto forte e fraco ao mesmo tempo. O jogo é quase como um filme e, se você quiser, pode jogar comendo uma pipoquinha sim, pois toda jogabilidade está apenas no mouse. Através do mouse, você controla os vagalumes, e são eles que guiam Mion pelo cenário, sugerindo-lhe ações e caminhos. Entretanto, é exatamente esse o problema. A falta de controle pelo teclado ou controle é, de fato, um pouco triste. Mesmo que não se tenha grandes tarefas no jogo, nem sempre é confortável ficar apenas no mouse.
Todavia, o que importa mesmo é a narrativa e a estética. E claro, o visual do jogo, bem como a fotografia, são sensacionais. Uma ótima aquisição para os jogadores e mais um acerto para a NIS America.
Disponível para PS Vita e Steam.
Nota: 8,5
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