Olá, caros leitores da coluna J-neration. Como prometido, voltei nessa semana com mais um post sobre o mundo da música japonesa. Hoje, entretanto, falaremos sobre um estilo que não tenho um conhecimento muito amplo (e que não é o meu preferido, é verdade) mas que vem ganhando espaço não só nas mídias nacionais como também na preferência dos ouvintes: são as bandas visuais (Visual Kei). São bandas que não devem em nada no aspecto “música”, mas que inovam no visual dos seus integrantes, a fim de passar uma mensagem não só sonora, mas também na imagem. Só para citar alguns exemplos: Dir en Grey, Gazette, Malice Mizer, entre outras.

Recentemente, vimos a exposição desse estilo na MTV, através do programa YaDog! e uma matéria sobre Gothic Lolitas no jornal “Folha de São Paulo” e a repercussão não poderia ter sido outra: o número de pedidos dessa vertente musical aumentou na rádio Blast!, assim como integrantes em comunidades o orkut sobre Visual Kei. Entretanto, devemos reconhecer que este estilo ocupa a menor parte do mercado fonográfico japonês. Basta ver a pouca aparição em programas de TV ou a vendagem de singles e álbuns. As primeiras posições estão ocupadas por cantoras pop’s, boybands, bandas de j-rock/j-pop ou grupos de meninas. Alguém pode perguntar: “Ué, se tem banda de j-rock, então VK também está no topo, certo?”. Não exatamente. Muitas bandas de j-rock não seguem nenhuma tendência visual como movimento. Glay, L’arc en Ciel, Asian Kung-Fu Generation são bandas que variam entre j-rock e j-pop, mas não são bandas visuais, assim como Maximum The Hormone, que esteve no top 10 japonês pouco tempo atrás.

No Brasil, especificamente na Rádio Blast!, o quadro se inverte: a procura sobre bandas recai naquelas que seguem o movimento VK. E isso acaba ofuscando outros estilos e bandas na rádio – eu, conversando com alguns DJ’s, reconheci que nunca houve um pedido da banda Glay, esta extremamente popular no Japão. É verdade que as maiores comunidades do orkut são de cantoras pop’s ou bandas mais populares no Japão, porém reconheço que esse público não ouve webrádios japonesas (pelo preconceito imposto por elas mesmas de não tocarem música japonesa “de verdade”, apenas trilhas de animes).

Não quero dizer aqui que devemos seguir o Japão quanto a popularidade e nos transformarmos em uma colônia – como já somos dos EUA -, apenas peço que vocês, ouvintes e ou leitores, explorem mais a música japonesa em seu todo, reconhecendo grandes artistas de pop, rock, punk, ska, jazz, enfim, tenham o ouvido aberto e atento a toda difersificação da cultura.

Mas a coisa já foi pior: como eu disse, as webrádios de música japonesas tem sua base em temas de séries e jogos. Hoje, a Blast! possui uma grade diversificada musicalmente e isso não se deve apenas à abertura dada por aqueles que dirigem a rádio ou pela vontade do DJ de passar algo novo ao público e PRINCIPALMENTE a você, OUVINTE, que aceitou e passou a apreciar esta variação. Afinal, só assim para a Rádio Blast! ser uma verdadeira explosão de conteúdo.

Obrigado a todos que leram até aqui e sintam-se a vontade para comentar. Até semana que vem!

PS: Não percam hoje, às 21horas, o debate sobre a nova enquête da rádio “Tendo em vista o grande aumento de pedidos de bandas Visuais na Blast! (como Gazette, Dir en Grey, Moi Dix Mois, Malice Mizer, entra outras) queremos saber dos ouvintes:’O que torna/tornou o Visual Kei (bandas visuais) mais populares que artistas de J-Rock ou J-Pop ou outros estilos japoneses no Brasil?’", com a presença de vários DJ’s de nossa equipe!

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