A Electronic Arts encerrou o ano fiscal de 2026 com números que fariam qualquer executivo abrir champagne: US$ 8 bilhões em receita e um crescimento de 9% em relação ao ano anterior. A franquia Battlefield foi o principal motor desse resultado histórico. Mas enquanto os acionistas celebram, desenvolvedores enfrentam demissões e reestruturações internas. É o tipo de contradição que deixa qualquer gamer com aquele gosto amargo na boca.
Lucros recordes, cortes de pessoal
A EA não está sozinha nessa prática — a indústria de games tem normalizado demissões em massa mesmo durante períodos de lucros bilionários. O que revolta é a matemática simples: se a empresa está crescendo 9% e batendo recordes históricos, por que cortar justamente quem faz os jogos acontecerem? A resposta, claro, está na lógica corporativa que prioriza margens de lucro cada vez maiores em detrimento da estabilidade dos trabalhadores.
A comunidade está cansada
Esse padrão se repete há anos nas grandes publishers, e a comunidade gamer não está mais engolindo calada. Cada anúncio de lucros recordes seguido de demissões reacende o debate sobre ética corporativa na indústria. São as mesmas pessoas que criaram os jogos que geraram esses bilhões sendo descartadas assim que os números fecham. É difícil não ver nisso uma falta de respeito brutal com quem sustenta o negócio.
O sucesso de Battlefield é inegável — a franquia continua sendo uma das principais apostas da EA e entrega resultados consistentes. Mas fica a pergunta: quanto desses US$ 8 bilhões voltam para quem realmente fez o jogo? Quanto vai para garantir que esses talentos continuem criando experiências incríveis? A resposta, pelos cortes recentes, parece ser 'não o suficiente'.
A indústria precisa de mudança
Essa contradição entre lucros estratosféricos e instabilidade profissional não é sustentável. A indústria de games já é conhecida por crunch, burnout e condições de trabalho questionáveis — adicionar demissões durante períodos de sucesso financeiro só piora a reputação das grandes empresas. Enquanto isso, desenvolvedores independentes e estúdios menores ganham cada vez mais respeito da comunidade justamente por tratarem suas equipes com dignidade.
Você acha que essa prática das publishers vai mudar algum dia, ou é o novo normal da indústria? Bora trocar ideia na comunidade da Blast.