Oi, gente. Curtiram o debate de domingo? 8D

É, quem ouviu sabe dizer que dificilmente vou poder descrevê-lo decentemente aqui no blog. Aliás, penso que todos os debates foram e serão indescritíveis. Me amarrei na discussão de domingo, sobre a influência dos animes no modo de pensar da juventude atual. Ainda que o pessoal tenha se dedicado bastante a criticar as meninas que andaram de toalha no Anime Friends e isso tenha tomado um tempo além do planejado pro caso, as coisas fluíram bem. Bem até demais.

Logo de início, como se prevíssemos as pesadas críticas às garotas que fizeram o tal cosplay Hentai, achamos interessante deixar claro que nada que seria veiculado em forma de depoimento durante o programa constituiria a posição da Rádio Blast! diante do caso, isto é, deveríamos reservar os direitos de opinião a cada participante do debate (independente de sua relação com a rádio) e não à equipe Rádio Blast! em si. Pois, imaginem só vocês, vai que no final do programa os pais das garotas nos procuram e vêm cobrar satisfação do que ouviram de suas fihas? Estávamos cientes de que debateríamos um caso sério e achamos importante tomar esse cuidado.

Mas, e então? O que levaram as garotas a irem só de calcinha e toalha para o maior evento de animes da América Latina? Entre as várias conclusões a que chegamos, é importante ressaltar a problemática dos princípios da educação básica dos quais as crianças brasileiras têm desfrutado hoje em dia. Todos cresceram vendo Xuxa, Eliana e Angélica (quase que) peladas pela TV, o que, de alguma forma, incita a sexualidade e desperta na mente infantil do espectador uma atenção maior para o que estaria por trás da fantasia da apresentadora e, por que não, das pessoas que se vestem.

Além do caso das garotas de toalha, outra questão que abalou significativamente o debate foi a obscessão de determinados ouvintes da rádio por assistir às tão viciantes séries animadas japonesas. Enquanto alguns faziam depoimentos mornos, dizendo que no máximo sonham com algum personagem, com alguma história, outros confessavam que dezoito horas por dia é só o que assitir anime consome em suas vidas e que não há limites quando se trata de histórias animadas japonesas. Foi isso que caracterizou o debate de domingo: a variedade de informações e de testemunhos (mesmo que, como vimos, isso dê espaço a comentários extremamente absurdos). Mais do que na edição passada, muitas pessoas realmente confrontaram suas idéias e proporcionaram à rádio um verdadeiro debate.

Sobre a culpa que a mídia impõe sobre jovens fãs de anime/cosplay/games/RPG/e etc... nossa, engraçado como otaku gosta de falar nesse assunto. Um deles explicou (e essa foi uma das opiniões mais construtivas entre várias outras dentro do assunto desse parágrafo) que o fato de uma pessoa ser retardada, sanguinária ou brutalmente violenta não deve estar necessariamente ligado a sua identificação por games, animes ou seja lá o que for. Muitos jornalistas, desconhecedores do que dizem por aí, não se cansam em atribuir à crimes bárbaros ou à diversas especulações sociais esses aspectos da cultura jovem que tanto apreciamos. Pois fica aqui a mensagem deles, que debateram: barbaridade mesmo é não ter argumento algum pra justificar a atitude de uma pessoa que, como outras que nem têm acesso a essa cultura, podem apresentar tendência natural a ser assassina/rebelde/obstáculo pra sociedade.

E, vamo pensar bem, anime é um hobby. Como todo hobby, tem que ser apreciado de forma moderada, sem exageros. É uma providência clichê, mas (há décadas) eficiente. Vai por mim.

Matamos a questão. =D

Até o próximo debate, colegas. Continuem acompanhando os posts aqui nos Blast!dores, ok? Conto com seu comentário. Abraços!
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