Overlord acompanha Momonga, um jogador que permanece online até os últimos segundos do encerramento do MMORPG Yggdrasil. Porém, ao invés do jogo desligar, ele acaba preso naquele mundo no corpo de seu avatar: o poderoso feiticeiro morto-vivo Ainz Ooal Gown.
Agora liderando a Great Tomb of Nazarick, uma fortaleza habitada por criaturas extremamente poderosas e leais, Ainz inicia uma jornada para entender o novo mundo em que está enquanto expande sua influência sobre reinos, guerras e conflitos políticos. A obra mistura fantasia sombria, estratégia e dilemas morais, levantando constantemente a dúvida: Ainz ainda é humano… ou apenas alguém tentando proteger aquilo que restou de seu antigo mundo?

E sobre Ainz ser ou não vilão, essa resposta depende completamente do ponto de vista.
Em diversos universos de anime existem espécies diferentes convivendo em harmonia. Já em Overlord acontece justamente o contrário: humanos, monstros e outras raças vivem em constante conflito. E, nesse cenário, Ainz não se vê mais como humano. Para ele, seus verdadeiros iguais eram seus antigos companheiros de guilda.
Os NPCs de Nazarick, por outro lado, são tratados quase como filhos. Afinal, ele e seus amigos literalmente criaram aquelas personalidades no antigo jogo. Quando o mundo muda e aqueles personagens passam a agir como seres vivos, Ainz passa a enxergar Nazarick não apenas como uma base militar, mas como a última lembrança viva de seus amigos.
E talvez seja justamente aí que muita gente ignora uma questão importante: Ainz conquista territórios porque acredita que existe a possibilidade de seus amigos também terem sido transportados para aquele mundo. Quanto maior sua influência, maiores as chances de encontrá-los — ou protegê-los caso estejam vivos e vulneráveis.
Inclusive, toda a ideia de “dominar o mundo” nasce quase como um comentário mal interpretado. Em um momento descontraído, Ainz comenta que seria divertido conquistar o mundo, mas os NPCs levam aquilo como uma ordem absoluta. A partir daí, tudo cresce em uma escala gigantesca.
Outro ponto muito discutido é se Ainz realmente é overpower.
Na minha visão, sozinho ele é extremamente forte, mas seu verdadeiro poder aparece quando está ao lado de tudo aquilo que pertence à Nazarick: os recursos, os equipamentos lendários, os NPCs e principalmente sua capacidade estratégica.
A melhor prova disso aparece logo na primeira temporada, quando ele enfrenta um de seus próprios NPCs. A vitória não acontece apenas por força bruta, mas porque Ainz conhece perfeitamente as habilidades, limitações e equipamentos do adversário.
Em uma comparação mais simples, é como o Batman tendo acesso a todos os recursos da Liga da Justiça. Sozinho ele já seria extremamente perigoso, mas com toda a estrutura ao seu redor se transforma em algo muito maior.
E sinceramente? Eu não consigo enxergar Ainz como um personagem verdadeiramente maligno. Quase todas as suas decisões são tomadas pensando na proteção de Nazarick e daqueles que ele considera sua família. Em um mundo onde diferentes espécies vivem em guerra constante e onde os humanos dificilmente o enxergariam como igual, muitas de suas atitudes acabam funcionando mais como sobrevivência e proteção do que pura crueldade.
No fim das contas, Overlord funciona justamente porque deixa essa interpretação nas mãos do público.
Mas uma coisa é impossível negar: o grande Rei Feiticeiro da Tumba de Nazarick, o Lord Ainz Ooal Gown, é um dos personagens mais interessantes dos animes modernos.
Agora eu quero saber de vocês: Se tivessem o poder do grande Rei Feiticeiro da Tumba de Nazarick, o que fariam com ele?
