O que alguns chamam de febre passageira, posso dizer que está demorando bastante para passar. Pois é… quem achou que os doramas seriam algo igual ao sorvete “paleta mexicana” parece que se enganou. E o pior é que alguns doramas fazem os olhos derreterem em lágrimas, feito sol no sorvete.

E hoje estamos aqui para apresentar a vocês esse drama que é bem lindinho e, diga-se de passagem, me fez passar muita raiva, porque eu fiquei tentando entender durante todo o dorama por que raios eles colocaram esse título. Para mim, não fazia o menor sentido, até porque eu assisti aos três primeiros capítulos e simplesmente desisti.
Porém, como todo brasileiro, eu sou curioso… e o que despertou a minha curiosidade foi algo que nem deveria chamar tanto a minha atenção.
Com relação à história, ela acompanha Baek Hyun-woo, um advogado brilhante de origem humilde, e Hong Hae-in, uma herdeira fria e poderosa de um conglomerado bilionário (a Queens Group). Os dois são casados, mas o relacionamento está em crise, o amor que parecia perfeito no início foi sendo corroído por diferenças de personalidade, orgulho e pressões da família dela.
Quando o casamento já está à beira do colapso, uma notícia inesperada muda tudo: Hae-in descobre que tem uma doença grave. A partir daí, a relação dos dois começa a se transformar. Hyun-woo, que já pensava em se divorciar, passa a redescobrir seus sentimentos, enquanto Hae-in começa a mostrar um lado mais vulnerável que quase ninguém conhecia.
Ao mesmo tempo, a trama se complica com disputas pelo controle da empresa da família, segredos do passado e a presença de um antigo conhecido que ameaça tanto o casamento quanto o império dos Queens.
E o que me fez voltar a assistir esse drama foi um outro dorama. E uma coisa que eu raramente vejo é crossover e, nesse universo, foi exatamente o que aconteceu. Vincenzo, o advogado da série que leva o mesmo nome, fez uma pequena participação.
E, literalmente, quando eu soube que ele ia aparecer, eu fiquei super empolgado, porque eu nunca tinha visto essa possibilidade de crossover nos doramas e olha que já assisti vários querendo que isso acontecesse.
Mas a parte que me deixou indignado foi a quantidade de tempo de tela dedicada a isso. Concordo que realmente não tinha necessidade de estender muito, mas, ao mesmo tempo em que foi incrível, também foi decepcionante. Incrível porque aconteceu e a cena foi perfeita; decepcionante porque não durou o tempo que eu esperava para um advogado como ele.
Mas, voltando a falar das lágrimas que interessam…
Park Sung-hoon faz o papel do vilão principal da série, e eu confesso que fiquei triste com o final dele principalmente pelos motivos. Eu gostaria de aproveitar para fazer uma reflexão sobre isso: quantas vezes temos a possibilidade de ter algo bom na nossa vida, mas somos impulsionados pelo nosso lado “vilão”?
Basicamente, é isso que acontece na vida dele. De tudo que ele podia ter feito, ele resolveu trilhar um caminho que… como dizem, às vezes a árvore não cai muito longe da fruta. Mas não vai dar para entender sem assistir (ಥ‿ಥ).
E quanto ao casal que faz a trama principal render, Kim Soo-hyun e Kim Ji-won, eu fiquei surpreso. Não muito, porque, nessa altura do campeonato, já tenho experiência suficiente para entender muitas decisões dos personagens. Mas, mesmo assim, eles conseguiram me surpreender positivamente.
Isso porque a história não segue aquela linha “padrão” em que você já sabe que eles vão ficar juntos no final. A cada presepada, desencontro e “telefone sem fio”, você chega a se perguntar se realmente eles estão fazendo a coisa certa, para, no final, eles colocarem na sua cara por que deram esse nome para o dorama.
Eu espero não ter dado muitos spoilers e ter conseguido te passar um pouco da emoção que eu senti. Mas o estado emocional de cada um faz muita diferença na hora de assistir, não só esse, como qualquer dorama.
Desafio lançado: eu te convido a assistir e descobrir por que esse nome faz tanto jus a essa história… e a se tornar também parte desse chororô.
Mas já adianto: você também vai dar muitas risadas, principalmente com Kwak Dong-yeon, que inclusive fez parte do dorama que eu mencionei anteriormente. O papel dele faz muita diferença quando você pensa em alívio cômico. Ele consegue construir uma evolução ao longo da trama que faz você acreditar que aquilo poderia acontecer com alguém da sua vida.
E não só ele, todos os atores realmente encarnam seus personagens. Isso me lembra um pouco os programas que eu assistia na infância, porque fica muito difícil separar o ator do personagem.
Quanto à trilha sonora, que é algo em que eu gosto de prestar atenção, apesar de não ser minha área, eu curto ouvir as músicas para entender não só a imersão que elas trazem para a cena, mas também para ver se vale a pena adicionar à minha playlist.
Nesse ponto, é meio delicado. A princípio, não teve nada que tenha se destacado tanto para mim. Mas, em compensação, como eu mencionei, os personagens me fizeram, em diversos momentos, refletir e chorar.
Eu fiquei com uma leve impressão de que houve uma certa acelerada no final, nada que prejudique muito, mas perceptível. Por outro lado, talvez fosse inevitável, já que estender demais poderia acabar prejudicando a trama.
Muito obrigado por terem lido até aqui, mas, o que você acha disso doramas, vieram para assumir o posto de realeza das novelas realmente são lágrimas passageiras!?
