Acabamos de conversar com a Holiness e já estamos trocando uma ideia com outra excelente banda. Desta vez, do sul partiremos direto para o nordeste.

Sempre faço questão de dizer o quanto o cenário nordestino é excelente, assim como o mineiro e o do sul do país. Do nordeste, já passaram por aqui bandas como o Warcursed e o CRUZADAS.

Hoje recebemos os baianos do Behavior, banda de death metal nascida em Salvador, que conta com Marcelo Almeida no baixo, Ricardo Agatte na bateria, Dan Loureiro na guitarra e Fabricio Pazelli nos vocais.

O Behavior começou seu trajeto em 2008, já lançando a demo “Walking for a Rotten Destiny”. Voltaria a lançar um single em 2010, o ótimo “Rotten Destiny”. Porém, agora em 2012 eles lançam seu primeiro full-length, intitulado The Awakening of Madness, um álbum pesado, muito bem-trabalhado e muito bem-produzido. Não citarei os principais destaques do álbum porque isso, e mais, quem fará será o próprio vocalista da banda, que nos cedeu a entrevista. Confiram.

Brasil in Metal: Bem galera, obrigado pela entrevista ao Brasil in Metal, sempre um prazer. Além de fazer um death metal voltado ao old school, quais as principais “metas” que a banda possui? O nome “Behavior” foi escolhido por algum motivo especial?

Fabrício Pazelli: Nós que agradecemos cara. Assim, o nome da banda foi escolhido pela primeira formação do Behavior, mas existe sim um porquê. É basicamente o seu significado. As pessoas geralmente ficam se perguntando do porquê desse nome, mas é bem simples: falamos sobre comportamentos. Nós temos uma meta primeiramente pro final do ano, que é gravar um novo disco, no mais são apenas especulações, nada concreto. Nós damos um passo de cada vez. Nossa única verdadeira meta é permanecer tocando, o resto a gente conquista aos poucos, com muito suor e dedicação.

Brasil in Metal: Quais são os temas mais recorrentes nas letras do Behavior? Existe uma preocupação declarada de demonstrar um ponto de vista ou mesmo um sentimento específico nas músicas?

Fabrício Pazelli: Gostamos de abordar a natureza humana, a forma como as atitudes são manipuladas e interpretadas. As pessoas são egoístas por natureza, são cruéis no instinto, não maltratam, matam e torturam como hobby porque estão perante leis (que ainda assim são burladas) e essa é a questão. De certa forma tem uma ligação com o chamado “behaviorismo”, até porque essa linha da psicologia se relaciona com o estudo do comportamento humano. É uma área totalmente extensiva e complexa. Falamos sobre o câncer do mundo, que são as pessoas. Mentes doentes por uma vida estúpida, regada à intolerância, egoísmo, individualismo e impunidade. Viver não é mais um privilégio.

Brasil in Metal: Vocês vêm de Salvador, na Bahia. O nordeste é reconhecidamente um dos locais mais fortes para o metal extremo. Vocês destacariam alguma banda nacional que tenha impressionado vocês nos últimos anos?

Fabrício Pazelli: Nós nos orgulhamos muito, cara, pela nossa cena. Temos muitas bandas fortes por aqui e grandes bandas, como Headhunter DC, Malefactor, Mystifier, entre tantas outras que merecem respeito por anos de devoção e pela sua qualidade musical. Falando de banda nacional, pra mim o Sodomned foi uma grande surpresa, o disco dos caras está simplesmente devastador.

Brasil in Metal: Falando sobre o death metal em todo o mundo, nos últimos anos existiram lançamentos que vocês consideraram bons? Quais foram?

Fabrício Pazelli: Só pra citar algumas, Immolation – Majesty and Decay, Autopsy – Macabre Eternal, Necros Chistos – Doom of the Occult, Nominon – Monumentomb, Hail of Bullets - On Divine Winds, entre muitos outros.

Brasil in Metal: The Awakening of Madness foi lançado no começo deste ano (2012). Após esse tempo, já é possível sentir do público quais são as músicas com quais ele mais se identificou?

Fabrício Pazelli: Isso, nosso disco acabou saindo no início de 2012. Me surpreendo às vezes quando as pessoas pedem nossas músicas em shows. Geralmente músicas como “Fight”, “Glory and Death”, “Animal Behavior” e “Rotten Destiny” são as mais expressivas nos shows. A primeira citada é a que a galera pede mais.

Brasil in Metal: Mesmo com o CD lançado ainda este ano, vocês já estão em fase de composição para um novo álbum. A composição é feita por todos os membros ou alguns são mais focados nessa parte?

Fabrício Pazelli: Não queremos demorar para lançar nossos discos. Temos um disco pronto e vamos lançar ele no início do ano que vem. As músicas eram feitas de forma isolada, mas hoje, geralmente um integrante vem com a idéia e a banda trabalha em cima dessa idéia, é basicamente assim que compomos.

Brasil in Metal: Mais uma vez, valeu demais pela entrevista e esperamos que em breve possamos curtir um show do Behavior. Grande abraço e sempre que puderem, retornem ao blog para um novo bate-papo.

Fabrício Pazelli: Nós é que agradecemos. Muito obrigado pelo convite e a única certeza que posso dar é que continuaremos aqui com o sangue fervendo pra levar grandes shows ao público, um mais insano e doente do que o outro, expressando a natureza humana como ela é. Peço que o público pare um pouco e olhe mais pra “cena metálica” do Brasil, porque aqui existem grandes bandas de qualidade, deixando muita banda estrangeiras no chinelo.

Behavior - Rotten Destiny

Serviço


Publicação original de 03/09/2012. 1 imagem desta publicação não sobreviveu à migração de 2013.

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