Resenha de Phoenix Rising, de Galneryus (VAP, 2011). Nota: 3,0.
As mudanças traumáticas na formação do Galneryus pareciam ser um prelúdio de um novo direcionamento musical para o grupo. Porém, parece que os caras não compartilharam da mesma sensatez. Para os integrantes do Galneryus o mundo parou em meados de 1990, naquela esquecível explosão do metal melódico.
É o mínimo que se pode deduzir ao ouvir o novo disco do grupo, Phoenix Rising. Ridículo desde a capa, o álbum é de uma profusão de exageros de embrulhar o estômago. Ouça “Tear Off Your Chain” e “Future Never Dies” para confirmar: toda oportunidade para exibicionismo involuntário é abraçada com vigor.
As pausas servem apenas de veículo para que os japoneses destilem sua técnica ultrarápida, sem qualquer resquício de preocupação com algo que seja realmente “melódico” — já que melodia para estes caras parece significar emular licks da música clássica em alta velocidade. A turma de Syu nem tenta disfarçar sua falta de inspiração, cria climas que não passam de meros pastiches do sueco Yngwie Malmsteen, como no duelo piegas entre teclado e guitarra de “Scars”.
Isto porque eu ainda não falei dos bumbos duplos incessantes, coros cafonas, vocalizações afetadas e um clima de pomposa breguice que permeia todo o trabalho. É coisa para quem acredita em dragões e joga RPG uniformizado como o Sean Connery em “Zardoz”. Caso você se arrisque a ouvir, a Rádio Blast! se responsabiliza em enviar um balde para as profusões de vômitos que você disparará. Sua mãe agradece.
Publicação original de 12/10/2011.