Resenha de Queen, de Kaya (next media communications inc., 2011). Nota: 7,0.

Auxiliado por um time de compositores, Kaya enxugou alguns exageros do seu som. A afetação pseudogótica herdada do MALICE MIZER — presente em onze entre dez bandas desse meio travesti — aparece em doses menores, dando mais espaço ao lado electro.

Mesmo nas canções criadas por Hora (ex-Scwarz Stein) e KALM (ex-VELVET EDEN), os resultados não são tão perversos ou devassos quanto costumavam ser nas bandas anteriores. “Medusiana” e “Awilda” soam quase como versões mais sóbrias dos CDs que elas costumavam lançar.

Já “Arachne” une um clima etéreo a teclados esparsos. Quase uma ovelha negra dentre as faixas, é definitivamente a melhor em Queen, mesmo com as leves desafinadas do cara.

Apesar dos padrões estilísticos gerais do estilo o empurrar para um gueto, Kaya deu um passo importante para a consagração fora da cena que já o venera. Suas músicas caminham agora para uma postura tão trans quanto sua imagem. Resta saber se ele conseguirá seduzir o público da Anime Friends.


Publicação original de 29/04/2011.

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