Resenha de CLOUD NINE, de T.M.Revolution (Sony Music Entertainment, 2011). Nota: 1,5.
Takanori Nishikawa é evidentemente um cara talentoso. Os habituais bons lançamentos que costuma fazer com o abingdon boys school não me deixam negar. Mas porque ele continua insistindo em lançar esses discos pavorosos da sua carreira solo está além da minha compreensão.
Como sempre, todos os arranjos já nasceram datados. As canções são embaladas por ritmos programados semelhantes aos daquelas terríveis músicas de parapara. Formato esse repetido em exaustão pelos árduos setenta e quatro minutos de duração do álbum.
Ouça “Imaginary Ark” e comprove: ela não poderia estar naquele CD Os Cavaleiros do Zodíaco: As Músicas do Seriado da TV? Nishikawa chega ao desplante de usar uma fantasia de Carnaval do filme Cisne Negro na foto da capa!
Quando a melosa “Thousands Morning Refrain” tocar, use fones de ouvido como medida de segurança aos possíveis diabéticos dentro do raio de um quilômetro da sua residência. O alto teor de açúcar da canção pode ser fatal. A não ser que esteja faltando trilha sonora para a festa de bodas de pratas dos seus pais.
CLOUD NINE é mais um capítulo inacreditável da grande contradição que é a carreira do Takanori Nishikawa. Toneladas de ideias regurgitadas direto das bandas mais bregas dos anos 80, vocalizações chorosas cheias de vibratos desnecessários, teclados pomposos, ritmo de música para hidroginástica de vovós... Que horror!
Publicação original de 28/04/2011.