Resenha de I BELIEVE IN ME, de lynch. (King Records, 2011). Nota: 7,0.

Dessa explosão no visual kei de bandas com pé no nu metal e vocalistas vomitadores de presuntada, o lynch. sempre me causou suspeitas. Mesmo com alguns refrães ganchudos e muito eficientes, a banda não era exatamente aquela coisa sensacional que cansavam de propagandear. E ainda tenho a mesma sensação com este I BELIEVE IN ME.

Os cacoetes já tradicionais do grupo são novamente explorados em exaustão. Os versos berrados que caem em refrões limpos, harmonias recicladas e até riffs surrupiados deles mesmos. Tudo sem a eficiência de um THE AVOIDED SUN. Quando tentam ir além, soam totalmente perdidos, como na letárgica “BEFORE YOU KNOW IT”.

Mas, você tem que dar uns créditos a banda. É o primeiro álbum após a contratação por uma grande gravadora e eles não diluíram nem um pouco do peso. Pelo contrário, em “TIAMAT” ou “-273.15°C”, o nível de agressividade atinge picos extremos.

Os caras também são músicos de calibre, principalmente o estranhíssimo baterista Asanao, e quando acertam o fazem com extrema competência — vide o apelo pop de “UNTIL I DIE”. Porém, entre uma conquista e outra, HAZUKI e sua turma só agradarão os fãs mais dedicados.


Publicação original de 03/06/2011.

Compartilhar
Comentários
0 comentários