Senhoras e senhores, ouvintes e leitores da Blast!, trago a vocês meu primeiro post como novo redator do Música Pelo Mundo, e, de cara, uma entrevista com a banda araraquarense(?) de rock nacional Eletrofan.
Eletrofan é uma banda que surgiu em 2003 e já estreou com um EP e turnê, participando de grandes festivais nacionais como na virada cultural de São Carlos. O seu primeiro disco, lançado em 2005, homônimo, o qual não chegou a ser lançado em formato físico, traz agora seu novo trabalho, Day Sky/Night Sky lançado em formato físico pela El Sonora Records. Espero que gostem tanto quanto eu gostei de fazer.
Primeiramente, a Rádio Blast! agradece a Eletrofan pela gentileza de nos conceder essa entrevista.
1. Vocês já fizeram grandes shows como na virada cultural de São Carlos, mas qual a sensação de tocar em casa (Araraquara)?
Como diz na pergunta, Araraquara é a “nossa casa”, então lá os shows são sempre especiais: a galera comparece em peso e canta as letras nos shows, coisa que não acontece nos outros lugares que tocamos pela primeira vez. Mas adoramos tocar em lugares diferentes. Isso nos empolga muito, de mostrar a nossa música para quem não conhece ainda.
2. Day Sky/Night Sky marca o processo de transição da banda, saída do baterista Mark Paschoal e aquisição do Rafael Foloni. Esse novo CD teve uma boa aceitação dos fãs mais antigos? E qual a opinião da banda sobre esse novo trabalho?
Uma coisa que nos deixa muito satisfeitos é que o novo álbum está sendo bem elogiado, tanto pelas pessoas que sempre acompanharam a banda quanto as que a conhecem agora, e isso tem um gosto de conquista, de que conseguimos algo, sabe? Pois passamos por uma fase de transição, mudança de integrantes e conseguimos apresentar às pessoas um trabalho do qual podemos nos orgulhar.
3. Day Sky/Night Sky conta com a participação de Chuck Hipolito, da Vespas Mandarinas e da Ekena Monteiron da Johnny Sue, bandas com que vocês já dividiram o palco. Como foi esse encontro?
Eu e o Chuck nos conhecemos há um tempo, e agora, depois da participação dele no disco, o pessoal da banda tem tido mais contato com ele. A Ekena é uma grande amiga da banda faz muito tempo. Então, sempre que fazemos shows juntos com ambas as bandas, é tudo muito “lá em casa”; nos sentimos à vontade, as bandas se ajudam, se divertem, sempre fazendo piada. Todos os integrantes do Vespas Mandarinas e da Johnny Sue têm estrelismo zero e humildade e talento dez. A vibe é ótima, não poderia ser melhor.
4. Como anda a turnê de divulgação e quais são as expectativas para a turnê europeia? Alguma data marcada?
Consideramos que ainda estamos no começo da divulgação do álbum, já que ele acabou de sair em formato físico. E está sendo muito boa, estão aparecendo shows, entrevista aqui, outras ali. Mas queremos mais e estamos trabalhando para isso, só que como distribuímos por nós mesmos, vamos apenas até onde nossos braços alcançam. Uma parceria de distribuição no Brasil seria ótimo. Já na Espanha nosso álbum está sendo distribuido pelos selos Fragment Records e Mutant-E Records. Temos conversado bastante sobre uma minitour na Europa prevista para o início de 2012, mas sem data certa ainda. Estamos otimistas.
5. No MySpace da banda, vocês têm como influências Iron Maiden e Bob Marley. Seria uma brincadeira? Se sim, quais seriam as reais influências da banda?
Pois é, embora gostemos de Iron Maiden e Bob Marley, citá-los apenas foi uma brincadeira interna nossa que acabamos publicando, pois na verdade as influências da banda vão muito além desses dois artistas. Na nossa música você encontra muito de Helmet, Interpol, Joy Division, Thrice, Trail of Dead, Muse e algumas bandas mais novas. Mas, no fundo, tem um “quê” de Iron Maiden, é só reparar nas linhas de baixo.
6. O som de vocês é rotulado como “indie americano”, “pós-punk inglês” e as comparações vão mais longe, conforme podemos observadar no comentário Marcelo Costa: “empresta as linhas de baixo e as viradas de bateria do Joy Division e misture-as com o som guitarreiro e eletrônico do Primal Scream fase XTRMNTR.” Como vocês descreveriam o som da Eletrofan, tendo em vista essa nova fase?
Esta comparação do Marcelo Costa é muito lisonjeadora para nós, pois eu particularmente adoro Joy Divison e Primal Scream. Mas acho que hoje, com o novo trabalho, estamos um pouco mais “rock”, um pouco mais direto, e menos experimental.
7. A Eletrofan possui o EP de estreia de 2003, o homônimo de 2005 e, agora, Day Sky/Night Sky de 2010. O próximo trabalho já está sendo planejado?
Ainda não, mas em todo ensaio apresentamos ideias novas para novas músicas, então não vemos a hora de nos centrarmos em compor e gravar. Acho que no final deste ano e início do ano que vem começamos algo.
A Rádio Blast! deseja que o sucesso da banda seja ainda maior e novamente agradece a todos os responsáveis por tornar a entrevista possível.
Publicação original de 03/06/2011. 1 imagem desta publicação não sobreviveu à migração de 2013.