Resenha de Holy Grail, de Versailles (Warner Music Japan, 2011). Nota: 8,0.
Nesta altura do campeonato, todos já devem ter chegado a algum juízo de gosto quanto ao Versailles. Porém, talvez tenha chegado a hora de reavaliar a banda. HIZAKI e seus comparsas parecem ter repensado seu próprio trabalho, finalmente conseguindo criar uma ponte entre seus conhecidos máximos graus de habilidade e a sobriedade musical.
O que não quer dizer que a banda transformou seu som radicalmente. Eles ainda são fiéis ao lado mais sinfônico do heavy metal, reféns dos clichês que imediatamente surgem à cabeça quando se pensa no estilo. Porém, parecem selecionar os melhores caminhos dentro destes limites criativos.
“MASQUERADE”, “Remember Forever” e “Judicial Noir” explicitam essas boas escolhas. Riffs certeiros, excessos devidamente enxugados, instrumental que trabalha para a própria canção e a volta de certa dramaticidade que, se era comum a carreira do KAMIJO antes da banda, parecia ter se perdido em meio às aspirações individuais (quatro dos cinco membros da banda compõem ativamente).
Claro que o álbum não está livre de fillers ou surtos de afetação: a grandiloquência da longuíssima “Faith & Decision” causará sono mesmo no mais fiel dos fãs, que provavelmente não se arriscará a ouvir a música muitas vezes. Mas, Holy Grail é um bom álbum do chamado metal melódico e certamente o melhor já lançado pelo Versailles até então.
Publicação original de 16/06/2011.