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Nos últimos dois casos, você pode continuar lendo, sem problemas, e, no primeiro caso, você DEVE ler!!

Por que ouvir j-rock e não ouvir outro tipo de música (salvo o bom e velho rock’n’roll)?

  1. As letras são variadas, desde o romantismo e mistério do Versailles até as letras ora pesadas, ora leves, do The GazettE. Nada de músicas com uma palavra, ou duas, ou três... porque todos sabemos que “O rebolation (NÃO) é bom!”
  2. Há diferentes timbres e estilos de voz. Nada de todos querendo imitar o Toshi ou o Hide só porque são considerados “pais do j-rock” (hoje em dia nem tanto, mas, antigamente, todos queriam imitar Chitãozinho e Xoxoró ou Frank Aguiar).
  3. Os shows costumam ser teatrais e inesquecíveis. Além da música, bandas como Malice Mizer costumam dar muito valor à presença de palco, e faziam isso muito bem.
  4. Os artistas têm um enorme cuidado com a própria imagem. Os cabelos são bem-cuidados; a maquiagem, impecável; e as roupas, super detalhistas. Mana-sama, por exemplo, não fala em público, mantém uma expressão séria na maioria das vezes e, a cada novo CD, surpreende ainda mais com os detalhes do visual, e tudo isso para manter a imagem. Ao contrário dos escândalos que vemos por aí, como Amy Winehouse bêbada nos shows, ou cantores suados com camisa branca e calça jeans (nada contra, mas em palco é meio normal demais).
  5. Os instrumentistas sabem bem o que estão fazendo. A habilidade é adquirida com anos de treino, não com aulas no YouTube, e a maioria, inclusive, toca mais de um instrumento.
  6. Os CDs originais são repletos de chamativos. Desde a foto da capa até os especiais que vem dentro. Já outros estilos sofrem para produzirem um CD que qualquer camelô consiga copiar.
  7. Os photoshoots e calendários são produzidos com qualidade e variedade. Cada detalhe é pensado com antecedência e fazem toda a diferença; alguns possuem até temas, como GACKT com leopardos de pelúcia (que aliás, são muito fofos). Atualmente, cantores brasileiros possuem photoshoots na praia, em casa, no palco e... nada mais. Não há um tema ou inspiração artística por trás, é apenas cantor + espaço.
  8. Os artistas, apesar de manterem timbre de voz ou características próprias, possuem incrível metamorfose. Quem não se lembra do Miku no inicio do An Cafe e o compara com agora? E quem sabe o Kaoru do Dir en grey com o incrível cabelo roxo e roupas VK e, agora, com cabelo castanho/preto e roupas ‘normais’? Agora busque na memória um artista de outro estilo que tenha mudado muito e, ainda assim, mantido uma característica própria. Não vale dizer que o Frank Aguiar mudou o cabelo, porque só cortar não vale, ele continua a mesma coisa.
  9. J-rockers seduzem homens e mulheres. Ou vai dizer que seu amigo hetero não achou o Bou “linda” e você também acha? Já um funkeiro se esforça muito para agradar mulheres, e de homens não ganham nem mesmo o respeito (não conta quem também é funkeiro).
  10. Além de artistas, eles são estudados e se interessam por outras culturas. GACKT fala mandarim, inglês, japonês, francês e ainda está aprendendo coreano e cantonense. Die adora Tom Jobim. Agora, se perguntarmos para um micareteiro o que significa Δ = b2 − 4ac, ele não vai saber nem o que é o “2 pequenino” ali em cima (não podemos generalizar, mas é bem raro vermos quem queira sair do seu mundinho de roda de samba todo domingo).

Além desses, todos têm motivos especiais para ouvir j-rock, seja porque um cantor é lindo, perfeito, fofo e derivados, ou porque uma cantora é super gostosa e talentosa. O que importa é que não há nada melhor do que curtir uma boa música japonesa num fim de tarde ou logo cedinho indo pra escola.

Por que não ouvir j-rock? Ora, o único motivo, muito óbvio, é que, por estarem muito longe, será difícil certas bandas fazerem shows por aqui. Mas, como tudo está mudando e já são várias bandas só este ano... tenhamos fé o/

Aproveite e mostre esta pequena lista para quem você conhece que não gosta. Eles terão que concordar em 90% com certeza. E se discordarem, mostre o Bou, o Hizaki... ou a Yui, a Kuro Neko... entre vários outros(as).


Publicação original de 05/10/2011.

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